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	<title>Anoitan</title>
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		<title>Anoitan</title>
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		<title>&#8220;Anticristo&#8221; (em nosso tempo) de Lars Von Trier</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 13:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adi</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Experiência Mística]]></category>
		<category><![CDATA[Arquétipos]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Comecei a Assistir &#8220;Anticristo&#8221; achando que seria mais um daqueles filmes de terror ao estilo de “O Exorcista”, “A Profecia”, “O Exorcismo de Emily Rose”, etc, mas não; não se trata desse tipo de terror, mas de um terror totalmente psicológico, interior, trata da dor nua, crua, desesperada, da culpa, auto-punição e dos medos mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1055&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Comecei a Assistir &#8220;Anticristo&#8221; achando que seria mais um daqueles filmes de terror ao estilo de “O Exorcista”, “A Profecia”, “O Exorcismo de Emily Rose”, etc, mas não; não se trata desse tipo de terror, mas de um terror totalmente psicológico, interior, trata da dor nua, crua, desesperada, da culpa, auto-punição e dos medos mais profundos do ser humano.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1071" title="images" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/images1.jpg?w=91&#038;h=124" alt="images" width="91" height="124" />É um filme polêmico, chocante, simbólico, onde pode ser interpretado de diversas maneiras, mas não no primeiro momento, não logo depois de acabar o filme, porque nesse momento fica a sensação de: “Nossa!! Acabou assim, sem pé nem cabeça”, “não tem lógica, nem significado”,  ao mesmo tempo que,  quando se está assistindo  não se  desgruda o olho da tela, e depois que acaba o filme, mesmo com essa sensação de filme estranho, não paramos de pensar sobre ele, pois certamente as imagens fortes causam algum impacto dentro da própria psique, e nos traz muitos questionamentos.</p>
<p>Particularmente eu gostei muito do filme, porque mostra aspectos da natureza humana que ninguém gosta de admitir, o lado sombrio que está bem escondido dentro do ser, mas que ninguém em sã consciência quer mexer&#8230; mas como disse Jung, &#8220;Tudo aquilo que não enfrentamos em vida acaba se tornando nosso destino&#8221;.</p>
<p>Lars Von Trier escreveu o roteiro desse filme no auge de uma crise de depressão, ele disse:</p>
<p>“Não conseguia trabalhar. Seis meses depois, apenas como um exercício, escrevi um roteiro. Foi um tipo de terapia, mas também uma procura, um teste para ver se eu ainda faria algum filme”.  E ainda:  “O roteiro foi finalizado e filmado sem muito entusiasmo, feito como se eu estivesse utilizando apenas metade da minha capacidade física e intelectual”, contou ele. “O trabalho no roteiro não seguiu o meu modus operandi habitual. Cenas foram acrescentadas sem razão. Imagens foram compostas sem lógica ou função dramática. No geral, elas vieram de sonhos que eu tinha no período, ou sonhos que eu tive anteriormente.”</p>
<p>Exibido pela primeira vez no festival de Cannes desse ano, “Anticristo” chocou  parte da imprensa e aos críticos de cinema, que saíram antes da sessão acabar, ou vaiaram o filme ao final da exibição.</p>
<p>O filme tem uma belíssima fotografia, e começa em preto e branco, ao som da ária de Handel “Láscia La Spina”, música que também acompanha o desfecho final.</p>
<p>Para o filme ficar compreensível, é necessário uma leitura simbólica e mítica. E aqui coloco minha interpretação pessoal, compreendendo que o filme é riquíssimo em simbologia, cabendo portanto, diversas outras interpretações. Contém spoilers, por isso quem ainda não assitiu, melhor ver primeiro, antes de continuar a leitura.<span id="more-1055"></span></p>
<p>“Anticristo” conta o drama de um casal, abalado pela trágica morte do filho pequeno,  enquanto eles completamente envolvidos, fazem amor  no quarto.</p>
<p>Os atores Willen Dafoe e Charlotte Gainsbourg interpretam de corpo e alma os protagonistas únicos dessa história. Ela uma historiadora, que está escrevendo uma tese sobre o femicídio (violência, mutilações e morte de mulheres em razão de seu sexo feminino), ele um terapeuta. Incapaz de superar o <img class="alignright size-full wp-image-1065" title="casal" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/casal1.jpg?w=124&#038;h=93" alt="casal" width="124" height="93" />luto, ela afunda em forte depressão,  enquanto  ele como terapeuta resolve assumir a responsabilidade pela terapia que vai ajudá-la a superar essa crise que foi desencadeada pelo forte trauma da perda do único filho.</p>
<p>Desde o início há uma linha divisória bem clara entre o feminino e o masculino, ela entra de cabeça e se entrega a vivenciar a dor do luto, da culpa, se entrega a sua natureza feminina. Ele, racional, apesar da dor interna, conduz sua situação de modo mais distante e frio, se refugia em sua racionalidade para tentar lidar com o problema de sua mulher.</p>
<p>No começo da terapia, ele a leva a encontrar  seus maiores medos, e diante da descoberta, enfrentá-los e confrontá-los como forma de perceber seu caráter ilusório.</p>
<p>O casal embarca então para uma cabana no meio de uma floresta chamada Éden, casa de campo que pertence ao casal. Na floresta, ele vai entrando em contato com elementos estranhos, com o mistério da vida, apesar de sua racionalidade. Vê um cervo dando a luz, mas o filhote não nasceu completamente e está preso a mãe, morto, putrefato. E isso induz tanto ao processo alquímico da nigredo, bem como a necessidade que o <img class="alignleft size-full wp-image-1080" title="ponte" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/ponte.jpg?w=132&#038;h=83" alt="ponte" width="132" height="83" />filho precisa se desligar da mãe pra viver e tornar-se um homem, além de que o próprio cervo simboliza a auto-renovação, representa um fator inconsciente que nos revela o caminho que nos levará ao rejuvenescimento. Em Éden se cruza uma ponte, símbolo da travessia de um limite, de uma fronteira. Floresta tem sempre o significado do inconsciente, onde vive os animais e os instintos, então percebemos esse adentrar ao inconsciente.</p>
<p>A floresta é algo revelador para ambos, pois em cada fato ocorrido nela, se revela o interior do ser, revela aquilo que há dentro deles e que eles não viam, ou não queriam ver, porque só há dor dentro deles. E de cara a natureza se mostra para ambos como um espelho refletindo o interior como algo violento, chocante,  ctônico. O diretor mostra a natureza nua e crua na visão do homem.  É em Éden que Von Trier coloca todos os demônios e medos inconscientes. Realidade, imaginação, sonho e pesadelo se misturam de tal forma, que se perdem um no outro.</p>
<p>Ele ainda não percebeu, mas ao adentrar a floresta entra em contato com seu aspecto feminino, que para ele é totalmente desconhecido, assustador, sombrio, demoníaco. O feminino, a natureza é o próprio mal enquanto inconsciente.</p>
<p>Interessante no filme, é que ela havia estado o verão anterior sozinha com o filho pra escrever sua tese, e coisas estranhas aconteceram com ela, mudando  sua visão do mundo, já naquele momento despertando suas energias sombrias e seu maior medo. A natureza, diz ela, é a igreja de Satã.</p>
<p>O tempo todo eles estão lidando com suas sombras. Desde o início já havia os três mendigos (símbolo da sombra) em forma das estátuas, até o final, onde ela fala que tudo terminará com a vinda dos três mendigos e que um deles terá que morrer. Assim como, desde o início há os três animais, em forma infantil no livrinho do filho.</p>
<p>Do ponto de vista psicológico, o filme descreve o processo de busca dele, o processo de transição do mundo idealizado infantil para o mundo real, sem medos e conceitos que distorcem a visão. “Anticristo” mostra o autoconhecimento do masculino através do feminino. Ela a mulher, mãe, esposa, amante, representa o aspecto feminino do homem, sua anima que atua como psicopompo, conduzindo ele através de uma viagem em seu inconsciente, ao mundo feminino dentro de sua natureza masculina. Ele em sua racionalidade pensa que está no controle, que têm o controle de sua vida, de sua natureza.</p>
<p>O filho e o marido são a mesma pessoa, e quando a criança morre, significa que aquela visão infantil, pura e inocente de mundo se foi, e então a necessidade de se tornar quem ele realmente é.</p>
<p>O filme é carregado de simbologia do processo de individuação ou iniciático. A casa representa seu espaço psíquico pessoal, a floresta o coletivo. <img class="alignleft size-full wp-image-1078" title="cabana" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/cabana.jpg?w=150&#038;h=84" alt="cabana" width="150" height="84" />Há uma enorme árvore no meio da floresta, símbolo arquetípico do axi-mundi, a árvore do mundo, pilar genético de toda a criação, plantada no centro do Éden biblíco, e não é por acaso que  essa floresta se chama Éden.</p>
<p>Sobre a casa onde eles ficam, há um imenso carvalho derramando suas sementes continuamente sobre o telhado, para que a cada cem anos uma semente semeie. Carvalho, árvore sagrada que também representa a Zeus/Júpiter e a Deusa Vesta, símbolo do sol em sua polaridade feminina.</p>
<p>Ali naquele mundo inconsciente representado pela natureza, tem aquela conotação urobórica, como quando ele observa a raposa comendo a si-mesma, alimentando-se de suas entranhas, esta olha para ele e diz: &#8220;O caos reina&#8221;. Simbolizando que ali o racional não tem domínio, não pode nada controlar.</p>
