Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Dinheiro, Política e a Sístase

Posted by Filipe Wels em outubro 26, 2008

Hoje tem eleição.  Não que me animo a ir celebrar a grande festa da democracia e sair de bandeira em defesa do meu canditado para depois celebrar a vitória no comitê eleitoral . Longe disso.  A política e seu co-irmão dinheiro são dois memes  com um ser humano com um nível de consciência um pouquinho mais elevado do que temos hoje, não existiriam. Mas mesmo assim, nao considero o voto nulo a melhor opção. Ele pode vir a ser a melhor opção. Não podemos dizer que entre um segundo turno entre Fernando Gabeira e Paulo Maluf, o voto será inútil porque não faz diferença quem ganhar. Mas eu diria isso entre Paulo Maluf e Celso Pitta.
 
Falar em acabar com a política ou com o dinheiro ou se dizer “anarquista” é posar de sonhador ou defender uma ilusão, uma utopia. Não vou usar as palavras de John Lennon e dizer que não sou o único, mas sim procurar demostrar que isso não é tão utopia ou sonho como pensamos. E que essas duas coisinhas que citei acima são mais prejudiciais do que percebemos no cotidiano.
A posição hoje mais comum é: não existe algo melhor que sociedade democrática e economia de mercado. Eu realmente penso que hoje não existe algo melhor que isso, e alternativa socialista que propunha a ditadura do proletariado como um estado de transição para o fim do Estado já nascia morta : você cria um núcleo forte de poder, um pequeno grupo com poder absoluto, autoritário e vê isso como uma transição para uma sociedade sem poder. É o mesmo dizer que um grande confronto armado pode ser a transição para uma sociedade de paz. Agora, ao mesmo que não acredito que outras alternativas  já inventadas pelo homem possam ter sido melhores que a democracia e a economia de mercado, penso que no futuro possa sim existir essa sociedade sem a política e sem o dinheiro- isso apenas deve demorar ainda pra acontecer.
 
Como o feudalismo, aquele sistema de divisao entre clero, nobreza e camponeses durou tanto tempo sem mudanças? Como ele foi abalado? Pode-se falar em causas econômicas para o surgimento do feudalismo e sua desintegração (o bloqueio do mediterrâneo pelos Turcos Otomanos e a posterior abertura do mercado com o oriente através das cruzadas) mas foi fundamental a ideologia. A ideologia da época, defendidade pela Igreja, era que a sociedade ideal, querida por Deus, era essa, dividida em aqueles que lutam, aqueles que rezam e aqueles que trabalham- nobreza,claro,campesinato- que o melhor possível era isso, ia ser sempre assim e não poderia haver outro tipo de sociedade que não fosse essa. Sabemos que o um conjunto de transformações acabou com aquele sistema, mas além das transformações econômicas, isso só foi possível pela transformação psicológica: o ser humano livrou-se desse paradigma e compreendeu que poderia haver um sistema, sim, melhor que aquele.
 
Depois vieram as Monarquias Absolutistas. Por muito durou esse momento do poder absoluto. E da mesma forma que séculos antes, o homem daquela época pensava que o melhor sistema possível era esse, sempre seria assim e não seria possível inventar algo melhor. Alguém falar, no auge do absolutismo monarquico ,em sufrágio universal, direitos civis, laicidade do Estado, 3 poderes e tudo o que existe hoje seria visto como tão utópio ou sonhador como falar em acabar com a política ou o dinheiro hoje em dia. Com o Iluminismo, o pensamento da sociedade mudou e o Antigo Regime caiu. Claro que da mesma forma que a  transformação anterior, houve causas econômicas aliadas a isso, como a ascenção da burguesia. Mas ela se aproveitou dessa mudança psicológica. 
 
