Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Arquivo da categoria ‘Textos’

O Oposto Anímico

Publicado por adi em abril 12, 2013

Lenda hindu sobre a criação da mulher:

“ Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como: timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.

Depois de uma semana o homem voltou e disse:
‘Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem cessar e atormenta-me de tal maneira que não tenho tempo para  descansar. Ela insiste em que eu lhe dê atenção o dia inteiro e assim as minhas horas são desperdiçadas. Chora por qualquer motivo e leva uma vida ociosa. Vim devolvê-la por que não posso viver com ela’.

O Criador disse: ‘Está bem. E tomou-a de volta’.
Depois de uma semana, o homem voltou ao Criador e disse:

‘Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta!  Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como me olhava, como conversava comigo e depois se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de se acariciar! Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, dá-ma de volta.’

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A Arte de Viver a Vida

Publicado por Sem em outubro 10, 2012

Fui durante os meus anos de formação em Pedagogia uma leitora contumaz de Pierre Weil, psicólogo de origem francesa e “naturalizado” brasileiro, um dos fundadores da Unipaz, e a quem devo parte do meu entendimento do ser humano.

E será talvez impossível a qualquer pessoa mesmo entender a Psicologia Transpessoal sem passar por Pierre Weil…

Entre os seus livros mais conhecidos, certamente estará o popular e divertido O Corpo Fala, com a divisão da psique e corpo humanos em três animais: o boi, o leão e a águia. Complementada pela figura da cobra energética, a compor a esfinge viva que somos… É um livro ímpar, sob muitos aspectos, primeiro pelo humor inusitado em assunto “sério”, e depois pela síntese feliz, só possível àqueles que dominam o conhecimento que abordam. Embora fácil de ler, trata-se em verdade de conteúdo complexo da Psicologia Transpessoal, abordado de forma acessível… Recomendo vivamente a sua leitura, a todo aquele que ainda não o leu. Ainda mais com a facilidade dos ebooks, disponível para baixar no próprio site do autor, junto a outras de suas publicações esgotadas:


http://www.pierreweil.pro.br/Livros.htm

 

Aqui uma versão PDF para ler online:


http://bvespirita.com/O%20Corpo%20Fala%20(Ricardo%20Serravalle%20Guimar%C3%A3es).pdf

 

Depois, vejam só, é uma sincronicidade, para pegar o link do livro, acabei de descobrir na Wikipédia de que hoje completa 4 anos da morte de Pierre Weil – 10 de outubro de 2008, em Brasília. Fica aqui essa justa lembrança e homenagem a esse outro grande da Psicologia.

Qual a razão deste meu interesse renovado em Pierre Weil agora? O caso é que comecei a ler Leia o resto deste post »

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Parabéns Anoitan

Publicado por adi em outubro 9, 2012

Pouca gente sabe, mas neste mês de outubro o Anoitan completa 4 anos de existência, pra ser mais precisa, dia 09 de outubro de 2008 foi postado o primeiro post pelo Andrei Puntel, e esta data não poderia passar em branco.

Nem preciso lembrar, mas lembrando assim mesmo, que o blog nasceu da caixola do Lúcio Manfredi (Franco Atirador), portanto, podemos considerá-lo como sendo o pai da criança, mas que também teve a assistência de mais 9 colaboradores neste parto.

Ultimamente, quem vê o blog do lado de fora, com poucas atualizações e poucos comentários, nem imagina o que acontece por trás dos bastidores. Só que as aparências enganam, e por trás das cortinas as estatísticas revelam que o Anoitan continua firme e se mantém estável e saudável em número de acessos, mesmo que este ano as atualizações dos posts foram bem menores que no ano passado, estatisticamente em comparação com o ano de 2011 ele se mostra acima da média em visitações, indicando que o blog cresceu e que continua interessante.

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Descoberto papiro que sugere casamento de Jesus

Publicado por adi em setembro 18, 2012

E o assunto retorna como uma batata quentíssima nas mãos da ICAR.

