Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

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Contato

Publicado por adi em dezembro 6, 2011

Aqui está!! Agora o Anoitan tem um e-mail de contato para aqueles que desejarem enviar textos e artigos para serem postados no blog.  Textos e artigos com assuntos dentro das categorias  já existentes aqui, serão bem vindos.

O link com o endereço de e-mail está ali no cantinho esquerdo, logo abaixo do nome do blog e logo acima das categorias, :) .

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James Hillman (12-04-1926 – 27-10-2011)

Publicado por Sem em outubro 29, 2011

 

 

Esta é uma nota de falecimento e pequena homenagem a um dos maiores expoentes da Psicologia Analítica e divulgadores das ideias de Carl Gustav Jung das, pelo menos, últimas 5 décadas. Morreu no último dia 27 James Hillman. Muito se poderia falar da figura inteligente e ética de James Hillman no cenário da psicologia contemporânea, como o pai da psicologia imaginal, como o mentor de um movimento arquetipalista entre junguianos, como grande protagonista do movimento pós-junguiano e que revitalizou a teoria analítica e o modo de entendermos alma, análise e individuação hoje. Falaria ainda do analista com alma de poeta, que admirava os românticos e que citava frequentemente Keats. Mas nossa alma, órfã de Hillman, está hoje comprimida e distante dos mistérios, assim, nos valemos das palavras dele próprio, ditas no final do seu livro Suicídio e Alma, ao referir-se aos mistérios da análise e do compromisso ético do analista com a vida de seus pacientes, que reflito agora não são tão distantes e nem muito diferentes dos mistérios da morte.

 

A palavra mistério vem do grego myein, que é usada tanto para o fechar das pétalas de  uma flor quanto o cerrar da pálpebras. É um movimento natural de encobrimento, mostrando o respeito do pudor face ao mistério da vida, metade da qual ocorre no escuro.

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Sonhos – a voz e imagem do inconsciente

Publicado por adi em outubro 4, 2011

Todas as noites quando dormimos nós temos acesso direto ao inconsciente, mas raramente damos a devida atenção ao que ele nos fala.

Muitas culturas antigas já sabiam disso, por isso nas tribos indíginas quando alguém tinha um sonho significativo devia contar pra toda a tribo.

A importância dos sonhos como elo de ligação entre o sagrado e a realidade sempre foi retratado em muitas culturas antigas. Nas narrativas bíblicas são descritos os sonhos do patriarca Jacó, e de José seu filho, bem como dos vários profetas indo até José pai de Jesus, como sendo mensagens do próprio deus. Nas culturas xamânicas da sibéria, Tibet, Mongólia e mesmo entre os índios americanos, o processo iniciático do xamã se dá através dos sonhos, das doenças e dos êxtases. A Epopéia de Gilgamesh, antigo poema épico da Mesopotâmia, que descreve a jornada do rei em busca da imortalidade, começa depois de um sonho do rei.

Mesmo entre cientistas muitas questões foram resolvidas através de sonhos. Foi um sonho que ajudou o químico alemão Kekule elaborar sua teoria sobre a estrutura física do benzeno. Outro caso de sonho, foi do químico russo Dimitri Mendeleiev, pai da tabela periódica dos elementos químicos: “Vi num sonho uma tabela em que todos os elementos se encaixavam como requerido. Ao despertar, escrevi-a imediatamente numa folha de papel.”

Para Jung, eventos interiores como visões e sonhos eram a “realidade”, tão real quanto aquela que denominamos realidade exterior.

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Erro de Português

Publicado por adi em julho 20, 2011

Antes de mais nada, esse texto não é meu, é da Sem, na verdade um “comentário” muito bom e muito bem escrito sobre um tema controverso que ultimamente vem sendo muito discutido, inclusive entre os internautas.

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Sobre esse assunto, “erro de português”, assunto em pauta e recentemente discutido na mídia, e por gregos e troianos Internet afora, quando daquela polêmica do livro didático para a alfabetização de adultos, que continha “erros de português”…
Mas o que é o certo e o que é o errado na língua? E qual a relação disso com a pauta aqui discutida? Dói ler um erro – ah, dói!, mas, onde mesmo é que o erro dói? Em nossa falta por “não cumprir um dever”, como o Fernando Pessoa admitiu transgredir em seu poema “Liberdade”? E se eu errei, errei com quem? Se o erro faz parte da vida, de onde vem mesmo essa intolerância para com o erro? Da minha VONTADE de acertar ou do DEVER de acertar que nos foi embutido? Embutido, inculcado, “Inception”? Por “quem”? No xadrez existe um aforismo que diz “ganha quem erra menos”. Isso é muito verdadeiro, tanto no xadrez quanto na vida, mas, apenas, considerando-se os (bons) aspectos competitivos existentes entre as coisas… Então, escrever (ou falar, ouvir, pensar) é uma competição? Vence quem tecla com menos erros de digitação? Ou aquele que acentua as palavras mais corretamente, ou emprega os verbos no tempo e pessoa corretos, acerta na concordância, varia aos vocábulos? Escrever é, afinal, a “Arte da Guerra”, da Gramática ou da Comunicação? Escrever é uma arte, um dom ou exercício?
É tudo isso e mais um pouco ainda: escrever é uma ponte na qual me lanço para o encontro com o outro…