Agora temos um sistema diferente- e penso eu, melhor – que o feudalismo ou o absolutismo monarquico. Mas o fato de ele ser melhor não significa que seja bom. Mesmo assim, mantemos o mesmo pensamento daquela época: o ser humano não pode inventar algo melhor que isso, o melhor sistema é esse e vai ser sempre assim, cabendo apenas fazer algumas adaptações dentro do mesmo sistema para corrigir eventuais imperfeições.  Além disso, a Era da Razão faz o homem pensar que, através da deliberação racional, estarmos livres dessa tipo de paradigma.  Não somos influenciados por certas verdades pré-estabelecidas que herdamos da nossa sociedade e condiciona nossa modo de pensar – a razão quebrou essas barreiras e nós podemos tocar a realidade clara e cristalina, livres dos condicionamentos da época em que vivemos. E é disso que eu discordo. Também somos vítimas de paradigmas e é justamente isso que faz com que aquele que fale em mudar esse sistema seja taxado de sonhador ou utópico.
 
Se o homem inventou a políticia e o dinheiro, o mesmo homem pode acabar com eles. Basta querer. E para querer, basta compreender que isso pode ser feito.
 
O dinheiro é a uma consequencia da falta de ética do ser humano. Uma mudança psicologica e educacional profunda, acabaria com ele. E ele é, pelo menos a meu ver, a pior doença da humanidade tão quanto sua irmã mais velha política.
 
O que quero dizer com isso? Primeiro, vamos analisar o desenvolver da vida de uma pessoa: passamos ( ou deveríamos passar) por todos os processos educacionais: escola, faculdade, mestrado, etc. O fim de tudo isso é ter uma profissão. O fim de uma profissão é ganhar dinheiro para sobreviver. Em outras palavras, nós somos preparados desde cedo para ganhar dinheiro. Afinal, sem ele, morremos- seja de fome, seja de falta de atendimento médico, seja de frio por nao ter roupa ou moradia.
 
Agora, vamos supor que um decreto presidencial institua a Lei da Gratutidade Absoluta. É proibido cobrar por qualquer coisa que seja – acabou o dinheiro, não existe almoço cobrado, só existe almoço grátis . Estaremos livres para entrar no supermercado, nos servirmos de tudo o que precisamos, agradecer ao dono do estabelecimento e ir embora. O que aconteceria? Pararíamos de trabalhar. Sem possibilidade de ganhar com isso, nossas atividades seriam suspensas. Não mais encontraríamos comida, nem teríamos mais qualquer serviço. Deixaríamos a cidade e migraríamos para o campo para buscar sobreviver.  Haveria conflitos pela possa da terra, o progresso tecnologico acabaria e em questao de pouco tempo, voltamos à idade da pedra. O dinheiro é um sistema de coação para obrigar o ser humano a trabalhar e produzir. Sem ele, o mundo não funciona. Por isso não é possível simplesmente acabar com ele assim, de uma hora pra outra.
 
Todo o desenvolvimento tecnologico e científico da sociedade tem como base o dinheiro. É o mão invísivel de Adam Smith: as iniciativas individuais trabalham construindo o bem coletivo. Por isso que o dinheiro ainda é um mal necessário. Mas que não seja sempre assim. Que um dia ele seje descenessário, e penso que basta um certo numero de pessoas compreender uma coisinha para isso que ocorra.
 
Antes, porque sou contra o dinheiro? Porque é um sistema que gera concentração de renda e, portanto, exclusão social, gerando desigualdades? Também, mas não exatamente. Desigualdade social é algo mais complexo e surge, na verdade, junto com a política, antes de formação da economia monetária. Na Grécia Antiga, antes das polis, have as comunidades gentílicas. Os genói eram pequenas comunidades agrárias, onde não havia hierarquia, poder ou propriedade privada. É algo próximo do que podemos chamar hoje de sociedade anárquica. Com a expansão demográfica e a necessidade de buscar por mais terras cultiváveis, acabou havendo concentração da terra nas mãos  de alguns e, junto com as terras, de poder. Estava sendo formado o povoado (demos) que depois daria origem à cidade-estado, a polis.
 
