Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Arquivo da categoria ‘Taoísmo’

A Fuga da Sombra

Publicado por Sem em dezembro 6, 2011

 

Havia um homem que ficava tão perturbado ao contemplar sua sombra e tão mal-humorado com as suas próprias pegadas que achou melhor livrar-se de ambas. O método encontrado por ele foi o da fuga, tanto de uma, como de outra.

Levantou-se e pôs-se a correr. Mas, sempre que colocava  o  pé  no  chão, aparecia  outro  pé, enquanto a sua sombra o acompanhava, sem  a menor dificuldade.

Atribuiu o seu erro ao fato de que não estava correndo como devia. Então, pôs-se a correr, cada vez mais, sem parar, até que caiu morto por terra.

O erro  dele  foi o de não ter percebido que, se apenas pisasse num lugar sombrio, a sua sombra desapareceria e, se se sentasse ficando imóvel, não apareceriam mais as suas pegadas.

(Chuang Tzu)

 

Retirado de A Via de Chuang Tzu, Thomas Merton; 5ª Edição; Editora Vozes; Petrópolis, 1989.

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II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Publicado por adi em maio 19, 2011

Atendendo solicitação da nossa amiga Luiza, segue programação do II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que se realizará na cidade de São Paulo no Nikkei Palace Hotel, nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011.  O evento contará com experientes palestrantes.  Vagas limitadas, então garanta já a sua participação !!

Para maiores detalhes, direto no site:   II Simpósio de Hermetismo

O programa do Simpósio poderá sofrer alterações de temas e palestrantes a qualquer momento.

23/jun/2011

08:30 - 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 - Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Alquimia

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo Animal como Chave do Auto Conhecimento -Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Simbólica: Simbologia, Geometria Sagrada e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 -  I Ching, do Xamanismo ao Computador – as relações entre o Livro das Mutações e o xamanismo antigo chinês, as tradições milenares taoístas e a ciência moderna – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 - 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – As escolas iniciáticas da Kabalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda - O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas - Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

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Seja a mudança que você quer ver no mundo

Publicado por adi em março 17, 2010

Tem um caminho que passo de vez em quando e que está escrito numa placa bem grande essa frase de Gandhi, e fiquei pensando que uma coisa muito simples  como “ser” é também o mais difícil. Percebemos que a maioria das pessoas se mostra descontentes com a vida que tem, também estamos descontentes com o que vemos fora de nós, e ainda assim nossas atitudes continuam sendo as mesmas.

Então estava assistindo o filme que o Elielson indicou, “Invictus” (não, isto não será uma resenha nem análise do filme, :D ) e me lembrei dessa frase,  porque talvez nós possamos de fato fazer alguma diferença no mundo, contanto que começamos com nós mesmos, mudando algumas velhas atitudes, velhos hábitos.

Esse filme conta a trajetória de Nelson Mandela depois que ele saiu da prisão em 1990 e, depois  em maio de 1994 tornou-se presidente da Leia o resto deste post »

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Qigong do Chunyi Lin

Publicado por adi em março 16, 2010

O Timóteo está sempre fazendo propaganda boa sobre o Qigong do Chunyi Lin aqui no Anoitan, e aqui está, dois exercícios que podem ser executados por qualquer pessoa.

Esses exercícios acalmam, relaxam, equilibram, entre outros benefícios para nosso corpo físico e mente.

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Rios de Vida – Meridianos e Ch’i

Publicado por adi em fevereiro 26, 2010

Os chineses ensinam que o Ch’i se transporta pelo corpo através dos 12 principais canais de energia, conhecidos como meridianos.

Cada meridiano se conecta a outro por intermédio dos nossos órgãos e sistemas principais e o Ch’i flui irrigando e nutrindo órgãos e tecidos, promovendo o efetivo funcionamento do organismo. Os meridianos correspondem a uma rede complexa, altamente imbricada e cobrem todo o corpo, estabelecendo canais entre órgãos, vísceras, o interior e a superfície corporal, o Yin e o Yang.

