Homenagem a Raulzito

Ontem 21 de Agosto, fez vinte anos que um dos maiores musicos do nosso País, Raul Seixas,  morreu. Raul não foi só um músico, foi um artista genial, que inovou com sua obra, abriu cabeças e deixou uma mensagem que ainda hoje é atual. Com certeza ele estava muito a frente de seu tempo.

Um pouquinho dele pra matar a saudade:

Raul Seixas era um garoto muito tímido na infância e na adolescência, e só vivia trancado no quarto lendo e compondo. Seu sonho no inicio era ser um escritor, até o Rock n Roll aparecer em sua vida. Nesse momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis, de quem torna-se fã – e aponta-lhe o rumo musical: o Rock’n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.

  • Raul Seixas desde criança escrevia textos e poesias. Fazia também revistas em quadrinhos para seu irmão (Plínio) a quem vendia. Seu sonho também era ser um escritor.
  • Raul Seixas e Waldir Serrão foram um dos primeiros garotos a terem contato com discos de Rock n Roll no Brasil, na Bahia, por que estava infestada de americanos nos anos 50/60, que se mudavam por questões de trabalho, assim toda a cultura do Rock foi trazida através deles.
  • No final dos anos 60, Raul Seixas teve um encontro com Mick Jagger. Que o incentivou a tocar música africana, pois vendo a música brasileira na raíz, havia percebido que a bossa nova era uma farsa.
  • Raulzito e os Panteras (banda de Raul) acompanhava artistas de pedigree que iam fazer shows na Bahia, entre eles: Roberto Carlos, Jerry Adriani e Wandérleia.
  • Raul Seixas passou nos primeiros lugares no vestibular de Direito, para impressionar a familia de Edith, que seria desde então a sua primeira esposa.
  • No inicio dos anos 70, Raul ao lado de Leno ( Da dupla Leno e Lilian ) gravou um disco chamado “Vida e Obra de Johnny McCartney”, um disco que caso fosse lançado seria uma evolução musical incrível para a época, pois seria um divisor de águas entre a Jovem Guarda e o Rock Nacional, porém pelo forte teor político, ele foi censurado. Raul divide parceria com Leno em 6 faixas do Disco. “Sentado no Arco-Iris”, segundo Leno, foi a primeira letra que Raul tivera realmente orgulho de escrever, lembrando que desde então suas letras eram românticas feitas para a Jovem Guarda.
  • Antes de ser cantor, Raul Seixas atuou como Produtor da CBS, produzia diversos artistas da Jovem Guarda, e compunha para eles também, entre artistas que gravaram suas canções destacam-se: Jerry Adriani, Diana, Leno e Lilian, entre outros.
  • A primeira música assinada por Raul Seixas/Paulo Coelho, “Caroço de Manga”, na verdade foi composta apenas por Raul Seixas, para incentivar o amigo, ele colocou o nome de Paulo Coelho na música, que mais tarde afirmou que aprendeu a escrever graças a linguagem popular que Raul Seixas o ensinara. Outra questão interessante é que os parceiros de composições de Raul Seixas costumavam ser seus amigos e por vezes até suas mulheres, frisando que Raul Seixas era muito generoso em dividir parcerias com todos eles.
  • Raul Seixas no Festival Internacional da Canção, escreveu duas músicas, Let me sing, Let me sing my Rock’n Roll e Eu sou eu, Nicuri é o Diabo, na primeira ele dividiu parceria com sua primeira mulher, para driblar o regulamento, que só exigia que apenas uma música por compositor fosse escrita no concurso.
  • Raul Seixas compôs Metamorfose Ambulante aos 12 anos.
  • A canção Gita, foi inspirada no livro hindu, chamado Baghavad Gita. Raul Seixas afirmou que compôs a música para falar de DEUS, como um “todo”. Clique aqui e leia mais…

Grandes são os desertos, e tudo é deserto – Álvaro de Campos

Partilhando:

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.

Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida.

Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ter que ser assim.

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.

Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.

Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.

Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!

Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Álvaro de Campos
4-9-1930

Só de sacanagem…

Carl Orff: Carmina Burana

Libretto original e traduzido:

carmina_burana

Mil bravos! De aplaudir em pé:

Unidade & Dualidades: de como o monismo e atomismo nos pré-socráticos engendram o homo complexus de Edgar Morin

Terminei, enfim, esta obra, que nem a ira de Júpiter, nem o fogo,

Nem o ferro, nem o tempo devorador poderão destruir.