Na Antiguidade Oriental ocorreu um processo semelhante. A organização do Estado permitiu a uma elite controlar os recursos econômicos, uma vez que os conhecimentos técnicos eram monopolizados pelo estado, que os usavamos como forma de controle sobre os camponeses, nas Sociedades Teocráticas de Regadio. Novamente aí temos um exemplo de desigualdade e poder nas mãos de poucos relacionada com a formação de estruturas políticas. Por isso nao culpo o dinheiro pela desigualdade social- se o fizesse, estaria tendo a mesma lógica de Dawkins de culpar a religiao pelos conflitos na Irlanda no Ocidente Médio- culpar o objeto, a velha história do marido traído que vende o sofá.
 
Então qual é o problema com o dinheiro?
 
Vamos pensar num caso: um senhor entra num supermercado e está com fome. Quer pegar um pão que custa 50 centavos, mas o supermercado recusa entrega-lo sem pagamento.
 
O senhor está diz que está com fome, que realmente nao tem dinheiro, mas o supemercado nega. Entao é forçado a mexer no lixo para tentar achar algum resto de comida, como vejo frequentamente nas ruas.
 
Veja que isso só nao é caso de pessoas miseráveis. Se eu estiver no centro da minha cidade e roubarem minha carteira, nao poderei pagar onibus para ir pra casa- e me negarão o direito de transporte.
 
A obrigatoridade de um pagamento por um bem e um serviço é totalmente amoral. O princípio ético mais básico que existe numa sociedade é pensar no bem comum. Aristóteles disse que a ética na pólis era viver buscando o bem comum. Hoje, vivemos num mundo que se coloca o dinheiro em um pedestal e o venera como um Deus porque ele se torna algo indispensável para satisfazer necessidades básicas do ser humano.
 
A desculpa de que quem nao arruma dinheiro é preguiçoso ou “malandro” nao cola. É só ver a quantidade pessoas fazendo malabarismo nos semáfaros, distribuindo panfletos ou até se fantasiando de estátua no centro das grandes cidades para ganhar uns trocados. A obrigatoriedade do pagamento leva o ser humano a se rebaixar à prática de atividades sub-humanas para conservar seu único bem, a vida.
 
Só permitidos isso, e daí que surgem os memes chamados “política” e “dinheiro” devido á ilusão do ego. Se um número maior de pessoas comprendesse que a seperativdade é uma ilusão, que nada no universo está desligado de nada, que um eu pessoal e mundo exterior ou interior são igualmente ilusórios e aprendesse a ver o próximo dentro de si ( e cada ser humano, mesmo aquele que nunca vimos na vida, é sim, uma parte de cada um de nós) esse tipo de coisa cairia por terra imeditamente.
 
Aprenderíamos que o mundo deve funcionar, e para isso, precisamos trabalhar- mas buscaríamos usar nossas habilidades pessoais em prol desse todo por termos um entendimento de que isso é o ideal. Hoje somos educados desde cedo a buscar ter uma profissao para atender as necessidades de sobreviência pessoal- em outras palavras ,ganhar dinheiro. Se a nossa formação humana fosse com um pensamento diferente, voltado para pensar no bem comum, não haveria dinheiro. Afinal, se todo mundo parasse de cobrar pelo que faz, ninguém precisaria ter dinheiro- ele desapareceria e o mundo funcionaria bem sem ele.
Essa necessidade de ter dinheiro que virou algo tao essencial para a sobrevivencia como poder respirar acaba nos jogando numa rotina de trabalho tão pesada que acaba servindo como um buraco negro, fortalecendo o estado de sístese e puxando todo mundo pra dentro dele. Quem vai buscar o saber, o conhecimento de si mesmo, descobrir e desenvolver suas necessidades e potencialidades espirituais quando estamos tão ocupados com nossa sobrevivência?
 