“Documento escrito em língua copta reabre discussão sobre união com Maria Madalena e deverá gerar debate polêmico na Igreja Católica Romana

Leia mais sobre esse assunto em 
http://oglobo.globo.com/ciencia/descoberto-papiro-que-sugere-casamento-de-jesus-6127965#ixzz26rc0H4Xs

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Resolução de Ano Novo

Publicado por adi em janeiro 26, 2012

Voltando… final de férias, bateria recarregada de sol e calor, já nem estou achando tão frio aqui :) . Brincadeirinha, é frio demais o inverno russo, mas é muito bonito ver tudo branquinho, branquinho.

E passou tão rápido, já estamos em 2012, quase Fevereiro. Por falar em 2012, lendo o comentário do Atoledo, me lembrei que nessa passagem de ano pratiquei um pequeno ritual que há muito não dava crédito. Anos atrás, na virada do ano, costumava praticar um ritual endereçado ao Conselho Cármico… aquelas coisas dos pedidos e etc. Bom, a gente muda, as crenças mudam, e pra mim, não fazia mais o menor sentido continuar  praticando algo que perdeu valor. Por esse motivo parei!

Bem resumidamente, o ritual consistia em escrever a lápis ou grafite numa folha de papel de seda, como se fosse uma carta, endereçada ao Conselho Cármico, com os pedidos de sua projeção para o próximo ano, dobrar a folha, e na virada do ano jogar o papel dobrado ao fogo. Durante todo esse processo é importante a visualização da coisa acontecendo. Tem gente que prefere imaginar o ritual acontecendo com a presença dos Senhores do Carma, tem gente que prefere a visualização dos pedidos se realizando, e aí vai do gosto do freguês, porque o importante dos rituais é, antes de mais nada, uma encenação que tem como intuito abrir as portas da percepção e levar ao contato real arquetípico, e nesse sentido, a imaginação se utiliza de elementos que tem o poder de afetar o indivíduo, por isso a experiência é totalmente pessoal. Leia o resto deste post »

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O demônio são os outros

Publicado por adi em abril 26, 2011

Antes de mais nada,  minha intenção com esse post não é uma crítica sobre a crítica, nem aos blogs que escrevem posts criticando outras posturas, críticas sempre fizeram parte do amadurecimento e crescimento do ser, mas é uma crítica à forma como a própria crítica é expressada nos “comentários” principalmente, de forma “agressiva e violenta” gratuitamente e sem necessidade.

Há vários debates e diálogos na internet, onde todos podem expor suas opiniões, e o que mais percebemos nos comentários são principalmente muitas críticas pejorativas. Nos blogs que participo normalmente as críticas  são sobre espiritualidade e religião, mas em outros blogs as críticas se estendem pelos mais diversos assuntos, desde que haja essa possibilidade de se comentar sobre alguma coisa ou sobre alguma pessoa.

E eu acho muito natural que cada um dialogue sobre os próprios conceitos e também sobre outros conceitos, como uma forma de autoconhecimento até.  É uma forma bacana de rever, de expandir horizontes, limites e fronteiras. Acho que muitas pessoas gostam bastante de conversar sobre esses assuntos metafísicos e espirituais, e mais ainda, apreciam um bom diálogo, não necessariamente uma concordância, na verdade  acho muito mais proveitoso quando surgem pontos divergentes e podemos expor essas questões, sem a necessidade de certezas absolutas e tentar compreender que se o seu conceito ou conceito do outro servir ótimo e obrigado, se não servir, a amizade é a mesma.