Quando aquele dia, que dispõe apenas do meu corpo, quiser,

Poderá pôr fim ao tempo da minha incerta vida;

Mas com a melhor parte de mim me elevarei imortal

Sobre as estrelas, e o meu nome não perecerá.

Ovídio (43 a.C. – 17 a.C.)

Com este dramático apelo de Ovídio iniciamos o nosso trabalho. Não se pretende, é claro, nenhuma imortalidade, pois em tempos pós-modernos, falar em algo que dure ou repercuta mais do que uma estação é heresia. É um trabalho humilde, de pesquisa e reflexão, um leigo exercício em filosofia, mas que tem a ambiciosa meta de chegar ao fim e revelar, se não a fórmula, pistas de como tornar real ou o que significa realizar o símbolo & do nosso título.

O trabalho poderá ser lido de duas maneiras: a primeira e mais simples é uma leitura corrida e integral do texto, e a outra é ir lendo aos poucos, em separado, pelas cores, extraído o corpo principal em azul das junções coloridas, que trazem ora reflexões, ora digressões ou ainda algumas poesias, em complemento ao tema. As cores tornam as partes independentes umas das outras, no entanto, a única coisa que se pretendeu com o estilo multifacetado, por contraste, foi enfatizar a coesão.

Clique aqui e leia mais…

A sombra – por Jung

Sendo o assunto do momento, acredito também de interesse pra muitas pessoas que visitam o Anoitan, abaixo segue um capitulo do livro AION de Jung, sobre a sombra e como ela atua no individuo.

” Os conteudos do inconsciente pessoal sao aquisicoes da existencia individual, ao passo que os conteudos do inconsciente coletivo sao “arquétipos” que existem sempre e a priori. Empiricamente,  os arquetipos que se caracterizam mais nitidamente sao aqueles que mais frequentes e intesamente influenciam e perturbam o eu. Sao eles a sombra a anima e o animus. A figura mais facilmente acessivel a experiencia eh a sombra, pois eh possivel ter um conhecimento bastante aprofundado de sua natureza. Uma excecao a esta regra eh constituida apenas por aqueles casos, bastante raros, em que as qualidades da personalidade foram reprimidas e o eu, consequentemente, desempenha um papel negativo, isto eh, desfavoravel.

A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguem eh capaz de tomar consciencia desta realidade sem dispender energias morais. Mas nesta tomada de consciencia da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade. Este ato eh a base indispensavel para qualquer tipo de autoconhecimento e, por isso, via de regra, ele se defronta com consideravel resistencia. Enquanto, por um lado, o autoconhecimento eh um expediente terapeutico, por outro lado implica, muitas vezes, um trabalho arduo que pode se extender por um largo espaco de tempo. Clique aqui e leia mais…

Estar desperto

Um trecho do excelente livro “Vazio Luminoso” de Francesca Fremantle.

“Um ser vivente é uma combinação temporária de vários elementos, sempre mudando, assim como um rio é composto de incontáveis gotas de água, nunca permanecendo estático mesmo pelo menor momento imaginável de tempo. O sentido de continuidade que temos dia após dia, que experimentamos como um estado estático de ser, é na verdade um processo dinâmico, um fluir contínuo. Simplesmente não há necessidade de um ser, funcionamos perfeitamente bem sem ele. Nós somos esse fluir, a dança da vida, sem fixação ou solidez. Não precisamos procurar por alguém atrás disso.
Ao mesmo tempo, existe uma verdade profunda em nossa busca por uma essência. Nossa essência é a potencialidade para a iluminação, “tathagatagarbha” em sânscrito, o embrião do buda, muitas vezes chamado de a natureza de buda. Assim que essa potencialidade começa a se manifestar, é conhecida como “bodhichitta”, o coração ou mente que desperta. De início, como bodhichitta relativo, ela é a aspiração em direção a iluminação para si e para todos os seres; finalmente, como bodhichitta final, é o próprio estado de estar desperto, o coração e a mente finalmente despertos. Clique aqui e leia mais…

Hino à Beleza

Os memes e o inconsciente

Oscar Wilde tem aquela frase cérebre que diz que viver é algo restrito para poucos; o normal é existir. O debate sobre a legalização das pesquisas sobre células-tronco procurava saber se a vida começa na concepção ou quando o óvulo passa a ter condições para se desenvolver. Mas isso leva em conta a vida apenas no aspecto biólogico. E que podemos fazer sobre um aspecto não com o frio olhar científico, mas mais filosófico, de quando, afinal, começa a vida. Para responder a essa pergunta, precisamos levar em conta dois aspectos: os memes e o inconsciente.