Se tivéssemos mais tempo para cuidar de certos aspectos hoje considerados de importância menor como o desenvolvimento espiritual e auto-conhecimento, poderia haver um ciclo virtuoso de aumento do nível de consciência da humanidade. Consequentemente, o que hoje é considerado utopia seria perfeitamente possível de se tornar realidade. Muitos astronômonos consideram a possibilidade de existirem civilizações extraterrestes muito mais avançadas que a nossa. Me pergunto como seriam os sistemas políticos e econômicos em tais civilizações.  Com certeza é algo bem diferente do nosso , que nada é mais é que uma retroalimentação do estado de sístase. Uma sociedade perfeita provavalmente é  de fato  impossivel, mas uma sociedade que nao seja dividida entre aqueles que mandam e aqueles que obedecem- assim como que alguém é prevido de moradia, alimentacao e atendimento médico se não tiver como pagar por eles, alto totalmente inaceitável humanisticamente, só é vista como utópica considerando o atual estado de consciência no ser humano. E temos que acreditar nessa evolução para que ela se torne possível.
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7 Respostas to “Dinheiro, Política e a Sístase”

  1. Ana said

    Sobre eleições e política em geral, tenho uma visão bem pessimista, pelo menos com a política aqui do Brasil. Não consigo me interessar por esse assunto, não consigo sentar e estudar as propostas dos candidatos às eleições, nem me manter informada acerca do que os políticos eleitos estão ou não fazendo pelo país… simplesmente não tenho muitas esperanças de que algo mude. Pelo menos enquanto as coisas ficarem como estão.
    Aí, no meu caso, por exemplo, acho que o voto nulo é a melhor opção. Ao menos melhor que escolher um candidato às cegas, sem saber quem é ou o que propõe, apenas pra ter em quem votar.
    Mas talvez um dia eu me interesse mais por isso e resolva participar ativamente da política do meu país, conhecendo e escolhendo um candidato nas eleições e cuidando o que está sendo feito pelos já eleitos.

    > Mesmo assim, mantemos o mesmo pensamento daquela época: o ser humano não pode inventar algo melhor que isso, o melhor sistema é esse e vai ser sempre assim[…]

    Acho incrível como o homem sempre mantém esse tipo de pensamento. Os monarquistas achavam utópico o sistema político atual assim como o homem, há sei lá quantos anos, achava utópico o homem voar, coisa comum hoje em dia.

    > Quem vai buscar o saber, o conhecimento de si mesmo, descobrir e desenvolver suas necessidades e potencialidades espirituais quando estamos tão ocupados com nossa sobrevivência?

    Pois é. Eu mal tenho tempo pra ir atrás e estudar os diversos assuntos que me interessam, a busca do saber, do auto-conhecimento, etc., porque tenho que estudar biologia, biologia e mais biologia pra concluir logo meu curso, fazer logo meu mestrado e doutorado, pra logo conseguir um emprego pra ganhar dinheiro e manter meu atual nível financeiro.
    Não que eu não goste de estudar biologia, pelo contrário, mas o sistema atual praticamente impede a busca de outros conhecimentos. ¬¬

    Ótimo texto, Filipe. =)

  2. Fy said

    Ótimo mesmo Felipe.

    Seu texto e o desabafo da Ana, super verdadeiro, me lembram duas citações do Frank Herbert; que não só explicam como tornam transparentes o mecanismo existente por traz deste Sistema nos conduzindo exatamente a este tipo de alienação citada pela Ana, e, propositalmente promovendo uma robotização crescente num processo gradativo mas ininterrupto; e q na maior parte do tempo nos vitima, nos “sequestra” e nos vicia; sem q possamos dar conta:

    – Dado tempo suficiente para as gerações evoluírem, o “predador” produz adaptações particularespara a sobrevivência de sua presa, a qual, através de uma operação circular de retroalimentação, produz mudanças no predador, que novamente modificam a presa – etc… etc… etc… Muitas forças poderosas fazem a mesma coisa. E vcs podem incluir entre estas forças a Religião.

