Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Arquivo da categoria ‘Psicologia’

Diálogos de anima contra declarações de animus

Publicado por Sem em maio 27, 2012

Anima e animus são os princípios do feminino e do masculino próprios à dinâmica da psicologia de arquétipos de Carl Gustav Jung.
Como pertencentes ao nosso mais profundo psiquismo inconsciente, pessoal e coletivo, são a ponte de ligação de cada ser humano até o mais recôndito meneio de alma.
Não há individuação ou opus alquímica sem esse encontro com a “função” anima-animus.

 

 

 

- Já começou mal. O titulo por princípio já semeia a dicotomia dos contrários entre a alma e o espírito, o que levará ambos até a inevitável cisão final. Mas, uma coisa esse título tem de verdadeiro: o espírito não dialoga, declara.

 

- Eu só estou aqui porque quero saber da sua verdade.

 

- A minha verdade? [um pouco irritado] Busque a etimologia da palavra diálogo, examine o quanto ela pode ser diabólica, um instrumento do diabo, constituída que é pelo princípio da oposição, a oposição que faz nascer a ideia do Dois a partir da ideia do Um, o “ser segundo” que surge como elemento intruso à origem e planta a dúvida no nascedouro da ideia.

 

- Ideia?

 

- Ideia ou acontecimento. Qualquer coisa.

 

- Mas isso não é bom. Quer dizer, ter um segundo olhar sob Tudo?

 

- Nem sempre. Algumas coisas devem ser ditas, e ditas de modo inequívoco. Algumas coisas não podem ser negociadas.

 

[a alma não diz nada, mas sorri]

 

- O que eu tenho é um absoluto respeito pelo ser humano e nenhum respeito por Deus. A tal ponto que posso afirmar que a minha religião, se eu tenho alguma, é o homem. Sim, o homem com as suas mazelas e não Deus ou os deuses são a minha religião.

 

- Você é o seu próprio Deus?

 

- Não. De onde foi que você tirou essa ideia? Uma coisa é Deus e outra muito diferente é a religião, que é a forma de se relacionar com o Sagrado, e eu não sou nenhuma dessas duas coisas. O que eu disse é que tenho o homem como a minha religião e, complemento agora, nem faço parte disso, não sou homem que está no mundo.

 

- Quem é você?

 

- Alguém que busca. Alguém que vê o que busca e diz o que vê.

 

- E o que você vê?

 

- O que você vê?

 

- Algo muito diferente de você. Você não vê Deus?

 

- Vejo Deus nos homens e somente isso é real e faz sentido para mim. Assim, eu não respeito Deus e nem os deuses do mesmo modo que não respeito a literatura e os livros. A não ser os livros e a literatura se pensados como representantes do leitor e do escritor, que estão por trás desses engenhosos instrumentos de se fazer arte com a capacidade humana de pensar e refletir a vida. E é só isso, o que merece e o que não merece o meu respeito, os homens são a minha religião e não os seus fictícios inventos. A saber: os livros, os poemas, as letras, os símbolos, a literatura, os deuses, a própria religião e os rituais religiosos.

 

- São reflexos…

 

- Sim, são reflexos. Não são o homem, que é outra coisa, bem diferente e real. E, sabe, a maior invenção do homem nem foi a literatura mesmo, foi Deus. Deus é que é a maior ficção do homem. Por isso a minha religião é o homem, e com isso quero afirmar a minha ética, que é também a minha conduta moral de respeito pelo próximo, o próximo que muitas vezes sou eu travestido de outro, um outro que vem do desconhecimento que tenho de mim, porque, afinal, também eu tenho em algum ponto desconhecimento de mim próprio.