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Ritual do Pilar do Meio

Publicado por adi em junho 16, 2011

Pra quem já vem praticando ou já praticou o RMP, e  já tem certa familiaridade com o sistema da Árvore da Vida Cabalística e com o objetivo dos rituais que visa sempre o equilíbrio do ser através da “visualização e do uso da vontade”, fica bem mais simples praticar o Ritual do Pilar do Meio.  Esse equilíbrio é a busca do alinhamento com o “real ser” (Self) dentro de cada indivíduo.

Além de se relacionar com a Árvore da Vida, é um trabalho de alinhamento dos chacras localizados ao longo da coluna vertebral, permitindo assim a circulação das energias emanadas de Kether  em nosso ser.

Ritual do Pilar do Meio

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Uma justificativa

Publicado por adi em setembro 30, 2010

Falar não é fácil, escrever muito menos, ao menos pra mim. Sei lá, pode ser o contrário também, admito que também expressar uma idéia verbalmente não é fácil, ao menos pra mim. A questão toda é, que desde meio de Setembro fiz um esboço de um post sobre “Magia Sexual”, mas não necessariamente da magia e do ritual em si, pois eu queria ir mais a fundo e além, pra expressar uma idéia que acredito, o de como se dá essa “união de opostos”, os motivos e porques… bem, porque é assim meu modelo mental, eu ainda preciso das coisas bem explicadinhas, convincentes, eu preciso de uma certa lógica ainda.

Já faz tempo que queria escrever sobre esse assunto, e já vinha pesquisando um pouco sobre isso, mas senti que agora seria o momento ideal de fazer uma junção dos “entendidos” pra expressar uma idéia. Semana passada estava tranquila e sobrando tempo até, e pensei que com certeza o post ficaria pronto… pelo visto me enganei redondamente. Leia o resto deste post »

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Idealismo Monista

Publicado por adi em julho 5, 2010

A antítese do “realismo materialista” é o “idealismo monista”. Segundo a filosofia do idealismo monista, a “consciênca” é fundamental, e não a matéria. Tanto o mundo da matéria quanto os dos fenômenos mentais, como por exemplo o pensamento, são criados pela consciência. Além das esferas material e mental (que juntas, formam a realidade imanente, o mundo da manifestação), o idealismo postula um reino transcendente, arquetípico, de idéias, como origem dos fenômenos materiais e mentais. Importa reconhecer que o idealismo monista é, como o nome implica, uma filosofia unitária. Quaisquer subdivisões, como o imanente e o transcendente, situam-se na consciência. A consciência, portanto é a realidade unica e final.

No ocidente, a filosofia do idealismo monista teve em Platão seu proponente mais conhecido. Platão em A REPUBLICA, deu-nos a famosa alegoria da caverna. Essa alegoria ilustra com clareza, os conceitos fundamentais do idealismo. Platão imagina seres humanos sentados imóveis numa caverna, em tal posição que estão sempre voltados para a parede. O grande universo no lado de fora é um espetáculo de sombras projetadas na parede e nós,  seres humanos, somos observadores de sombras. Vemos sombras-ilusões que confundimos com a realidade. A realidade autêntica está às nossas costas, na luz e formas arquetípicas que lançam suas sombras na parede. Nessa alegoria, os espetáculos de sombra são as manifestações imanentes irreais, na experiência humana, de realidades arquetípicas que pertencem a um mundo transcendente. Na verdade, a luz é a unica realidade, porquanto ela é tudo que vemos. No idealismo monista, a consciência é como a luz na caverna de Platão. Leia o resto deste post »

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Alienação, será???

Publicado por adi em maio 31, 2010

Semana passada, houve um comentário spam com termos ofensivos em relação a postura adotada pelo blog. Basicamente o Anoitan é um blog sobre espiritualidade e afins, o que no meu modo de entender, é completamente diferente de um blog sobre “religião”, porque não é um blog voltado especificamente pra uma determinada religião, mas nos sentimos livres pra citarmos aqui as mais variadas tradições, desde que ela atenda as nossas necessidades pra descrever determinados aspectos de nossa realidade última. Lembrando sempre, que o mapa não é o território/caminho.