<p>Há muito sexo no filme, sempre partindo dela de forma agressiva, instintiva, como fome de vida, fome de suprir ou aliviar através do gozo toda a sua agonia, sua dor, sua miséria interior. Para ela como se dor e prazer se misturassem de tal maneira que se tornam uma coisa só, ela não distingue uma da outra. Ela precisa <img class="alignright size-full wp-image-1084" title="ela" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/ela.jpg?w=133&#038;h=89" alt="ela" width="133" height="89" />vivenciar totalmente aquela dor. Dor que já havia se mostrado a ela no verão anterior com o choro da natureza que não nasceu, de todas as sementes que morreram, da vida que não vingou, do filho que se foi. Ela tem muita dificuldade em aceitar  o afastamento dos homens de sua vida, por isso coloca os sapatos invertidos nos pés da criança, por isso prende o peso na perna do marido. Ela incorpora totalmente o arquétipo de pólo negativo da Grande Mãe. Vivencia o arquétipo da mãe destrutiva, da bruxa, e a bruxa é a Deusa-Mãe negligenciada. A Deusa-mãe em seu aspecto destrutivo  era o poder de destruição e morte da Deusa da lua, a face materna negativa e sombria.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1091" title="rosto" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/rosto1.jpg?w=127&#038;h=122" alt="rosto" width="127" height="122" />É esse aspecto negativo do feminino que se apresenta a ele, a mãe má, que sugere: &#8220;tudo que é secreto, oculto, obscuro; o abismo, o mundo dos mortos, tudo que devora, seduz e envenena, que é aterrador e inevitável como destino&#8221;. E é justo esse aspecto que ele vai ter que enfrentar para superar seu próprio conflito, vai ter que entrar de cabeça no fundo da terra, no útero da mãe, se deixar morrer, enterrar-se em seu medo, seu horror e resquícios do complexo materno/infantil, pra então nascer novamente.</p>
<p>O desfecho final do filme é interessante. De volta a cabana, ambos totalmente sem forças, entregues a própria dor, a própria sorte, ele têm um lâmpejo de luz, clareza, e percebe que a constelação do mendigo não existe de fato, nesse momento como se ele conseguisse distinguir que todo o horror existia somente dentro de sua mente. O animal então, lhe revela a chave que o soltará do peso em sua perna; sim, porque é a sombra quem possui as chaves da liberdade. Solto, ele mata a mulher e a queima, representando que todo o seu horror e medo da vida tal qual é, foi transcendido, superado.</p>
<p>Partindo do Éden, novamente ao som da ária de Handel, agora renascido, subtamente a natureza lhe é provedora, nutriz. Os três animais como que sorriem,  as mulheres sem rostos representando o coletivo e impessoal, já não há mais projeções de espécie alguma, não há mais opostos, nem conflitos.</p>
<p>A paz reina.</p>
Posted in A Experiência Mística, alquimia, Arquétipos, Arte, Cinema, Psicologia, Religião  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anoitan.wordpress.com/1055/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anoitan.wordpress.com/1055/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/anoitan.wordpress.com/1055/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/anoitan.wordpress.com/1055/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/anoitan.wordpress.com/1055/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/anoitan.wordpress.com/1055/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/anoitan.wordpress.com/1055/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/anoitan.wordpress.com/1055/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/anoitan.wordpress.com/1055/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/anoitan.wordpress.com/1055/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1055&subd=anoitan&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Robert Happé: Consciência que Liberta</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adi</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Experiência Mística]]></category>
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		<description><![CDATA[Têm certas coisas que sempre vale à pena estar lembrando. Pois é, tudo o que Robert Happé, filósofo holandês nos fala, nós com certeza já ouvimos falar, já lemos em algum lugar, pensamos sobre isso, mas mesmo assim, ele fala de uma maneira tão simples essas mesmas coisas, que nos soa como um sopro renovado&#8230;
Já tinha assistido ao vídeo ano passado, mas hoje, recebi essa entrevista por e-mail, e trouxe aqui, porque é sempre bom lembrar de coisas boas.
Entrevista publicada em junho/2006 na revista O Ponto:
O filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundo. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, ele tem encantado platéias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1039&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Têm certas coisas que sempre vale à pena estar lembrando. Pois é, tudo o que Robert Happé, filósofo holandês nos fala, nós com certeza já ouvimos falar, já lemos em algum lugar, pensamos sobre isso, mas mesmo assim, ele fala de uma maneira tão simples essas mesmas coisas, que nos soa como um sopro renovado&#8230;</p>
<p>Já tinha assistido ao vídeo ano passado, mas hoje, recebi essa entrevista por e-mail, e trouxe aqui, porque é sempre bom lembrar de coisas boas.</p>
<p>Entrevista publicada em junho/2006 na revista O Ponto:</p>
<p>O filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundo<img class="alignright size-full wp-image-1035" title="robert happe" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/11/robert-happe.jpg?w=98&#038;h=116" alt="robert happe" width="98" height="116" />. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, ele tem encantado platéias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. Autor do livro Consciência é a Resposta (lançado em 1997 pela editora Talento), atualmente divide seu tempo entre a família e a produção de um segundo livro e os seminários na Europa, Estados Unidos, Argentina e Brasil, país que ele define como “a última esperança”.</p>
<p>O PONTO &#8211; Você nasceu na guerra, perdeu seus irmãos e mais tarde sua mãe. Certamente essas experiências marcaram sua infância e juventude. Foi nestas circunstâncias que você despertou para a busca do conhecimento sobre o significado da vida?</p>
<p>ROBERT - Eu sempre senti que não era desse planeta, que todos eram muito diferentes de mim e que precisava buscar a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo. Minha mãe aparecia para mim e eu me perguntava: “Sou louco? Onde está minha mãe? O que ela faz lá? Por que fala comigo?”. Queria entender por que todo mundo mata todo mundo, por que há tanto sofrimento e por que a vida é assim. Então, eu já caminhava para a busca de respostas, mas a consciência disso veio bem depois.</p>
<p>O PONTO &#8211; Na busca por essas respostas, você percorreu vários países e se aprofundou na cultura oriental, mantendo contato com Vedanta, Budismo, Taoísmo&#8230; Como foi essa experiência e que lições você tirou disso?</p>
<p>ROBERT - Na Índia eu descobri que a vida continua depois da morte. Mas nestas viagens eu também descobri que todas as religiões falam as mesmas coisas, mas de formas diferentes e umas contra as outras. Percebi que as pessoas não estudam para encontrar a verdade, mas para adorar suas religiões. Quando você adora sua religião, você não questiona e acaba virando as costas para a verdade. E eu sempre questiono.<img title="Mais..." src="http://anoitan.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>O PONTO &#8211; Então você queria mais.</p>
<p>ROBERT - Sentia que não era só aquilo e que precisava de mais experiência de vida, por isso continuei viajando, vivendo no Nepal, Tibet e no Camboja, e estudando com os gurus. Mas também não fiquei satisfeito.</p>
<p>O PONTO &#8211; Mas foi no Camboja que você viveu sua maior experiência mística.</p>
<p>ROBERT - No Camboja, as pessoas são muito amáveis, mas, como no Nepal e no Tibet, há muita ignorância. Eles não vivem a consciência do coração, vivem através dos dogmas. Por exemplo, os monges cambojanos têm tudo nos templos para plantar e comer, mas saem para as ruas para pedir comida, esmolas. Eu pensava que aquilo estava errado, que eles deveriam fazer o contrário, levar comida e ensinamentos do templo para as pessoas que estavam do lado de fora. Então eu deixei a comunidade com um sentimento de que era o fim da rua para mim. Estava muito triste, parei e fiquei meditando. Então decidi ir para a floresta. Na floresta, passei a me alimentar do que a natureza me oferecia. Com o tempo, comecei a perceber coisas, luzes que iam ganhando formas. Eu vi os espíritos da Natureza. Esses seres vinham me visitar e uma vez eles pediram para que eu os seguisse. Não sei quanto tempo, mas depois de horas, dias, eu chego num lugar no meio da floresta e eles afastam a vegetação e então eu vejo uma grande rocha e nela a figura do Buda esculpida. Eu fiquei perplexo. Eles não falavam comigo, mas faziam gestos para que eu tocasse na imagem. No momento exato em que coloco as mãos na pedra, foi como se abrisse uma tela na minha mente. Eu vi uma grande cidade e no centro dela um templo. Dentro do templo havia três budas e um deles tinha o meu rosto.<span id="more-1039"></span></p>
<p>O PONTO - Foi neste momento que você encontra as respostas que estava procurando?</p>
<p>ROBERT - Neste momento eu me conecto com a Akasha, que é a grande biblioteca do universo, onde estão arquivados todos os conhecimentos sobre a humanidade. A partir daí eu comecei a aprender o que estamos fazendo aqui neste planeta. Eu passei a fazer perguntas para a Akasha sobre meu passado, a nossa história, quem nós somos e por que estamos aqui.</p>
<p>O PONTO &#8211; Você já sabe quem você é?</p>
<p>ROBERT - Não tudo. Todos nós somos muito mais do que sabemos.</p>
<p>O PONTO - Quanto tempo você ficou na floresta e como voltou para a civilização?</p>
<p>ROBERT - Eu vivi na floresta por três anos e passava meus dias acessando a Akasha e estudando. Aquele passou a ser o meu mundo e eu não queria sair de lá. Mas soldados norte-americanos me encontraram, me colocaram num helicóptero e me largaram em Bangkok (Tailândia). Era a guerra do Vietnã. Eles estavam tirando as pessoas dos vilarejos porque não queriam que ninguém soubesse o que estava acontecendo. Aldeões falaram que havia um estrangeiro na floresta e os soldados foram atrás de mim.</p>
<p>O PONTO &#8211; De volta à civilização, você começa a divulgar seus conhecimentos?</p>
<p>ROBERT - Eu estudei Taoísmo, ensinei filosofia na Inglaterra por quatro anos e,  finalmente, passei a viajar pela Europa, fazendo seminários para dividir meus conhecimentos com outras pessoas.</p>