 

[sorri]

 

- Deus não precisa dos meus cuidados, Ele a si se basta, isto é, se é que Ele existe, se existe, se basta, não precisa de mim para existir. Já o homem…

 

- Mas nesse ponto, de todo, não sei se concordo…

 

- Mas é assim, quem precisa que eu seja justo, fiel, harmônico, bondoso, é o meu próximo humano e não o meu próximo divino; é o homem que necessita da minha justiça, da minha lealdade e da minha caridade; Deus não precisa da minha justiça, a sua linguagem é a da Natureza, que é justa e exata por si.

 

- Você tem tantas verdades. Como podem tão contrários se amar?

 

- Precisam se entender.

 

- Nem entender, antes existir.

 

- Precisam se complementar.

 

- Tantos “precisam”.

 

- Precisam ser.

 

- Tantos “ses“…

 

- Então, amor…

 

- Quem disse isso…

 

- Se importa. Isso.

 

- Se vem de você.

 

- Vem de você.

 

- Sim.

 

- É. Sim.

 

 

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Budismo e Psicologia: os seis reinos de renascimento e as disposições da psique na vida presente

Publicado por Sem em maio 2, 2012

Eu manisfestei um corpo de sonho

para o benefício de seres de sonho

imersos em sofrimento de sonho;

eu não vim e eu não vou.

Estas foram as últimas palavras atribuidas a Buda antes de morrer. Uma leitura ocidental precipitada destas palavras poderia classificar o budismo como uma religião niilista, mas, para quem mergulhar até o fim nas águas profundas dos ensinamentos de Buda, vai encontrar, justo o contrário, o significado da existência.

Introdução:

Nesse texto se descreverá os seis reinos do renascimento cíclico dos seres, como de modo geral estão descritos na doutrina budista, e, sem se ater a nenhuma escola em específico, seu objetivo será comparar a descrição dos reinos com as disposições da psique – os complexos mentais e emocionais conscientes e inconscientes dos indivíduos, de acordo a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

Embora o texto não tenha a intenção de ser um ensinamento budista, e nem um tratado de PA, tenciona trazer a sabedoria do budismo para nos auxiliar na compreensão de nossas vidas, de como em nossos relacionamentos dispomos dos nossos estados emocionais interiores e de como eles são determinantes ao próprio modo de nos relacionar – conosco mesmos, inclusive, – produzindo felicidade ou infelicidade a nós e aos outros seres.

Uma última advertência à leitura do texto, se o que se propõe é transpor os reinos do renascimento a uma interpretação psicológica, todos os seis reinos possíveis devem ser entendidos como metafóricos, todos servem como metáforas para a vida presente que temos – a única possível para a existência de uma psique individual –, sem nos referir a uma reencarnação futura ou passada, mas de que já vivemos todas as vidas aqui, agora, e colhemos os frutos imediatamente aqui e agora, de nossa paz ou agonia interior. Assim é que dispomos a nossa psique no mundo, considerando todas as variáveis internas e externas a que estamos sujeitos.

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Entre esferas a caminho do Portal

Publicado por adi em fevereiro 16, 2012

Para quem tem acompanhado os textos do Anoitan, esse post aqui é como uma sequência do post sobre A união com o anjo em Tiphareth. Sendo também um assunto muito rico e pra não ficar muito extenso, achei melhor dividir em duas partes ou mais, já que serão assuntos relacionados entre si.

Recapitulando: até Tiphareth, o sujeito lidava com aspectos do seu próprio inconsciente pessoal, que na verdade se trata de aspectos que um dia já foram conscientes, mas que rejeitados e não aceitos pelo eu consciente foram relegados ao inconsciente novamente. Se faz necessário antes do conhecimento e conversação com o SAGA (Anjo Guardião) a aceitação desses aspectos do inconsciente pessoal.

Depois da visão e conversação do Anjo, começa uma nova empreitada na psiquê do indivíduo: ele vai lidar com aspectos do inconsciente coletivo (não confundir com consciente coletivo) – Jung denomina como contato com o animus-anima, porque é este o arquétipo que simboliza aspectos do inconsciente coletivo. Começa a desenvolver e a emergir do inconsciente o aspecto dos opostos, das polaridades, mas primeiro como sendo o aspecto sombrio do inconsciente coletivo em contra posição a luz de Tiphareth, primeiro como sendo o aspecto escuro e maléfico da anima-animus. Antes da anima-animus se tornar o amante, mesmo como psicopompo e guia, ele lhe guiará a conhecer os aspectos sombrios da psiquê objetiva.