E aqui, falando por mim agora, vou continuar seguindo essa linha, minha motivação em continuar a escrever aqui é, e sempre foi o desenvolvimento espiritual, o qual pra mim tem um sentido particular de ser. Para aqueles que, assim como eu, eram leitores do Franco Atirador, talvez tenham notado, que apesar de diferente, o Anoitan segue uma linha um pouco similar ao antigo blog, naturalmente porque talvez ainda me identifico com os pensamentos  que perambulavam por lá, e ainda hoje, essa mistura toda de tradições, filosofias, psicologia e até física quântica, têm me servido como uma luva pra representar e explicar uma “idéia”, e não digo que nova no mundo, mas nova pra mim, nova na minha maneira de compreender e desfazer minhas próprias crenças e limites.

Nesse estudo todo, em minha pesquisa onde busco apoio (sim) nos versados pra imprimir uma “idéia”, que é nova pra  mim, tenho descoberto somente conexões e similaridades entre  as mais diversas filosofias, religiões e até mesmo na parte científica como a psicologia e física quântica.

Mas, ainda hoje há pessoas que não conseguem entender tal coisa, e se incomodam profundamente com nossa ou minha postura, não conseguem distinguir essa diferença, e por causa de sua dificuldade de compreensão, preferem nos limitar dentro do quadrado de suas próprias percepções limitadas. Elas só conseguem vislumbrar um único aspecto de toda a realidade,  nunca puderam vivenciar dentro delas  além de seus próprios conceitos e pensamentos, nunca vivenciaram além de sua turma ou egrégora, e para elas o mundo se restringe  somente a esse aspecto, tipo, a minha maneira de ser e viver é a certa e tudo o mais são doenças, ou seja, a vida é somente a parte manifesta de sua própria concepção, o resto para elas, é loucura de mentes que buscam fugir da realidade, mentes domesticadas que somente repetem o que aprenderam com as tradições. Essas pessoas nem ao menos conseguem perceber que elas próprias só vivem a repetir suas críticas, vivem a repetir a mesmice de sempre contra tudo que se opõem, a mesmice de sempre contra tudo o que não conseguem compreender, e que, por não compreenderem, acreditam somente que o real e “certo” é a sua maneira de viver, e de forma alguma são capazes de inovar, de conceber uma nova idéia ao mundo, o que sabem fazer é somente continuar a jogar pedras, assassinar o que não compreendem.

As pessoas estão tão limitadas que nem ao menos conseguem ler um texto, o que elas vêem e entendem são sempre seus próprios pré-conceitos, seus próprios limites, e deturpam sempre o real da mensagem. Exatamente iguais aos céticos da turma do  Dawkins, que vivem jogando pedras nos crentes de todas as religiões, e se esquecem que pra jogarem pedras, tem que se apoiar no fundamentalismo de suas próprias crenças contra as religiões.

Aqui no Anoitan, nós sempre seremos livres, pra falarmos sobre budismo, sobre hinduísmo, Cabala, misticismo, ocultismo, alquimia, e todos os ” ismos” juntos, e todos os assuntos, porque os limites não estão simplesmente por usarmos palavras ou mesmo conceitos de determinada religião pra descrever “idéias”, idéias que talvez amanhã já não existam mais, porque tudo se desfaz o tempo todo, a única coisa que permanece e que é real, é um sentido diferente de SER, que queiramos ou não, e mesmo dizendo que é “mentira”, que tal coisa não existe, que tal sentido de Ser e Existir é fugir do real da vida, não importa, Ele ainda permanecerá, e cedo ou tarde, todos irão experienciar essa realidade, realidade além de nós mesmos, realidade que “É” e sempre Será, mesmo que ainda não compreendemos, mesmo que ainda não percebemos…

A cada dia, mais e mais pessoas dão testemunho dessa realidade…

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Quem sou eu ???

Publicado por adi em maio 12, 2010

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou….. Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê ta com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR.

Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE.  Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.

Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou
CORINTHIANO, SOFREDOR. Se sou SÃO PAULINO, BAMBI, palmeirense, PORCOSantista, Baleia.

Agora, já virei GALERA. Se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR e, quando morrer… uns dirão…. FINADO, outros ….. DEFUNTO, para outros … EXTINTO, para o povão ….PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei … DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ..ARREBATADO.

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL, SEM MEMÓRIA !!! E pensar que um dia já fui mais EU. Fica no ar… Quem sou eu realmente ?