<p>O PONTO &#8211; A humanidade segue sua trajetória evolutiva e agora, na Era de Aquário, você diz que as pessoas estão começando a valorizar o conhecimento da razão pela qual estamos no mundo. Você pode apontar sinais ou fatos que demonstram que a “Era da busca da compreensão do significado da vida” começou?</p>
<p>ROBERT - As energias de Peixes e Aquário são diferentes. Antes, na Era de Peixes, havia segredo. Agora, tudo está aberto. Todos que têm algum conhecimento querem falar. Uma coisa que é prova dessa mudança é que muita gente começa a ver como é desonesto e corrupto nosso sistema. Quando as pessoas começam a ver que são como ratos em caixas, elas começam a sair das caixas. Com essa liberdade, as pessoas começam a buscar uma forma diferente de viver.</p>
<p>O PONTO &#8211; A história da humanidade é marcada pela busca do poder. O poder do homem sobre a natureza, do homem sobre o homem, de uma ideologia sobre a outra, de uma nação sobre as demais. Essa busca pelo poder tem contribuído para a manutenção de um mundo cheio de medos, conflitos e incertezas, fazendo com que as pessoas passem suas vidas correndo atrás de pequenos poderes que lhes permitam não sentir medo, nem viver conflitos e incertezas. Essa corrida, no entanto, não premiou as pessoas com o que elas esperavam, a felicidade. Gostaria que você comentasse sobre isso.</p>
<p>ROBERT - É preciso entender que todos nós somos programados para pensar de uma determinada forma. O governo parece nosso amigo, os professores parecem nossos amigos, mas eles não falam o que é bom para nós, eles não ensinam sobre nossos valores, nossas qualidades, eles não lembram que somos seres criadores. Eles ensinam a copiar. Por esse motivo, poucas crianças gostam da escola, porque elas sentem que alguma coisa está errada. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir. Nesse modelo somos tratados como números, fazemos provas a todo o tempo e quando a criança faz bem a prova ela é um bom robô. Crianças criativas escrevem as coisas que elas pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, tira-se a identidade da pessoa. Então, nós precisamos informar as pessoas que não somos robôs, somos seres criadores. Todos nós valorizamos os conhecimentos acadêmicos, mas nós precisamos lembrar quem nós somos. Esse é o conhecimento que devemos levar daqui.</p>
<p>O PONTO &#8211; Por que há tanta fome no mundo, tantos conflitos entre nações, etnias e dogmas religiosos?</p>
<p>ROBERT - Porque nós não aprendemos a amar os outros. Nós aprendemos a cuidar da nossa família e a pensar que o resto do mundo não é importante. Você ama a sua cultura e a outra cultura não presta. A pessoa não vê que o ser humano é uma só família.</p>
<p>O PONTO - Qual a relação entre poder, dinheiro e felicidade?</p>
<p>ROBERT - Poder, aqui no nosso planeta, é visto no dinheiro. Quanto mais dinheiro, mais poder. Isso é ilusão. Porque um dia, quando todo o sistema entrar em colapso, as pessoas que têm apenas dinheiro vão ficar sem nada, de uma hora para outra. O verdadeiro poder é o amor. O seu poder é o seu amor. Amor é espírito e espírito é sabedoria. Nosso espírito nos guia através da nossa intuição para fazermos a coisa certa. Não é importante o que você sabe aqui (na cabeça), mas o que você sabe aqui no coração. O importante é que você tenha um canal aberto com a sua intuição, para que a intuição o leve às coisas certas. Quando você usa a intuição, você tem confiança em si mesmo. Ops, pouca gente tem! Quando você tem confiança no seu poder, no seu coração e na sua ligação com o espírito, você tem a resposta para tudo e automaticamente conecta e expressa a sua verdade. Essa conexão com o coração, com o espírito, faz com que toda a prosperidade venha ao seu encontro, porque você está sendo criador da sua vida. Se você é o criador, você não vive na pobreza.</p>
<p>O PONTO &#8211; O que você recomendaria para quem está interessado em buscar esse saber?</p>
<p>ROBERT - As pessoas precisam entender um pouquinho das leis do universo. Por exemplo, a lei do karma. O que você atrai para sua vida é consequência da sua criação. Quando você encontra uma pessoa que é má para você, não brigue mais. Pense: “O que eu preciso mudar na minha consciência para não atrair mais essa experiência?”. Quando a gente pensa desse jeito, a gente começa a mudar para uma consciência mais tolerante e amorosa.</p>
<p>O PONTO &#8211; No nosso dia-a-dia vivemos situações que revelam nossa maneira “ultrapassada” de ser e lidar com a realidade e que são oportunidades de mudança, portanto, merecedoras de nossa atenção. Qual o papel da intensificação dos nossos problemas e dos conflitos no mundo no despertar da nossa consciência e no encontro com o nosso poder interior?</p>
<p>ROBERT - A intensificação está acontecendo porque não fizemos nada no passado para melhorar. Quando você olha o mundo e todo esse caos, isso é o reflexo do nosso desinteresse no passado da nossa vida, é o espelho da falta do amor. Esse espelho fica mais forte para estimular as pessoas a mudar. É um empurrão para a humanidade. Tudo que está acontecendo para você é o seu passado. O que é bom no passado é bom agora, o que é ruim no passado é ruim agora. Você deve mudar, e essas experiências são uma nova chance para isso. Todo encontro é um encontro com você. Quando você encontra alguma coisa que você não gosta, esse é o momento de se perguntar por que você não gosta. O que você vê de dificuldade em outras pessoas é o espelho das suas inabilidades, da falta do conhecimento de si mesmo. Quando você entende isso, você responde de uma forma diferente. Isso requer atenção e treino. Precisamos estimular as pessoas a reconhecer o que é verdadeiro e o que não é. Precisamos viver com mais responsabilidade e honestidade, para com o próximo e para com nós mesmo. Precisamos descobrir que somos divinos.</p>
<p>O PONTO &#8211; É possível que, ao lerem seu livro ou ao ouvirem você nos seus seminários, as pessoas se sintam animadas diante da possibilidade de descobrir uma forma mais feliz de viver. Mas é possível, também, que se sintam angustiadas diante da dificuldade de colocarem em prática essa nova forma de viver.</p>
<p>ROBERT - O único obstáculo que impede que as pessoas consigam isso é o medo. Quando você é criança, você escuta a mesma coisa. Você tem que fazer o que os outros dizem, mas você quer fazer outra coisa, então é punido. Então, adquire todos os medos, medo da morte, da solidão, do futuro e não sabe mais como criar, ficando totalmente controlado por dogmas e pensamentos que não são verdadeiros. Quando você tem medo, você nunca expressa o seu verdadeiro ser, você expressa o seu medo. Você deve se perguntar quais são seus medos. Depois, um por um, você deve ir eliminando.</p>
<p>O PONTO &#8211; Você fala que estamos num mundo tridimensional no qual nossa missão é recordar quem realmente somos e expressar nossa sabedoria, através da compreensão e aceitação das polaridades, do conhecimento sobre nós mesmos, e da conquista da liberdade diante das possibilidades. Para que outros mundos nos levará esse conhecimento?</p>
<p>ROBERT - Nós estamos no mundo que nós merecemos. Nossa consciência nos leva para níveis onde nos sentimos confortáveis. Pessoas amorosas, com habilidade para reconhecer as outras pessoas como parte da sua família, são diferentes de pessoas que olham as outras pessoas para usar e ganhar mais dinheiro. Nosso mundo vai se dividir em dois, ficando uma parte na terceira dimensão e outra, espiritual, vai para níveis mais elevados de amor e luz.</p>
<p>O PONTO &#8211; “Os eventos do mundo externo são reflexo do mundo interno.” Como podemos mudar o mundo à nossa volta?</p>
<p>ROBERT - A única coisa que você pode mudar é a si mesmo. Quando você tem outra atitude, outro jeito, você é um exemplo para as outras pessoas. Então, você muda o mundo através da sua atitude.</p>
<p>O PONTO - Fala-se que o Brasil é o “celeiro do mundo” e que também é a “Pátria do Evangelho”. Como o senhor vê o Brasil?</p>
<p>ROBERT - O Brasil é a última esperança. Aqui, a maioria das pessoas tem muita conexão com os sentimentos. As pessoas são muito mais conectadas com o lado espiritual. Além disso, temos muito cristal no Brasil, que atrai luz. No futuro, muita gente vem para cá, porque teremos abundância em comida e abundância em amor.</p>
<p>O PONTO &#8211; O que não pode deixar de ser dito para um grande empresário?</p>
<p>ROBERT - Sirva às pessoas. Nós precisamos fazer negócios para servir às pessoas e ajudá-las a viver bem.</p>
<p>O PONTO &#8211; Para um operário que volta para casa depois de um dia de trabalho?</p>
<p>ROBERT - Acredite em si mesmo. A pobreza está dentro da consciência. Quando ele encontrar a riqueza interior, ele deixará de ser pobre. É preciso aprender que todo trabalho é um servir. Quando todos entenderem isso, não teremos mais problemas.</p>
<p>O PONTO &#8211; Para um governante?</p>
<p>ROBERT - Se ele é um governante é porque tem habilidades para liderar, portanto ele deve liderar as pessoas para chegarem à paz, com elas mesmas e com os outros. Deve usar de criatividade e trabalhar não para ganhar, mas porque adora trabalhar.</p>
<p>O PONTO &#8211; E para os jovens?</p>
<p>ROBERT - Os jovens precisam entender que são criadores e que chegam aqui para criar um mundo melhor. Se eles fazem a mesma coisa que fizeram no passado, eles não vão melhorar nada. Devem observar com novos olhos e perguntar: “Eu quero fazer isso?” Devem fazer suas escolhas e sentir mais confiança  em si mesmos, expressando o que eles pensam para melhorar.</p>
<p>O PONTO &#8211; Como devemos olhar as crianças?</p>
<p>ROBERT - Todas são seres de luz muito avançados e que vieram aqui para nos ensinar.</p>
<p>Redação O Ponto</p>
<p>Link para Video Entrevista:</p>
<p><a href="http://www.roberthappe.net/port/video.htm" target="_blank">http://www.roberthappe.net/port/video.htm</a></p>
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		<title>Um pouco sobre o TAO</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 21:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava pesquisando sobre o TAO, e encontrei isso no Wikipedia, achei interessante trazer pro Anoitan, pra gente conhecer um pouco mais sobre o Caminho.