A obstrução de um meridiano reduz a circulação do Ch’i, gerando desequilíbrio interno e doença. Por exemplo: o canal do meridiano do coração flui do coração às axilas e desce pelo braço até o dedo mínimo. Sua obstrução explica por que algumas pessoas com problemas cardíacos reclamam de um formigamento que corre do braço até os dedos da mão.

A necessidade de compreender a ação do Ch’i e de desenvolver métodos que permitam que ele flua sem obstruções, cumprindo assim sua função, geraram classificações. A ação do Ch’i na fisiologia é classificada pelos opostos complementares, energia (Yang) e matéria (Yin). O aspecto Yang (energia) recebe o próprio nome Ch’i e o aspecto Yin (matéria) recebe o nome Jing. Leia o resto deste post »

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Mais um pouco sobre o Tao

Publicado por adi em fevereiro 17, 2010

O Taoísmo é uma filosofia que trata da essência e natureza da condição humana. O Tao pode ser descrito como o princípio de não-ser, que dá origem a todas as coisas. É o vazio — presente em tudo que é. Difícil de entender? Pois é, não é fácil mesmo. Mas hoje esse conceito abstrato já pode ser cientificamente comprovado.

Nossas células são compostas por milhões e milhões de átomos e, segundo a física quântica, mais de 99,9% deles são formados por espaços vazios. Isto é, nosso corpo físico tem uma imensa porcentagem de vazio. É um monte de nada. O vazio cria a energia, a matéria e o corpo físico que percebemos por intermédio de nossos órgãos sensoriais. Esse corpo físico é repleto de partículas subatômicas e estas só podem ser entendidas por meio de suas interconexões, das relações e dos movimentos que estabelecem entre si. Para a física quântica, o universo é um processo harmonioso, unificado, um entrelaçamento dinâmico de elementos inter-relacionados — precisamente o pensamento fundamental da filosofia taoísta e também da budista.

E, se para o taoísmo a origem de tudo é o vazio, o não-ser, esse é também o estado ao qual retorna tudo o que é. Pois aquilo que existe, morre. Do vazio surge a forma e da forma, o vazio. Esta milenar observação chinesa é análoga à teoria da relatividade da física moderna que criou dois conceitos opostos: de matéria e energia, uma transformando-se incessantemente na outra.

Esse fenômeno de transformação não implica em julgamento de valor — nem a forma é boa, nem o vazio ruim, ou vice-versa. O que se revela é uma relação de harmonia e equilíbrio entre todas as coisas.

Isso é a natureza: equilíbrio harmonioso. E nós somos parte dela. O que ocorre no meio ambiente pode ocorrer com o ser humano. Conhecendo a natureza, você aprende a conviver em equilíbrio consigo mesmoo e com o meio. Equilíbrio significa vida e morte, fraqueza e força, saúde e doença, pois o Tao é responsável por todos os lados desse balanço. Leia o resto deste post »

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Franco-Atirador

Publicado por adi em dezembro 17, 2009

Abaixo os links para os posts do antigo blog Franco-Atirador, do Lúcio Manfredi, os arquivos estão divididos em duas partes, como segue:

http://www.4shared.com/file/oEd_xq4a/Franco_Atirador_Malprg_-_1__1_.htm

http://www.4shared.com/file/eaqYHhvZ/Franco_Atirador_Malprg_2__2_.htm

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A energia universal e os chacras

Publicado por adi em dezembro 11, 2009

Hoje a física vem comprovando que o universo é um conjunto inseparável, uma extensa teia de probabilidades que interagem entre si e se entrelaçam e o trabalho do Dr. David Bohm mostra que o universo manifesto emerge desse conjunto.