(Luis Fernando Veríssimo)

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A Desilusão de Dawkins – por Don Guakito e Timótio Pinto

Publicado por adi em janeiro 23, 2010

  1. ou A CIÊNCIA PROVOU A NÃO EXISTÊNCIA DOS DEUSES?)

por Timotio Pinto -papa coletivo metamorfo onipresente oniciente sempre contente e sorridente com pineal ardente, texto final escrito sobre rascunho deixado por Don Guakito antes de suicídio cátaro simbólico dentro da mente de seu hospedeiro e Papa Erisiano .G, em 22 de janeiro de 2010. amém, neném.
(agora, sejamos sérios, imaginem aquele que escreve de terno, gravata, e calcinha cor d rosa).

PARTE UM
DAWKINS DELIROU AO CARCAR NA FÉ DOS OUTROS EM NOME DE SUA FÉ?
Dawkins já recebeu prêmios por apresentar de forma concisa e acessível o conhecimento científico para o público geral. Oh! Parabéns, mas creio que ele fez o contrário. O retrato que ele traça da ciência é uma caricatura que muito é similar ao universo dogmático religioso que ele e seus groupies criticam enquanto espumam arrogância e intolerância.

Em seu livro Dawkins “explica” que deus não existe. Que religiosos são, veja bem, se você é um religioso de uma forma ou outra, no universo simplista, binário e maniqueista de Dawkins, você automaticamente “descrê” em Darwin, logo, como o próprio Dawkins diz, e usando a mesma lógica de botequim que ele utiliza em seu livro supostamente polêmico e de valor intelectual (!   ) , se você é religioso ou místico, automaticamente você não crê na teoria da evolução e automaticamente vc é, por não acreditar na evolução, um ser ignorante, estúpido e/ou insano. Isso, é o que ele acha que explica, sendo ele um cientista, um homem “isento” e “racional”, mas esse fervor racionalista me leva a pensar então sobre o que estão a fazer os cientistas ao explicarem alguma coisa. O que é explicar algo do ponto de vista da ciência?

Explicar algo, oras, é encontrar sua causa. Se Deus é a causa de tudo e não pode ser explicado, ele, obviamente, não existe para a ciência. Como a ciência é o mapa do real, e criadora das tecnologias que nos definem, é seguro afirmar que deus, na realidade, não existe. Simples assim. Parabéns ao Dawkins. Certo?

Não é tão simples assim. Talvez a explicação científica tenha seus limites também. E talvez Deus esteja além de seus limites. Comecemos por lembrar que segundo Bertrand Russell causa era uma palavra perigosa, enganosa, que deveria des-existir. Deixando a causa de lado, então a ciência ao explicar estaria apenas a descrever algo? Lembrando Wittgenstein quando pegou o megafone e cantou que “na base de toda visão moderna do mundo está a ilusão de que as chamadas leis da natureza são as explicações de fenômenos naturais”, Sobra-nos somente a teleologia e a mágica e mental separação entre descrição e explicação. Pronto. Tudo filosoficamente complexo e confuso. Vou enfiar meu empirismo no cu de quem esta a tecer este texto… e ainda assim não provamos Deus, não nesse parágrafo. Mas continuemos a pensar qual é o e se há limite para a explicação científica, pois se a lei é descrição, ela também é uma explicação?

tudo isso mostra, no mínimo, como é algo delicado o entendimento do que é direito da ciência, ou seja, o seu direito de intervenção e alcance, como seu direito, de explicação das coisas, sendo que ela age por ir descrevendo-as antes de tudo.

Com isso em mente, tem autoridade o Richard Dawkins, não enquanto individuo, mas enquanto cientista, para decidir a veracidade ou não de um sistema religioso, ou de todos sistemas religiosos? Creio que nos últimos 100 anos os bons filósofos deixaram claro que é mais possível um puta dum enorme PROVAVELMENTE NÃO do que um sim, como resposta aqui.

E pq? Juro que vou para o céu cristão por estar a gastar meu tempo com céticos fundamentalistas intelectualmente limitados, ah! se vou!

Se caminharmos a partir das leis naturais para explicar a não existência de Deus, ainda sim o caminho e a negação será insuficiente, pois ao explicar as leis naturais e seus princípios gerais, a diferenciação entre um princípio e um acidente é cercada de incertezas. E, apesar dos divulgadores da ciência, como carl sagan e richard dawkins em sua fase final, insistirem em passar uma imagem de evolução linear, dentro do principio pregado por francis bacon, de que a ciencia avança por pequenos passos via ações cooperativas de pessoas que tinham o bom, e fora de uso, senso de cultivarem a independência de julgamento e o direito a liberdade de pensamento, não que muito o seja, mas nisso incluamos os acidentes e os bizarros gênios monstruosos, como richard feymann, eistein, newton, kepler, godel, poincarè, levi-strauss, darwin, william hamilton, etc, etc.

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