Tao 道(pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição. O Tao não é só um caminho físico e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1019&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estava pesquisando sobre o TAO, e encontrei isso no Wikipedia, achei interessante trazer pro Anoitan, pra gente conhecer um pouco mais sobre o <em>Caminho</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1022" title="Calligraphic_Dao." src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/10/calligraphic_dao.png?w=300&#038;h=297" alt="Calligraphic_Dao." width="300" height="297" /></p>
<p><strong>T</strong><strong>ao</strong> 道(pronuncia-se <em>tao</em>, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se <em>Dao</em>) significa, traduzindo literalmente, <em>o Caminho</em>, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição. O Tao não é só um caminho físico e espiritual; é identificado com o <em>Absoluto</em> que, por divisão, gerou os opostos/complementares Yin e Yang, a partir dos quais todas as «dez mil coisas» que existem no Universo foram criadas.<span id="more-1019"></span></p>
<p>É um conceito muito antigo, adotado como princípio fundamental do taoísmo, doutrina fundada por  Lao Tzi (Lao Tsé) .</p>
<p>O ideograma Tao (ou <strong>Dao</strong>) (道) pode ser traduzido como &#8220;caminho&#8221;, mas assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa.</p>
<p>Traduzido literalmente, significa &#8220;o ensinamento do Tao&#8221;. No contexto taoísta, &#8216;Tao&#8217; pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo &#8211; a ordem na qual as coisas acontecem.</p>
<p>Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como &#8220;céu&#8221;). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural.</p>
<p>Tanto o &#8220;caminho da natureza&#8221; quanto o &#8220;grande caminho&#8221; inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a &#8220;Mãe de todas as coisas&#8221;) parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo &#8211; portanto pode ser visto como um príncípio eficiente de &#8220;vazio&#8221; que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo.</p>
<p>O conceito de Tao é algo que só pode ser apreendido por intuição. É algo muito simples, mas não pode ser explicado. É o que existe e o que inexiste. Só que nós temos demasiados conceitos dentro da cabeça para o entender como um todo uno.</p>
<p>O Tao é o Caminho da espontaneidade natural. É o que produz todas as coisas que existem. O <em>Te</em> 德 (a Virtude) é o modo de caminhar espontâneo que dá às coisas a sua perfeição.</p>
<p>O Tao não transcende o mundo; o Tao é a totalidade da espontaneidade ou «naturalidade» de todas as coisas. Cada coisa é simplesmente o que é e faz. Por isso, o Tao não faz nada; não precisa de o fazer para que tudo o que deve ser feito seja feito. Mas, ao mesmo tempo, tudo que cada coisa é e faz espontaneamente é o Tao. Por isso, o Tao «faz tudo ao fazer nada».</p>
<p>O Tao produz as coisas e é o Te que as sustenta. As coisas surgem espontaneamente e agem espontaneamente. Cada coisa tem o seu modo espontâneo e natural de ser. E todas as coisas são felizes desde que evoluam de acordo com a sua natureza. São as modificações nas suas naturezas que causam a dor e o sofrimento.</p>
<p><strong>O modo de caminhar taoista</strong></p>
<p>Se entendermos bem a natureza das coisas e conseguirmos esquecer tudo o que aprendemos que tenta ir contra ela, conseguimos fazer tudo o que é possível, com o mínimo esforço. Porque acabamos por deixar as coisas seguirem o seu curso natural. Não fazemos nada (claramente por nossa vontade própria) mas nada fica por fazer.</p>
<p>Na busca do conhecimento, todos os dias algo é adquirido,<br />
Na busca do Tao, todos os dias algo é deixado para trás.</p>
<p>E cada vez menos é feito<br />
até se atingir a perfeita não-ação.<br />
Quando nada é feito, nada fica por fazer.</p>
<p>Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.<br />
E não interferindo.</p>
<p><a title="Tao Te Ching" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tao_Te_Ching"></a> Tao Te Ching<em> </em><em>道德經</em><a title="Tao Te Ching" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tao_Te_Ching"></a><em> (Cap.48) &#8211; O Livro do Caminho e da sua Virtude</em></p>
<p>Devemos agir de acordo com a nossa vontade apenas dentro dos limites da nossa natureza e sem tentar fazer o que vai para além dela. Devemos usar o que é naturalmente útil e fazer o que espontaneamente podemos fazer sem interferir na nossa natureza.   E não tentar fazer aquilo que não podemos fazer ou tentar saber aquilo que não podemos saber.    A      felicidade    é   essa   &#8220;não-ação&#8221;   perfeita  (wu wei  無為 ).</p>
<p>Para conseguirmos entender o curso natural das coisas e seguirmos o Caminho temos que conseguir desaprender muitos conceitos. Para os podermos desaprender é preciso que antes os tenhamos aprendido. Mas temos que passar a um estado muito parecido com o estado inicial em que estávamos antes de o termos aprendido.</p>
<p>Se abrirmos os olhos de repente, há um brevíssimo momento durante o qual o nosso cérebro ainda não analisou o que está a ver. Ainda não distinguiu as cores e as formas nem descodificou o que se está a passar à nossa frente. Os taoistas procuram viver o mais perto possível desse estado. É uma renúncia à análise, sempre imperfeita, da realidade.<br />
Trinta raios convergem para o meio de uma roda<br />
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.</p>
<p>Molda-se o barro para fazer um vaso;<br />
É o espaço dentro dele que o torna útil.</p>
<p>Fazem-se portas e janelas para um quarto;<br />
São os buracos que o tornam útil.</p>
<p>Por isso, a vantagem do que está lá<br />
Assenta exclusivamente<br />
na utilidade do que lá não está.</p>
<p>Tao Te Ching<em> </em><em>道德經</em><a title="Tao Te Ching" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tao_Te_Ching"></a><em> (Cap. 11) </em></p>
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			<media:title type="html">Calligraphic_Dao.</media:title>
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		<item>
		<title>O Poder (agregador) do Mito &#8211; Joseph Campbell</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/29/o-poder-agregador-do-mito-joseph-campbell/</link>
		<comments>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/29/o-poder-agregador-do-mito-joseph-campbell/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 09:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sem100</dc:creator>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Campbell]]></category>

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		<description><![CDATA[O antropólogo americano Joseph Campbell (1904-1987) foi um dos maiores estudiosos de línguas e de religiões antigas de que se tem conhecimento. Muito lido e citado entre os junguianos, sua obra, no entanto, deveria ser revista para além de uma visão empobrecedora e que faz da vida individual mero mote para um pré-programado script coletivo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1016&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>O antropólogo americano Joseph Campbell (1904-1987) foi um dos maiores estudiosos de línguas e de religiões antigas de que se tem conhecimento. Muito lido e citado entre os junguianos, sua obra, no entanto, deveria ser revista para além de uma visão empobrecedora e que faz da vida individual mero mote para um pré-programado script coletivo, ou do tempo presente como mera reedição do passado. O que Campbell antes queria era o mito como integrante na vida cotidiana de todas as pessoas, tendo as pessoas dele consciência ou não, o mito integraria o significado da vida a um só tempo -tempo sagrado-, o poder do mito seria a efetiva agregação de significado onde na verdade não existe nenhum, o que há é a vivência de uma vida com significado no &#8220;olho do furação&#8221;. O poder do mito é agregar os polos que dilaceram o ser, não propriamente de resolver o dilaceramento, mas de tornar a vida significativa e digna de assim ser chamada ou vivida.</p>
<p>Segue um documentário gravado entre conversas mantidas entre Joseph Campbell e o jornalista Bill Moyers, pouco antes da morte do mitólogo. O título original do documentário é <em>Joseph Campbell and the Power of Myth</em>. Existe um DVD que pode ser adquirido em livrarias, que a teve Cultura compilou e traduziu para o português. Os links que deixo a seguir são vídeos deste documentário no YouTube, de muito boa qualidade. Cada link é independente e traz uma lista de seis vídeos, é só seguir a ordem para assisitr, cada vídeo contém aproximadamente 10 minutos de duração.</p>
<p>Palavras de Campbell para Moyers: &#8220;Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntima, de modo que realmente sintamos o enlevo de estarmos vivos.&#8221;</p>