Memes são o equivalente cultural dos genes, segundo o biólogo Richard Dawkins em sua clássica obra O Gene Egoísta. Assim como os genes passam de gereção para geração pelo DNA, os memes passam pelo cérebro ou por outras formas de armazenar informações, com os livros. Sao padroes cognitivos que passam de geração pra geração e filtram nossa percepção da realidade – e procuram condicionar, determinar, o comportamento humano.

Exemplo de meme muito fácil de detectar no Brasil é o força que possui o futebol. Praticamente todas as pessoas têm um time – porque foram condicionadas a isso ou por parentes, ou por amigos. Mas a grande maioria dos nossos pensamentos, crenças, idéias e dogmas são frutos de um condicionamento. Como a nossa ação é condicionada pelo nosso pensamento- e o próprio pensamento é fruto, ele mesmo, de um condicionamento-  a liberdade de escolha e o livre arbítrio que julgamos ter é ilusória em grande parte. Quando ” vivemos” como fruto de um condicionamento, não há vida, de fato, porque não temos consciência nem um próposito definido naquilo que fazemos. Desde cedo, somos condicionados a muitas coisas: estudar, trabalhar, namorar, casar, para , depois, enfim, morrer. Isso é o comum entre a grande maioria da humanidade, mas o que nos diferencia como seres humanos é justamente uma motivação, um propósito único para cada indivíduo, que realmente justique sua presença nesse mundo. Que faça valer a pena o corpo maravilhoso e os bilhões de neurônios que recebemos. Para isso, é realmente necessário ter um próposito e uma consciência de que por que estar aqui; e isto requer um conhecimento interior que jamais vem automaticamente. Ninguém sabe o que quer sem conhecer a si mesmo.

A vida é um milagre em si mesmo, mas poucos param para refletir sobre isso. A maioria pensa que com o nome uma profissão já sabe de tudo. É uma maneira de pensar muito ingênua. Precisamos resgatar uma educação que já se perdeu. Atualmente, há uma cultura massificada, recebemos pacotes de verdades e dogmas prontos desde crianças, bem como as direções e caminhos que devemos tomar. E vivemos, inconcientemente, seguindo justamente essas idéias meméticas, sem saber, de fato, o que estamos buscando ou que porque estamos fazendo isso.

Por isso, tal relação que o senso comum supõe existir entre idade e experiência de vida não existe. Ela é verdadeira em sociedades que valorizam a sabedoria- o que, certamente, não é o caso da nossa, que valoriza o conhecimento meramente intelectual para fins monetários  e não a experiência. Hoje em dia, isso depende muito da pessoa que se trate, e um senhor de 70 anos pode nao ter metade da experiência de um jovem de 20- assim como pode ter muito mais , mas, neste caso, o fato de ter 70 anos será apenas um coadjuvante e não motivo de ter tal experiência. Nenhuma pessoa tem experiência mais do que outra apenas por ter mais idade. Isso se deve a um conjunto de fatores.

“Vida” é algo que nao se ganha; se conquista. Compreender o significado do vida foi algo pretendido pelos maiores sábios do mundo- e justamente pelo esforço em adquirir tal entendimento que os transformou em verdadeiros sábios. Hoje, recebemos uma carga de condicionamentos, vivemos sem saber porque vivemos, quais inclinações nos motivam, quais própositos nos animam e damos como certas muitas coisas que não são verdadeiras, que deixariam de ser certas se lhes colocássemos uma interrogação, um porquê.