Em todo o discurso da história, a idéia de uma energia universal que impregna toda a natureza foi defendida por muitas mentes científicas  ocidentais. Essa energia vital, percebida como um corpo luminoso, foi registrada pela primeira vez na literatura ocidental pelos pitagóriocos, por volta de 500 a.C.

Paracelso na idade média chamou essa energia de “Illiaster” e disse que “Illiaster”se compõe ao mesmo tempo de força vital e de matéria vital. O matemático Helmont, no século XIX, visualizou um fluido universal que impregna toda a natureza e que não é uma matéria corpórea e condensável, mas um espírito vital puro, que penetra todos os corpos.

Embora os místicos não tenham falado em campos de energia, suas tradições, que remontam mais de 5.000 anos em todas as partes do globo, se harmonizam com as observações  que os cientistas começaram a fazer recentemente.

Adeptos de todas as religiões falam em experimentar ou enxergar luz em torno da cabeça das pessoas. Através de práticas religiosas, como a meditação e a oração, eles atingem estados de consciência ampliada que lhes abrem as capacidades de percepção sensorial elevada.

A antiga tradição espiritual indiana, menciona uma energia universal denominada de Prana, vista como um constituinte básico e a origem de toda a vida. Prana, o alento da vida, move-se através de todas as formas  e lhes dá vida. Os iogues praticam-lhe a manipulação por meio de técnicas de respiração, da meditação e de exercícios físicos destinados a manter estados alterados de consciência e a juventude muito além do espaço normal da vida.

Os chineses, no terceiro milênio a.C., também mencionavam a existência de uma energia vital a que davam o nome de “Chi”. Toda a matéria, animada ou inanimada, se compõe dessa energia universal e dela se impregna. O “Chi” contém duas forças polares, o yin e o yang. Quando o yin e o yang estão equilibrados gera saúde física, quando estão desequilibrados, daí resulta um estado mórbido. Leia o resto deste post »

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O meio entre os opostos

Publicado por adi em agosto 27, 2009

Desde sempre as mais variadas tradições falam sobre a trindade divina, e sobre aquele aspecto que vem resolver o problema da dualidade. Há um meio, moderador entre os opostos, queiramos ou não, entendamos isso ou não.

De certa forma, esse tema sobre os opostos, sobre as dualidades, sobre as parcialidades é ainda muito complicado por causa do tema em si mesmo, ou seja, é sobre parcialidades, opostos e dualidades, e a tendência é sempre estar em um dos lados de cada situação da vida, e quando estamos em um lado da questão, automaticamente excluímos o outro lado, nos agarramos as nossas convicções, e já partimos do pré-suposto que o outro lado está errado, não é o correto, é falho.

A realidade da vida é muito mais que isso, é muito mais que apenas uma possibilidade possível na dualidade, é muito mais que um ponto de vista na díade, é muito mais que certo ou errado, é muito maior que os opostos; e por isso o conflito, pois temos que lidar com esses opostos o tempo todo, diariamente na própria vida em que vivemos.

androsEssa questão dos opostos assombra o homem desde sempre, e com certeza, é um dos motivos ou impulsos principais na busca por resolver esse conflito que dói na Alma humana, e muito provavelmente, a partir dessa busca, as mais variadas tradições se dedicam a essa questão.

Segundo a psicologia, a psique, como a maioria dos sistemas naturais, tais como o corpo, luta para se manter em equilíbrio. Fará isso, mesmo quando suscita sintomas desagradáveis, sonhos assustadores ou problemas da vida aparentemente insolúveis. Se o desenvolvimento de uma pessoa foi unilateral, a psique contém em si todo o necessário para retificar essa condição.

A função compensatória empiricamente demonstrável operando em processos psicológicos correspondia a funções auto-reguladoras do organismo, observáveis na esfera fisiológica. Compensar significa equilibrar, ajustar, suplementar. Considerava a atividade compensatória do Inconsciente como equilíbrio de qualquer tendência para a unilateralidade por parte da consciência.