Mas o que eu acho totalmente desnecessário num debate ou diálogo, ou na maneira de expor uma opinião, é a forma como as pessoas acabam tentando impor sua própria realidade como se fosse “a verdade unica e absoluta” com agressividade até, algumas vezes com violência totalmente gratuita. E eu não acho que violência física é diferente de violência verbal, porque não é. Muitas vezes uma agressão verbal pode ser mais violenta que uma agressão física, porque não temos acesso direto ao “outro”  interlocutor, não o conhecemos, muito menos conhecemos seus limites. Leia o resto deste post »

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Viagem

Publicado por adi em agosto 6, 2010

Eu estava sumida, né? É que estava viajando, cheguei ontem completamente quebrada, principalmente porque no final da viagem fiquei super gripada, e ainda estou me recuperando com muita dificuldade. Fiquei feliz que nesse tempo renderam comentários, alguns que irei responder na medida “da sobra de tempo”, é, porque também estou cheia de afazeres pessoais.

Mas o motivo pelo qual estou aqui falando sobre “viagem”, é que acabo de voltar de Saratov/Russia. Eu e meu marido fomos conhecer a cidade onde iremos morar os próximos 4 anos.

E nesse espaço de tempo, lembrei muito do nosso amigo aqui do Anoitan, o Guto Novo, também conhecido como Timóteo Pinto, entre outros nomes. Ele indicou com entusiasmo o filme STALKER, do cineasta russo Andrei Tarkovisky, o qual já havia assistido, mas não cheguei a escrever uma resenha, pois se trata de um filme muito especial, que exige cuidado no estudo de sua simbologia, e que talvez hoje, tenha um significado pessoal até, devido essa viagem. Já comecei a resenha, e acho que semana que vem o post fica pronto. Leia o resto deste post »

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Sobre Egrégoras

Publicado por adi em maio 28, 2010

Desde o último post, venho pesquisando sobre plano astral segundo algumas tradições, e também em termos da psicologia junguiana, com o objetivo de fazer uma analogia entre elas, o que, pra minha surpresa, não é que uma coisa leva a outra, que se emenda com outra, e assim, o post mesmo sobre plano astral vai ficar mais pra frente, talvez como uma continuação deste aqui.

Uma das coisas que acho bem interessante no meio ocultista é a importância que se dá para a egrégora, ou ao grupo ao qual se pertence, e sobre os benefícios de ficar sobre a égide de tal força. Aos que buscam a total realização espiritual, tal força pode até ser um empecilho.

Mas o que são egrégoras exatamente, e como essa força pode nos ajudar ou atrapalhar em nossa caminhada?

Direto do Wikipédia:  Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia. Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembléias religiosas, gerado pelo somatório de energias emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc., onde as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade (espírito) autônomo e mais poderoso (o egrégoro), capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora, ou seja, sua ideologia. Em miúdos, uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Como vimos então, egrégoras são formadas pelas formas-pensamentos criadas a partir da união do mesmo pensamento em comum de uma assembléia, de um grupo, ou seja do coletivo reunido com o mesmo objetivo. Quanto mais forte e mais frequente for essa egrégora, mais força vai acumulando, se tornando uma entidade autônoma. Leia o resto deste post »

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Quem sou eu ???

Publicado por adi em maio 12, 2010

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou….. Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê ta com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR.

Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE.  Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.

Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou
CORINTHIANO, SOFREDOR. Se sou SÃO PAULINO, BAMBI, palmeirense, PORCOSantista, Baleia.

Agora, já virei GALERA. Se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR e, quando morrer… uns dirão…. FINADO, outros ….. DEFUNTO, para outros … EXTINTO, para o povão ….PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei … DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ..ARREBATADO.

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL, SEM MEMÓRIA !!! E pensar que um dia já fui mais EU. Fica no ar… Quem sou eu realmente ?

(Luis Fernando Veríssimo)

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Lição de Astronomia

Publicado por Sem em março 25, 2010

Dedicado a Sem

que gosta de Rembrandt e

de dissecar com palavras:

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Numa situação confusa, de perturbação, o que fazer?