<p>Palavras de Moyers a respeito de Campbell: &#8220;Nunca encontrei alguém que soubesse contar melhor uma história do que Joseph Campbell. Escutando-o falar sobre as sociedades primitivas, fui transportado às largas planuras sob a imensa cúpula do céu aberto, ou à espessa floresta sob o pálio das árvores, e comecei a entender como as vozes dos deuses falavam através do vento e do trovão, e como o espírito de Deus flutuava em todo riacho da montanha, e toda a terra florescia como um lugar sagrado &#8211; o reino da imaginação mítica.”</p>
<p>A Mensagem do Mito:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=C5D1DBCCA9BB50B5">http://www.youtube.com/view_play_list?p=C5D1DBCCA9BB50B5</a></p>
<p>A Saga do Herói:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=37D3A1AFFCCD5E13">http://www.youtube.com/view_play_list?p=37D3A1AFFCCD5E13</a></p>
<p>Os Primeiros Contadores de Histórias:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=5C8C50BF574D9F8A">http://www.youtube.com/view_play_list?p=5C8C50BF574D9F8A</a></p>
<p>Sacrifíco e Felicidade:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=E63AB5C7B9952853">http://www.youtube.com/view_play_list?p=E63AB5C7B9952853</a></p>
<p>O Amor e a Deusa:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=694367B1AC61EB7D">http://www.youtube.com/view_play_list?p=694367B1AC61EB7D</a></p>
<p>Máscara da Eternidade:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=EB3294308546D026">http://www.youtube.com/view_play_list?p=EB3294308546D026</a></p>
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		<title>Fica, Sarney!</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/22/fica-sarney/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 16:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Wels</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anarquismo e Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não, é claro que eu não gostaria, de fato, que ele ficasse no cargo. Mas o movimento para derrubar o Sarney, visando ética na política, não percebeu que isso de nada adiantaria para ter ética na política- e que, além de tudo, &#8220;ética &#8221; e &#8220;política&#8221; são tão imiscíveis quanto água e óleo.
Sarney seria o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1011&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" title="Fica, Sarney" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:5NTx2lzfaKcgdM:http://api.ning.com/files/hGUg1gF8rynO8SIZbDLWQZ04eqlOGhV7F43QAdOx5fGD0I1gd9QM4latjsVXmAUiabLB9KquqYoO9qiTtTTu7R7p-EGDHG5S/ficasarney.jpg" alt="" width="111" height="111" /></p>
<p>Não, é claro que eu não gostaria, de fato, que ele ficasse no cargo. Mas o movimento para derrubar o Sarney, visando ética na política, não percebeu que isso de nada adiantaria para ter ética na política- e que, além de tudo, &#8220;ética &#8221; e &#8220;política&#8221; são tão imiscíveis quanto água e óleo.</p>
<p>Sarney seria o quarto presidente do Senado a cair em menos de uma década . ACM caiu há alguns anos por algo até inocente comparado com os atos secretos de hoje: ter violado o painel da cassação do Luís Estavão. Logo em seguida seu sucessor caiu, Jader Barbalho, por uma série de escandalos bem piores que o derrubou seu antecessor. Houve um pequeno tempo com um senador considerado íntegro na presidência- o falecido Rames Tebet- para depois aparecer um sujeito chamado Renan Calheiros, em cuja presidência apareceu o maior mar de lama já visto nos últimos anos. Ele caiu, mas continuou como senador e não perdeu sua influência.</p>
<p>Tirar o Sarney do cargo não vai mudar absolutamente nada. Pelo contrário, com uma cabeça cortada, o povo se acalma, e pensa que, enfim, a justiça foi feita. Basta punir um ou dois, da forma mais branda possível, e a opinião pública se acalma. Logo em seguida vai aparecer outro Presidente do Senado, que será protagonista de escândalos  piores que farão , como diria o saudoso Delúbio Soares, ser tudo o que veio antes esquecido e virar piada de salão.  É a mesma história, se repetindo. Enquanto isso, nosso simpático bigodinho continuará fazendo a festa nos bastidores, porque seus tentáculos gosmentos não diminuirão o alcance apenas por ele perder a presidência.</p>
<p>Sou cético em relação a considerar a existência de &#8220;ética&#8221; na &#8220;política&#8221; por considera-las opostas. É como essa questão de lotear cargos no governo em troca de apoio político: não é, de forma alguma, ético um partido se vender por cargos para votar ao favor do governo, ao invés do governo nomear como ministro a pessoa mais adequada para exercer aquela função, enquanto os partidos votam por sua consciência. Entretanto, isso é inevitável num regime democrático.  E nem preciso gastar meus dedos para dizer que uma ditadura seria muito pior do que isso.</p>
<p>Ética impõe, ante de mais nada, em o indivíduo se voltar para o bem comum.  Política é uma relação que sempre impõe hierarquia, onde uns mandam e outros obedecem.  Isso é contrário a uma relação verdadeiramente ética, pois voltamos para o bem comum não de forma coagida, mas sim quando nossa natureza é transformada ao ponto de ver o próximo dentro de si.</p>
<p>Amar a si mesmo é anelar o crescimento interior e tal crescimento implica em compreender o quanto cada indivíduo está conectado &#8211; não sou magalomaníaco a ponto de querer definir a palavra &#8220;amor&#8221;, mas posso dizer que ele passa a surgir quando uma pessoa passa a ver o próximo dentro de si.  E é esse valor que pauta as relações verdadeiramente éticas. O amor é incompatível com relações entre comandentes e comandados, que são o funadamento do poder, em cima da qual se estrutura a política. A natureza política é fundamentada no poder, e como tal, é inseparável de negociatas, acordões, alianças bisonhas e tudo o mais que sempre acompanhou nossos noticiários.</p>
<p>Não existe, portanto, ética na política. Mas há uma luz no fim do túnel.  Nossos sistema, por mais capenga que seja, é melhor do que o assistimos no passado, como ditaduras sanguinárias, monarquias absolutistas e laços de servidão.  Se acontecer algum novo movimento de transformação humana como houve no passado, a política será transformada, não ela própria, mas de dentro da fora &#8211; como consequencia da transformação interior dos próprios indivíduos que foram a sociedade, seu grande sustentáculo. Isso já aconteceu algumas vezes &#8211; basta estudar história para ver que houve momentos de grandes transformações. O que cabe cada um de nós é moldar em nós mesmos essa transformação, já que a única revolução, como todos estamos cansados de ouvir, é interna.</p>
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			<media:title type="html">Filipe Wels</media:title>
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			<media:title type="html">Fica, Sarney</media:title>
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		<title>Just &#8211; Living</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/18/1002/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 19:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Just  -  Living



Soon she&#8217;s down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

As animações feitas em stop motion, se produzidas com alguma imaginação fornecem efeitos verdadeiramente excepcionais. A técnica consiste basicamente em montar uma cena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=1002&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">Just  -  Living</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://anoitan.wordpress.com/2009/09/18/1002/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2_HXUhShhmY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">Soon she&#8217;s down the stairs<br />
Her morning elegance she wears<br />
The sound of water makes her dream<br />
Awoken by a cloud of steam<br />
She pours a daydream in a cup<br />
A spoon of sugar sweetens up</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">As animações feitas em stop motion, se produzidas com alguma imaginação fornecem efeitos verdadeiramente excepcionais. A técnica consiste basicamente em montar uma cena onde o vídeo é feito fotograma a fotograma, entre os quais, os objectos são movimentados ligeiramente. O resultado final é um filme que dá uma nova perspectiva a todo o tipo de objectos, onde estes assumem novas formas e ganham vida, desafiando todas as leis da fisica, bem como a nossa própria percepção do mundo.</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:left;">Fy</p>
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			<media:title type="html">Fy</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Zenpoesia</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/07/zenpoesia/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sem100</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não-dualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Zen Budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Lua brilha no céu.