O objetivo do processo compensatório parece ser o de ligar, como uma ponte, dois mundos psicológicos. Essa ponte é o símbolo; embora os símbolos, para serem eficazes, devam ser reconhecidos e compreendidos pela mente consciente, isto é, assimilados e integrados. Leia o resto deste post »

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O fazedor de chuva taoísta

Publicado por Kingmob em abril 23, 2009

Este conto que transcrevo abaixo resolve para mim na prática todas as questões relativas a livre-arbítrio e destino. Quando fui procurar no Google observei que há este conto no Franco-Atirador. Mas essa aqui é uma versão diferente.

A grande oposição entre filosofia ocidental e prática espiritual oriental parece ser que esta última tem seus pilares nas diversas práticas meditativas e corporais que dão acesso direto a estados de consciência diferenciados dos usuais ( sono, sonho e vigília). Estados nos quais, segundo os grandes professores espirituais,  as maiores questões da filosofia ocidental clássica (tais como livre-arbítrio e destino, dualidade e unidade entre sujeito e objeto, etc) caem por terra.  Não que a razão filosófica perca totalmente seu sentido de ser – mas ela por si só é incapaz de superar as próprias questões que coloca.

Segue o conto do “fazedor” de chuva:

Esta história foi muitas vezes contada, mas Jung, que portanto nos dava

poucos conselhos diretos, disse-me um dia: «Nunca faças seminários (nem

conferências) sem contar às pessoas esta história».

Num dos seus últimos Natais, pouco tempo antes da sua morte, quando nós

assistíamos ao Jantar do Clube , ele contou-a para nós de novo.

Não havia certamente ninguém na sala que não conhecesse já a história e

portanto, depois que ele a contou, toda atmosfera mudou. Eu fiz, como tinha

feito antes, porque ele me tinha dado instruções para a repetir assim tantas

vezes.

Houve uma terrível seca, na parte da China, onde vivia Richard Wilhelm

de Jung e tradutor do I Ching. Depois das pessoas ter tentado em vão os meios

conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva.

Isto interessou muito a Wilhelm que se preparou para estar lá quando o fazedor

de chuva chegasse. O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido,

que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que

o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas

refeições deviam ser deixadas no exterior diante da porta.

Não se ouviu falar mais dele durante três dias, pois, não somente choveu,

mas houve uma grande caída de neve, o que nunca se tinha visto nesta época do ano.

Muito impressionado,Wilhelm procurou o fazedor

de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve. O

fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”. Wilhelm

insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias,

houve grande quantidade de neve. O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu

posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão

em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as

pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei

sozinho até estar de novo em Tao, e

então, naturalmente, nevou». (Hannah, 1981: pp 21)

(…) «Os alquimistas procuravam sem cessar unir os opostos, pois não é

senão quando estão unidos que se pode encontrar a verdadeira paz. Quando se

examina o estado do mundo, apercebemo-nos que por todo o lado, um dos opostos

tenta sobrepor-se ao outro. Colectivamente nada podemos fazer; Jung repetia-o

constantemente: a única forma que temos de fazer alguma coisa, é no indivíduo,

é em nós mesmos. É o princípio do fazedor de chuva: quando o indivíduo está em

Tao – local onde os opostos estão unidos – há uma influência inexplicável sobre

o ambiente (…) Há em nós um lugar onde os opostos estão unidos e nós devemos

aprender a ir visitá-lo, permitindo assim à luz voar pelo mundo. Se houvesse

gente em número suficiente que compreendesse a importância de ir até este lugar

interior, seriam capazes de suportar a tensão dos opostos no exterior. Jung

dizia que era essencial para evitar uma guerra atómica. (Hannah, 1981

pp.82 – 83)

In: Hannah, Barbara (1981): «Rencontres avec l’Âme – L’imagination

active selon C.G.Jung»; Psychologie, Collection la Fontaine de Pierre.

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