Por favor, não faça nada. Você criou uma confusão por causa do seu fazer excessivo. Você é um tamanho fazedor, você confundiu tudo à sua volta – não somente para si mesmo, mas para os outros também. Seja um não-fazedor; isso será compaixão para consigo mesmo. Seja compassivo. Não faça nada, porque com a mente falsa, com uma mente confusa, todas as coisas se tornam mais confusas. Com uma mente confusa, é melhor esperar e não fazer nada de forma que a confusão desapareça. Ela desaparecerá; nada é permanente neste mundo. Você só precisa uma profunda paciência. Não seja apressado.

Vou lhe contar uma história. Buda estava viajando através de uma floresta. O dia estava quente. Era exatamente meio-dia e ele sentiu sede; assim, disse para seu discípulo Ananda: “Volte. No caminho, nós atravessamos um pequeno riacho. Volte lá e traga um pouco d’água para mim”.

Ananda voltou, mas o riacho era muito pequeno e algumas carroças estavam atravessando-o. A água estava agitada e tinha ficado suja. Toda a sujeira que estava assentada nele tinha vindo para cima e a água não era potável agora. Assim, Ananda pensou: “Eu tenho que voltar”. Ele voltou e disse para Buda: “Aquela água se tornou absolutamente suja e não está boa para se beber. Permita-me ir à frente. Eu sei que existe um rio a apenas alguns quilômetros de distância daqui. Eu irei e buscarei água para você”.

Buda disse: “Não! Volte ao mesmo riacho”. Como Buda tinha dito isto, Ananda tinha que seguir a ordem. Mas ele a seguiu sem entusiasmo pois sabia que aquela água não podia ser trazida. O tempo estava sendo desnecessariamente perdido! E ele estava com sede, mas como Buda disse para ir, ele tinha que ir.

Novamente ele retornou e disse: “Por que você insiste? A água não está potável”. Buda disse: “Vá novamente”. E como Buda havia dito para voltar, Ananda teve que ir.

A terceira vez que ele chegou no riacho, a água estava tão clara quanto ela sempre esteve. A sujeira tinha ido embora, as folhas mortas tinham ido embora e a água estava pura novamente. Então Ananda riu. Ele trouxe a água e veio dançando. Ele caiu aos pés de Buda e disse: “Seus meios de ensinar são miraculosos. Você me ensinou uma grande lição – que apenas a paciência é necessária e que nada é permanente”.

E este é o ensinamento básico de Buda: nada é permanente, tudo é transitório – assim por que ser tão preocupado? Volte ao mesmo riacho. Então, tudo deve ter mudado. Nada permanece o mesmo. Apenas seja paciente: vá novamente e novamente e novamente. Apenas alguns momentos e as folhas terão ido embora e a sujeira terá se assentado novamente e a água estará pura novamente.

Ananda também perguntou a Buda, quando ele estava voltando pela segunda vez: “Você insiste que eu vá, mas eu não posso fazer alguma coisa para tornar aquela água pura?”.
Buda disse: “Por favor, não faça nada; do contrário você a tornará mais impura. E não entre no riacho. Apenas fique do lado de fora, esperando, na margem. Sua entrada no riacho criará uma confusão. O riacho flui por si mesmo, assim deixe-o fluir”.

Nada é permanente; a vida é um fluxo. Heráclito disse que você não pode pisar duas vezes no mesmo rio. É impossível pisar duas vezes no mesmo rio porque o rio fluiu; tudo mudou. E não somente o rio fluiu, você também fluiu. Você também é diferente; você também é um rio fluindo.

Veja esta impermanência de todas as coisas. Não tenha pressa; não tente fazer nada. Apenas espere! Espere em um total não-fazer. E se você pode esperar, a transformação estará presente. Este próprio esperar é a transformação.

Osho, The book of the Secrets, V3, #38

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I Ching: Hexagrama 62: Trovão sobre a montanha: A imagem da preponderância do pequeno:

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O vídeo “O Pálido Ponto Azul”, postado por Luiza, meses atrás, que motivou o título desse post:

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