A Lua brilha no céu da Terra.
A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago.
A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol.
A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol no cosmos brilhante.

A Lua brilha no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=989&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-992" title="enso" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/zen-enso.png?w=320&#038;h=236" alt="enso" width="320" height="236" /></p>
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu.</p>
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu da Terra.</p>
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago.</p>
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol.</p>
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol no cosmos brilhante.</p>
<p style="padding-left:30px;">
<p style="padding-left:30px;">A Lua brilha no céu.</p>
<p style="padding-left:30px;">O lago é brilhante.</p>
<p style="padding-left:30px;">O Sol brilha.</p>
Posted in Não-dualidade, Poemas, Zen Budismo  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/anoitan.wordpress.com/989/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/anoitan.wordpress.com/989/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/anoitan.wordpress.com/989/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/anoitan.wordpress.com/989/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/anoitan.wordpress.com/989/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/anoitan.wordpress.com/989/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/anoitan.wordpress.com/989/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/anoitan.wordpress.com/989/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/anoitan.wordpress.com/989/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/anoitan.wordpress.com/989/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=989&subd=anoitan&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">sem100</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/zen-enso.png" medium="image">
			<media:title type="html">enso</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Mitopoesia</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/07/mitopoesia/</link>
		<comments>http://anoitan.wordpress.com/2009/09/07/mitopoesia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 18:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sem100</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mito]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=972</guid>
		<description><![CDATA[
Tome-se o Sol redondo e coloque o homem no centro
– como a medida de todas as coisas.
Pegue-se o conjunto humano e promova humana cultura
– cultuemos os gêneros como medida.

(O Sol é a luz convexa do espírito que a tudo ilumina; a Lua é a alma côncava no corpo da Terra esquecida.)

O homem é então todas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=972&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-973" title="sol" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/sol.jpg?w=19&#038;h=19" alt="sol" width="19" height="19" /></p>
<p>Tome-se o Sol redondo e coloque o homem no centro</p>
<p>– como a medida de todas as coisas.</p>
<p>Pegue-se o conjunto humano e promova humana cultura</p>
<p>– cultuemos os gêneros como medida.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-975" title="urano" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/urano.jpg?w=20&#038;h=20" alt="urano" width="20" height="20" /></p>
<p>(O Sol é a luz convexa do espírito que a tudo ilumina; a Lua é a alma côncava no corpo da Terra esquecida.)</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-976" title="marte" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/marte.jpg?w=20&#038;h=15" alt="marte" width="20" height="15" /></p>
<p>O homem é então todas as medidas, menos ele é a mulher.</p>
<p>O que é a mulher?</p>
<p>Antes da medida é a desmedida das fases</p>
<p>Antes da referência é a subumana cultura</p>
<p>Mulher é mênstruo: bicho-lua.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-978" title="lua" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/lua1.jpg?w=15&#038;h=20" alt="lua" width="15" height="20" /></p>
<p>Principia o mês Perséfone menina</p>
<p>Nua e nova, objeto do céu – céu que nem se apercebe violado objeto</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-979" title="plutao" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/plutao.jpg?w=17&#038;h=23" alt="plutao" width="17" height="23" /></p>
<p>Menina que não deseja, antes é desejada</p>
<p>Primeiro pela mãe, depois pelo marido</p>
<p>Primeiro a primavera, depois o inverno</p>
<p>Sempre uma estação depois da outra – dividida.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-980" title="lilith" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/lilith.jpg?w=14&#038;h=23" alt="lilith" width="14" height="23" /></p>
<p>Oculta a minguante, esquecida a Deméter</p>
<p>Mal morre e já nasce em crescente Afrodite</p>
<p>Outra mulher: mulher desejante</p>
<p>Deusa venusiana de amor mendicante</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-981" title="venus" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/venus.jpg?w=15&#038;h=22" alt="venus" width="15" height="22" /></p>
<p>Peça-lhe tudo: trabalhe e enfeite-se, ore e erija-lhe templos</p>
<p>Colha da messe prodígios, beleza, delícias</p>
<p>Receba tudo, menos fidelidade.</p>
<p>Só cheia de amor a lua pode ser monogâmica</p>
<p>Psiquê à espera de Eros esperando Volúpia…</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-982" title="mercurio" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/mercurio.jpg?w=15&#038;h=24" alt="mercurio" width="15" height="24" /></p>
<p>Se uma mulher olha para outra mulher e insiste o olhar</p>
<p>É antes para descobrir em qual fase ela está – ela e a outra</p>
<p>Mulher cambiante que nunca está onde se põe</p>
<p>Precisa do espelho para se ver refletida</p>
<p>No contraste e na inconstância da amiga.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-983" title="terra" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/terra.jpg?w=18&#038;h=18" alt="terra" width="18" height="18" /></p>
<p>Mulher objeto tridimensional, quatro fases, dupla jornada</p>
<p>Mulher mensal bicho-lua mutante</p>
<p>Pedaço da Gaia antiga orbitando no céu de agora</p>
<p>Ardendo ao Sol no espaço, gelando no vazio</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-984" title="saturno" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/saturno.jpg?w=12&#038;h=21" alt="saturno" width="12" height="21" /></p>
<p>Refletida no lago</p>
<p>Orquestrando de longe os líquidos: a gota, o pus, o pântano</p>
<p>Movimentando marés</p>
<p>A vida dos homens.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-985" title="netuno" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/netuno.jpg?w=16&#038;h=18" alt="netuno" width="16" height="18" /></p>
<p>A Lua é a alma côncava no corpo da Terra esquecida;</p>
<p>O Sol é a luz convexa do espírito que a tudo ilumina.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-986" title="jupiter" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/jupiter.jpg?w=14&#038;h=20" alt="jupiter" width="14" height="20" /></p>
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		<title>As transformações Iniciáticas &#8211; primeira parte</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 05:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adi</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Experiência Mística]]></category>
		<category><![CDATA[Anarquismo e Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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		<description><![CDATA[Ainda  há muito mistério em torno dos rituais iniciáticos, e também muito mistério sobre os segredos revelados ao iniciado. Nas &#8220;ordens iniciáticas&#8221; ainda se mantém os ritos, esperando-se que o ritual desperte as verdadeiras mudanças no interior do iniciado. Há também aquela transformação ou iniciação que ocorre naturalmente, onde é o próprio Self  quem conduz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=952&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ainda  há muito mistério em torno dos rituais iniciáticos, e também muito mistério sobre os segredos revelados ao iniciado. Nas &#8220;ordens iniciáticas&#8221; ainda se mantém os ritos, esperando-se que o ritual desperte as verdadeiras mudanças no interior do iniciado. Há também aquela transformação ou iniciação que ocorre naturalmente, onde é o próprio Self  quem conduz as expansões da consciência, ou as transformações que se dá no interior, na psique  do indivíduo.</p>
<p>No processo de Individuação (que é o mesmo que iniciação), a transformação ocorre por conta do próprio inconsciente do indivíduo, e nesse desenrolar, é onde o indivíduo vai se tornando quem realmente é, ou seja, vai se apartando da consciência coletiva, ou da consciência grupal,  de massa, ou das tais egrégoras, e se tornando/conscientizando-se  de &#8220;Si-mesmo&#8221;.</p>
<p>Vou aqui, citar um capítulo do livro de Jung, &#8220;Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo&#8221;, que fala sobre a atuação da consciência coletiva sobre o indivíduo.</p>
<p>&#8220;Há uma forma de transformação que pode ser chamada de identificação com o grupo. É quando da identificação de um indivíduo com um certo número de pessoas que têm uma vivência de transformação coletiva. É uma situação psicológica especial e que não deve ser confundida com a participação em um ritual de transformação, o qual é realizado de fato diante de um grupo ou público, mas não depende de forma alguma de uma identidade de grupo.<img class="alignright size-full wp-image-969" title="0,,11121328,00" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/011121328002.jpg?w=192&#038;h=253" alt="0,,11121328,00" width="192" height="253" /> É uma coisa bem diferente vivenciar a transformação no grupo do que em si-mesmo. Em um grupo maior, entre pessoas ligadas ou identificadas entre si por um estado de ânimo peculiar, cria-se uma vivência de transformação que tem apenas uma vaga semelhança com a transformação individual.</p>