    – Sabem o que os guerrilheiros dizem muitas vzs? Afirmam que suas rebeliões são invulneráveis à guerra econômica porque eles não possuem economia; vivem perasitariamente daqueles q vão derrubar. Os “tolos” só deixam de levar em conta o preço que inevitalvelmente devem pagar. O “padrão” é inexorável em suas falhas degenerativas. Repete-se nos sistemas de escravidão, nos Estados do “bem-estar”, nas Religiões estratificadas, nas burocracias socializantes – em qualquer sistema que crie e mantenha dependências.
    Seja um parasita por muito tempo e você não poderá existir sem um Hospedeiro.
    God Emperor of Dune

    Bjs: excelente texto.

  3. Filipe Wels said

    Fy, obrigado, mas nao concordo que a religiao possa ser incluída aí.

    Dizer “a religião”, primeiro, é incluir no mesmo saco xintoístas e testemunhas de jeová, muçulmanos e judeus, católicos e taoistas, protestestas e budistas. São coisas bem diferentes.

    Segundo, o conceito comum que tem-se de religião é um conceito errado.

    Religião é o “religare”, religação. A religião católica, por exemplo, não está no Chico Bento 16, nos templos, na hierarquia do Vaticano. Isso são formas segundárias .A religião está naquele êxtase místico, na comunhão espiritual que o católico experimenta na transubstancialização, no êxtase místico que o budista experimenta ao meditar, ou na oração do muçulmano, por aí vai.

    Religião é a comunhão espiritual, a experiência mística, a realização e o desenvolvimento de sua espiritualidade, ou, em outras palavras, a religião com Atham ,a essência, Deus.

    A religião institucionalizada não pode ser confundida com religião. Ela cumpre um papel, é claro, mas sendo controlada por seres humanos, acaba tendo muito de sua organização baseada no ego. E comete os crimes que são tanto criticados. Mas penso que usar a expressao “religião” para referir-se à religião institucionalizada é confundir alhos com bugalhos.

  4. Fy said

    A religião institucionalizada não pode ser confundida com religião. Ela cumpre um papel, é claro, mas sendo controlada por seres humanos, acaba tendo muito de sua organização baseada no ego. E comete os crimes que são tanto criticados. Mas penso que usar a expressao “religião” para referir-se à religião institucionalizada é confundir alhos com bugalhos.

    Com certeza, Filipe; mas acho q o FH deixa bem claro este significado em sua citação ao usar o termo ” Religiões estratificadas” e ao emparelhá-lo com os outros ítens.

  5. Ibrahim said

    Boas observações.
    E a sociedade focada em qualquer representação externa de poder é leva à desgraça, sem dúvida.
    Já vi algumas propostas para uma nova organização social, como as apresentadas em Zeitgeist, (http://www.zeitgeistmovie.com/) que mostra a idéia da extinção do dinheiro para abrir espaço para uma economia baseada totalmente em recursos, a eliminação de qualquer fronteira social, a reestruturação da educação, entre outras coisas. Não sei se alguém já viu, mas creio que tenha haver com o assunto e resolvi expor e sublinhar isso para discussão.

    Abraços,
    Ibrahim.

    =)

  6. adi said

    Oi Ibrahim,

    Bem vindo :).

    Só te dando um retorno, como esse post foi escrito pelo Filipe, bem como ele ser o entendido nesses assuntos, acho ele ser a pessoa mais indicada pra dar continuidade a essa temática, mas obviamente, o que não impede de qualquer outro que queira dar continuidade a esse tema interessante.

    Abraços,
    adi

  7. Filipe Wels said

    E apesar de estar novamente sumido, eu estou por aqui!

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