O tempo, por si mesmo, não leva a nada, senão a cristalização dessas ilusões. Quando questionamos uma idéia que mantínhamos há um ano, ou meses, é fácil mudar de opinião. Agora, como vamos aceitar que estivemos errados sobre algo que acreditamos com tanta convicção há 20, 30 anos? Como nossas escolhas e decisões são baseadas em nossas crenças, admitir isso seria admitir que vivemos 20 e 30 anos no caminho errado. Isso acaba sendo algo muito duro, portanto é muito mais cômodo , depois de uma certa idade, defender ferrenhamente nossas convicções a ter a atidade mais saudável de colocar um ponto de interrogação naquilo que julgamos como ponto pacífico.A sabedoria só vem quando aprendemos a amá-la, a buscá-la, a cultivá-la, e nossa cultura ocidental não favorece  isso.

Mas, onde está a causa disso? Porque somos tão suscetíveis a tais condicionamentos?

A resposta está no inconsciente – aquilo que acreditamos como verdade consciente ( e é um meme) também está presente no nosso inconsciente. Há um paralelo entre ambos. Freud dizia que nosso inconsciente tem uma ” herança ancestral” dos nossos antepassados, que chamava de ” resíduos arcaicos”. Assim como nós somos resultados de um longo processo de evolução biológica, nossa psique também recebeu essa formação ancestral. E há justamente essa formação do inconsciente de geração para geração, tal como nos memes.

Por isso, e eu insisto com isso, a única forma de manter contato com o inconsciente é auto-conhecimento. Há várias formas disso, como a “imaginação ativa” de Jung, interpretacao dos sonhos, auto-análise ou meditação. Conhecendo-nos, percebemos as ilusões que estão enraizadas nos recônditos da psique. Ilusão compreendida é ilusão desintegrada. Assim, com um longo processo de auto-conhecimento- que é o único caminho para a sabedoria- vamos, aos poucos, começando a viver- pois morremos para a fantasia presente na nossa psique para viver a realidade. Tiramos as travas nossos olhos, presentes na nossa psique, e começamos , gradualmente, a enxergar de fato a realidade.  E assim que se adquire experiência real, que é certamente o mais importante na vida de uma pessoa. Que não vem com a idade, com o tempo, com mera reflexão filosófica ou conhecimento intelectual.

A Travessia do Abismo de Daath

Em Malkuth comeca o trabalho do despertar da centelha e elevação da mesma atraves dos Sephiroth.

Malkuth pode ser comparada ao mito de Persefone (ou Proserpina entre os romanos), onde a historia do mito narra a violação de Persefone por Hades obrigando-a a seu exílio sob a Terra, assim como também o mito dos gnósticos sobre a queda de Sophia.

Segundo Israel Regardie existem dois métodos básicos de consecução espiritual baseados no uso direto da Arvore da Vida: Um eh a meditação e o outro eh o Ritual. O objetivo de seguir esses dois processos, eh atingir o Coração da Arvore, o centro cristico nele mesmo – Tipheret, onde terah a visao e conversação do Sagrado Anjo Guardião. Os dois métodos acima referidos na verdade sao um. Assim trabalhando ele transcende o que ele pensa ser, ascendendo pelos sephiroth.

Esta subida realiza-se pela coluna do meio ou pilar do meio, isto eh, a coluna central da arvore formada por Malkuth, Yesod, Tiphareth, Daath, Kether.

No sistema oriental  isto equivale ao canal Shushuma, por onde eleva-se Kundalini. O Sushuma eh o mais importante dos Nadis e consiste no eixo ou canal central que se situa ao longo da coluna, por onde circula energia neutra. Ele eh conhecido como o sustentador do universo e o “caminho da salvacao”.kundalini

Na tradicao Greco-Romana, o caduceu de Thot eh o simbolo do segredo, tanto quanto a Serpente de Bronze erguida por Moises no Egito.

Segundo Israel Regardie, esse metodo de elevacao da Kundalini, ou de conscientizacao da Essencia, se dah atraves da conciliacao  das energies opostas na Arvore, essa conciliacao se efetua no pilar central, ou pilar do meio/equilibrio, e eh nesse equilibrio onde nasce o Filho em Tiphereth, ou seja, o dialogo com o Sagrado Anjo, o Self. Essa eh a meta e o objetivo de todo praticante de magia ou de todos aqueles que se dedicam ao auto-conhecimento, pois eh o proprio Anjo quem prepara o adepto para a proxima etapa, a travessia do abismo de Daath. Clique aqui e leia mais…