<p>Uma vivência grupal ocorre em um nível inferior da consciência em relação à vivência individual. É um fato que, quando muitas pessoas se reunem para se partilhar de uma emoção comum, emerge um alma conjunta que fica abaixo do nível de consciência de cada um. Quando um grupo é muito grande cria-se uma espécie de alma animal coletiva. Por esse motivo a moral de grandes organizações é sempre duvidosa. É inevitável que a psicologia de um amontoado de pessoas desça ao nível mais baixo.<span id="more-952"></span></p>
<p>Por isso,  se eu tiver no grupo  o que se chama uma vivência comunitária coletiva, esta ocorre em um nível de consciência relativamente inferior; por este motivo a vivência grupal é muito mais frequente que a vivência da transformação individual. É também muito mais fácil alcançar a primeira, pois o encontro de muitas pessoas tem uma grande força sugestiva. O indivíduo na multidão torna-se facilmente uma vítima de sua sugestionabilidade. Só é necessário que algo aconteça, por exemplo, uma proposta apoiada por todos para que cada um concorde, mesmo que se trate de algo imoral. Na massa não se sente nenhuma responsabilidade, mas também nenhum medo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-956" title="inc_coletivo" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/inc_coletivo2.jpg?w=212&#038;h=300" alt="inc_coletivo" width="212" height="300" />A identificação com o grupo é pois um caminho simples e mais fácil; mas a vivência grupal não vai mais fundo do que o nível em que cada um está. Algo se modifica em cada um, mas essa mudança não perdura. Pelo contrário: a pessoa depende continuamente da embriaguez da massa, a fim de consolidar a vivência e poder acreditar nela. Quando nãoestá mais na multidão, a pessoa torna-se outro ser, incapaz de reproduzir o estado anterior. Na massa predomina &#8220;a participação mística&#8221;, que nada mais é do que uma identidade inconsciente. Por exemplo, quando se vai ao teatro, os olhares encontram imediatamente os olhares que se ligam uns aos outros; cada um olha como o outro olha e todos ficam presos à rede invisível da relação recíproca inconsciente. Se esta condição se intensifica, cada um sente-se arrastado pela onda coletiva de identificação com os outros. Pode até mesmo ser uma sensação agradável &#8211; uma ovelha entre dez mil ovelhas. E se percebermos que essa multidão é uma grande e maravilhosa unidade, tornamo-nos heróis exaltados pelo grupo. Voltando depois a nós mesmos, descobrimos que meu nome civil é este ou aquele, que moro nesta ou naquela rua&#8230;, e que aquela história, no fundo, foi muito prazerosa; e esperamos que amanhã ela se repita a fim de que eu possa sentir-me de novo como um povo inteiro, o que é bem melhor do que ser apenas o cidadão X ou Y. Como este é um caminho fácil e conveniente de ascensão a outros níveis de personalidade, o ser humano sempre formou grupos que possibilitassem vivências de transformação coletiva, frequentemente sob a forma de estados extáticos.</p>
<p>A inevitável regressão psicológica dentro de um grupo é parcialmente suprimida pelo ritual, isto é, pela cerimônia do culto que coloca no centro da atividade grupal a representação solene dos eventos sagrados, impedindo que a multidão caia numa instintividade inconsciente. Ao exigir a atenção e o interesse de cada indivíduo, a cerimônia do culto possibilita que o mesmo tenha uma vivência relativamente individual dentro do grupo, mantendo-se assim mais ou menos consciente. No entanto, se faltar a relação de um centro que<img class="alignright size-medium wp-image-965" title="RaAriana" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/09/raariana1.jpg?w=300&#038;h=200" alt="RaAriana" width="300" height="200" />expresse o incosnciente através de seu simbolismo, a alma da massa torna-se inevitavelmente o ponto focal de fascínio, atraindo cada um com seu feitiço.</p>
<p>Por isso as multidões humanas são sempre incubadoras de epidemias psíquicas, sendo os acontecimentos na Alemanha nazista o evento clássico desse fenômeno.</p>
<p>Contra esta avaliação da psicologia das massas, essencialmente negativa, objetar-se-á que há também experiências positivas como por exemplo um entusiasmo saudável que incentiva o indivíduo a ações nobres, ou um sentimento igualmente positivo de solidariedade humana. Fatos deste tipo não devem ser negados. A comunidade pode conferir ao indivíduo coragem, decisão e dignidade que ele perderia facilmente no isolamento. Ela pode despertar nele a lembrança de ser um homem entre homens. Mas isso não impede que algo lhe seja acrescentado, algo que não possuiria como indivíduo. Tais presentes, muitas vezes imerecidos, significam no momento uma graça especial, mas a longo prazo há o perigo de o presente transformar-se em perda, uma vez que a natureza humana tem a debilidade de julgar que é indiscutivelmente sua tal dádiva; por isso, num momento de necessidade, passa a exigir esse presente como um direito seu em vez de obtê-lo mediante o próprio esforço.</p>
<p>Infelizmente constamos isso com grande clareza na tendência de exigir tudo do Estado, sem  refletir sobre o fato de que este é constituído  por sua vez pelos mesmos indivíduos que fazem tais exigências. O desenvolvimento lógico desta tendência leva ao comunismo, no qual cada indivíduo escraviza a coletividade e esta última é representada por um ditador, isto é, um senhor de escravos. Todas as tribos primitivas, cuja ordem social é comunista, também tem um chefe com poderes ilimitados sobre elas. O estado comunista nada mais é do que uma monarquia absoluta em que não há súditos, mais apenas servos.&#8221;</p>
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		<title>O meio entre os opostos</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 03:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adi</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Experiência Mística]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde sempre as mais variadas tradições falam sobre a trindade divina, e sobre aquele aspecto que vem resolver o problema da dualidade. Há um meio, moderador entre os opostos, queiramos ou não, entendamos isso ou não.
De certa forma, esse tema sobre os opostos, sobre as dualidades, sobre as parcialidades é ainda muito complicado por causa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=anoitan.wordpress.com&blog=5110963&post=928&subd=anoitan&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Desde sempre as mais variadas tradições falam sobre a trindade divina, e sobre aquele aspecto que vem resolver o problema da dualidade. Há um meio, moderador entre os opostos, queiramos ou não, entendamos isso ou não.</p>
<p>De certa forma, esse tema sobre os opostos, sobre as dualidades, sobre as parcialidades é ainda muito complicado por causa do tema em si mesmo, ou seja, é sobre parcialidades, opostos e dualidades, e a tendência é sempre estar em um dos lados de cada situação da vida, e quando estamos em um lado da questão, automaticamente excluímos o outro lado, nos agarramos as nossas convicções, e já partimos do pré-suposto que o outro lado está errado, não é o correto, é falho.</p>
<p>A realidade da vida é muito mais que isso, é muito mais que apenas uma possibilidade possível na dualidade, é muito mais que um ponto de vista na díade, é muito mais que certo ou errado, é muito maior que os opostos; e por isso o conflito, pois temos que lidar com esses opostos o tempo todo, diariamente na própria vida em que vivemos.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-946" title="andros" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/andros1.jpg?w=90&#038;h=150" alt="andros" width="90" height="150" />Essa questão dos opostos assombra o homem desde sempre, e com certeza, é um dos motivos ou impulsos principais na busca por resolver esse conflito que dói na Alma humana, e muito provavelmente, a partir dessa busca, as mais variadas tradições se dedicam a essa questão.</p>
<p>Segundo a psicologia, a psique, como a maioria dos sistemas naturais, tais como o corpo, luta para se manter em equilíbrio. Fará isso, mesmo quando suscita sintomas desagradáveis, sonhos assustadores ou problemas da vida aparentemente insolúveis. Se o desenvolvimento de uma pessoa foi unilateral, a psique contém em si todo o necessário para retificar essa condição.</p>
<p>A função compensatória empiricamente demonstrável operando em processos psicológicos correspondia a funções auto-reguladoras do organismo, observáveis na esfera fisiológica. Compensar significa equilibrar, ajustar, suplementar. Considerava a atividade compensatória do Inconsciente como equilíbrio de qualquer tendência para a unilateralidade por parte da consciência.</p>
<p>O objetivo do processo compensatório parece ser o de ligar, como uma ponte, dois mundos psicológicos. Essa ponte é o símbolo; embora os símbolos, para serem eficazes, devam ser reconhecidos e compreendidos pela mente consciente, isto é, assimilados e integrados.<span id="more-928"></span><img class="alignright size-medium wp-image-929" title="caminho_dati-rubia" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/caminho_dati-rubia.jpg?w=300&#038;h=195" alt="caminho_dati-rubia" width="300" height="195" /></p>
<p>A essa integração é o que se pode chamar de função transcendente, e que conecta opostos. Exprimindo-se por meio do símbolo, ela facilita a transição de uma atitude ou condição psicológica para uma outra.</p>
<p>A função transcendente representa um vínculo entre dados reais e imaginários, ou racionais e irracionais, preenchendo assim a lacuna entre a consciência e o inconsciente. “É um processo natural”, escreve Jung, “uma manifestação da energia que se origina da tensão dos opostos e consiste em uma série de ocorrências de fantasias que surgem espontaneamente em sonhos e visões”.</p>
<p>Mantendo-se em um relacionamento compensatório com ambos, a função transcendente possibilita que a tese e a antítese se confrontem uma com a outra em termos iguais. O que é capaz de unir estas duas é uma afirmação “metafórica (o símbolo)” que, ele próprio, transcende o tempo e o conflito, nem aderindo nem participando de um ou de outro lado, mas de alguma forma comum aos dois e oferecendo a possibilidade de uma nova síntese. A palavra <em>transcendente</em><em> </em>é expressiva da presença de uma capacidade de transcender a tendência destrutiva de empurrar (ou ser empurrado) para um ou para outro lado.</p>
<p>Jung argumentava firmemente que a função transcendente não atua sem objetivo e propósito. De qualquer forma, possibilita a uma pessoa ir além de um conflito insípido e evitar a parcialidade. Seu papel na estimulação da consciência é significante. Fornece uma perspectiva diferente de uma puramente pessoal. Surpreende apontando, muitas vezes como que de uma posição mais objetiva, uma solução possível.</p>
<p>As especulações de Jung sobre a natureza da psique levaram-no a considerá-la uma força no universo, psique como um campo separado além das dimensões biológicas e espirituais da existência. Psique como “relacionamento” entre o corpo e o espírito, porque é na psique onde o relacionamento dessas dimensões ganha existência.</p>
<p>A superposição conceitual entre a psique e o <em>self</em><em> </em>pode ser resolvida da seguinte forma: Embora o S<em>elf</em> se refira à totalidade da personalidade, como um conceito transcendente, ele também possui a capacidade paradoxal de se relacionar com seus vários componentes, por exemplo, o ego. A psique abrange esses relacionamentos e pode-se mesmo dizer que é formada desses dinamismos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-941" title="6372" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/6372.jpg?w=196&#038;h=300" alt="6372" width="196" height="300" />Na tradição esotérica, Israel Regardie, diz que o método de elevação da Kundalini, ou de conscientização da Essência, se dá através da “conciliação”  das energias “opostas” na Árvore, essa conciliação se efetua no pilar central, ou pilar do meio/equilíbrio, e é nesse equilíbrio onde nasce o Filho em Tiphereth, ou seja, o diálogo com o Sagrado Anjo, o Self.</p>
<p>Todas as sephiroth, como são chamadas essas emanações, abaixo daquela que é chamada Coroa, recebem atribuições masculinas e femininas (opostas), e a atividade entre sephiroth masculinas e femininas em “reconciliação” é um “filho” por assim dizer, uma sephirah “neutra” atuando em equilíbrio. Assim a Árvore da Vida, compreendendo essas dez emanações, se desenvolve a partir da mais elevada abstração até o mais concreto material em várias tríades de potências e forças espirituais. Masculino, feminino e criança; positivo, negativo e sua resultante mescla num terceiro fator reconciliador.</p>
<p><strong><em>“A corda de um instrumento musical não pode ser retesada demais, pois assim ela rompe, e nem pode ser frouxa demais, pois assim ela não toca.”</em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p>Foi assim que Siddhartha Gautama (Buda Shakyamuni) teve o grande insight do caminho do meio.</p>
<p>A fim de esclarecer a verdadeira natureza da vida, os budistas formularam o conceito do Caminho do Meio, que implica em uma abordagem equilibrada da vida e no controle dos impulsos e do comportamento das pessoas.<br />
O conceito deriva de um princípio, fundamental para a filosofia budista, conhecido como “unificação das três verdades”, exposto por Tient’ai com base no Sutra de Lótus. As três verdades são: a verdade da não-substancialidade (ku), a verdade da existência temporária (ke) e a verdade do Caminho do Meio (tyu). Embora a vida seja vista com base nesses três aspectos, estes não podem ser separados. Um contém o outro e são fases inseparáveis de todos os fenômenos. Por essa razão, são chamados também de verdade tríplices.<img class="alignright size-medium wp-image-931" title="samsara" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/samsara1.jpg?w=300&#038;h=300" alt="samsara" width="300" height="300" /><br />
Embora a palavra “meio” denote moderação, o termo não deve ser interpretado como uma atitude passiva, comodista e relapsa. Tampouco significa que as pessoas devam seguir um curso médio entre dois pontos extremos, mas sim, unificar e transcender a dualidade.<br />
Em um sentido mais amplo, Caminho do Meio refere-se à visão correta da vida ensinada pelo Buda, e às ações ou atitudes que geram felicidade para si próprio e para os outros. Por essa razão, o budismo é também referido como “Caminho do Meio”, indicando uma transcendência e conciliação dos extremos de visões opostas.<br />
Esse conceito é exemplificado pela própria vida de Shakyamuni.</p>
<p>Tient’ai na China, afirmava que todos os fenômenos são manifestações de uma única entidade. A essa entidade ele chamou de Caminho do Meio. Ele revela dois aspectos: um físico e o outro não-substancial. Ao negar ou enfatizar apenas um deles, as pessoas estariam distorcendo a visão correta da vida. Não se pode, por exemplo, conceituar uma pessoa sem um aspecto físico e sem um aspecto mental ou espiritual. Tient’ai esclareceu, portanto, a inter-relação indivisível entre ambos os aspectos. Dessa visão derivam os conceitos budistas de inseparabilidade do corpo e da mente, do ser e seu ambiente, da vida e da morte, do bem e do mal e muitos outros.</p>
<p>Nitiren Daishonin (uma vertente do budismo no Japão) esclarece: “A vida é, de fato, uma realidade que transcende tanto as palavras como os conceitos de existência e inexistência. Ela não é nem existência nem inexistência, no entanto, mostra características de ambas. É a entidade mística do Caminho do Meio, ou seja, a realidade fundamental. Myo é o nome dado à natureza mística da vida, e ho, a suas manifestações. Rengue, que significa flor de lótus, simboliza as maravilhas da Lei. Se compreendermos que nossa vida neste momento é myo, então também compreenderemos que nossa vida em outros momentos é a Lei Mística”.<br />
Dessa perspectiva, a vida — a energia vital e a sabedoria que permeiam o cosmos e manifestam-se em todos os fenômenos — é uma entidade que transcende e harmoniza as contradições aparentes entre os aspectos físico e espiritual e entre a vida e a morte.<img class="alignright size-thumbnail wp-image-938" title="bela-imagem-de-buda" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/bela-imagem-de-buda1.jpg?w=150&#038;h=125" alt="bela-imagem-de-buda" width="150" height="125" /><br />
As pessoas em geral tendem a uma visão predominantemente materialista ou então espiritualista da vida.</p>
<p>No <em>Dhammapáda</em>, escritura clássica do budismo, é atribuída ao Buda a seguinte frase: “Aquele que venceu as cadeias do mal, mas também venceu as cadeias do bem, lhe chamo eu, Brahmane.” Assim, essas duas obras, de tradições diferentes, dizem respeito à transcendência dos opostos, na qual o indivíduo deve ser, simplesmente, como a Natureza o criou.</p>
<p>Segundo nosso amigo Lúcio/Malprg: “A <em>consciência Jesus</em> é a consciência do homem Jesus, na qual Cristo repousa como um potencial adormecido. Poderíamos chamá-la de &#8220;tese&#8221;. A <em>consciência Jesus-Cristo</em> brota quando esse potencial desperta (o despertar da Kundalini no  chacra básico), criando uma dualidade entre a consciência individual e o Self cósmico &#8211; é a antítese. Finalmente, a <em>consciência Cristo</em> é o resultado final desse conflito dialético, quando os elementos individuais, humanos e egóicos são transmutados pelo contato com o Self e resta apenas a consciência cósmica. Seria a “síntese”. É uma descrição que poderia se aplicar perfeitamente à trajetória histórica de Jesus Cristo, mas que também se aplica à trajetória ideal de cada um de nós, não ficássemos enredados eternamente no estágio intermediário da dualidade.”</p>
<p>Também no Taoísmo temos o trio Jing – Chi &#8211; Shen essência/substancia/energia espiritual.</p>
<p>E ainda no Taoísmo, Yin significa turvo, nebuloso, escuro, e Yang significa claro, luminoso, ensolarado. Como todos os opostos o Yin e o Yang são as duas faces de uma mesma moeda, são as polaridades que provocam uma tensão que engendram todo movimento. Deste modo, tudo está dividido ou repartido  em características Yin e Yang. O Yin é passividade, feminino, a água, a terra, é o movimento para baixo e para dentro, que pode ser comparado a Lua, é força centrípeta ou <img class="alignright size-full wp-image-932" title="tao" src="http://anoitan.files.wordpress.com/2009/08/tao.jpg?w=150&#038;h=150" alt="tao" width="150" height="150" />constritiva. Já Yang é o oposto, é atividade, masculino, é fogo ascendente, é o céu, tudo que ascende, e pode ser comparado ao Sol, é força centrífuga ou expansiva. Todo o Universo é formado de Yin e de Yang, do mesmo modo que toda a matéria é formada de prótons positivos e elétrons negativos.</p>
<p>No equilíbrio destes opostos, está à base do correto sincronismo com o TAO. Como os opostos não podem unir-se, exigem um “mediador”, que neste caso resulta ser o TAO.</p>
<p>Como podemos ver, as mais variadas tradições enfocam a mesma dualidade, bem como um princípio moderador e unificador destes opostos, resultando no TAO Chinês, Unus Mundus dos Alquimistas e Psicologia, no Cristos do cristianismo, na consciência Budica, etc, etc, etc, assim, esta terceira coisa, que junto forma uma trindade, é que vem solucionar essa questão dos opostos.</p>
<p>Ref. Rubedo, O Franco-Atirador, Wikipedia, Buda na Web (Budismo de Nitiren Daishonin)</p>
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