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O proibido de fato – por Elielson

Publicado por adi em novembro 29, 2011

Existiu o modelo perfeito de felicidade, um Paraíso, que só é encontrado em crianças livres, livres para ir e vir e livre de idéias adultas. Essa foi a primeira condição da vida humana, quando a inconsciência e a consciência eram uma só.

A verdade por trás dos mitos derruba a interpretação livre e derruba o literalismo. Há mesmo uma fluência em que as informações formam um estado interpretativo infalível, essa interpretação está ligada a moral e as ataduras que envolvem a prática de tal moral, e a moral que se segue após atos imorais, que não libertam a vida para uma imoralidade inconsequente, nunca.

Primeiro ato imoral: Sexo. Vão dizer que não, que sexo é bom, dá prazer e não mata, não desrespeita mandamentos, e assim se justifica que não é de todo um mal. Mas quem disse que o sexo é proibido por ser um mal que foi praticado? A proibição visa consequências de atos, não o ato em si, então a partir do sexo como pedra fundamental do pecado, podemos analisar por suas consequências a ligação entre o ato em si e o mal do ato em si.

 

 

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Ilha do Medo – de volta à realidade?

Publicado por adi em outubro 7, 2011

Agora sim, o post mais caprichado sobre Ilha do Medo. Não sei quantos de vocês já assistiram ao filme, em todo caso, aviso que contém spoilers. Aqui, um pouco mais de detalhes sobre o elenco.

Ilha do medo não é um filme fácil de entender, e talvez por essa razão algumas pessoas não gostaram do filme, além do mais, muitos esperavam um filme de terror ao estilo sobrenatural ou coisa do gênero, e se decepcionaram ao perceber que se tratava de um suspense psicológico que lembra os clássicos de Hitchcock.

Martin Scorsese usa de muita genialidade na direção, além da bela fotografia, e claro do elenco primoroso que vem coroar essa ótima produção, ele se utiliza de um cenário onírico enfocando o ponto de vista do personagem principal. A narrativa gira em torno da visão de Teddy e de suas percepções e suspeitas com relação ao que se passa na ilha, tudo muito bem acompanhado por uma trilha sonora de tirar o fôlego.

O filme começa com o agente federal Teddy (DiCaprio) e seu parceiro Chuck (Ruffalo) numa balsa indo para a ilha onde fica o Hospital Prisional Psiquiátrico Ashecliffe, investigar o desaparecimento de uma paciente. O clima é de um cinza pesado e denso e pra ajudar, uma terrível tempestade está chegando à ilha. Seu parceiro de trabalho é novo e inexperiente, eles acabaram de se conhecer. Contando um pouco sobre sua vida, Teddy diz que já fora casado, mas que sua esposa morreu num incêndio no prédio em que eles moravam, causado por um incendiário.

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Sonhos – a voz e imagem do inconsciente

Publicado por adi em outubro 4, 2011

Todas as noites quando dormimos nós temos acesso direto ao inconsciente, mas raramente damos a devida atenção ao que ele nos fala.

Muitas culturas antigas já sabiam disso, por isso nas tribos indíginas quando alguém tinha um sonho significativo devia contar pra toda a tribo.

A importância dos sonhos como elo de ligação entre o sagrado e a realidade sempre foi retratado em muitas culturas antigas. Nas narrativas bíblicas são descritos os sonhos do patriarca Jacó, e de José seu filho, bem como dos vários profetas indo até José pai de Jesus, como sendo mensagens do próprio deus. Nas culturas xamânicas da sibéria, Tibet, Mongólia e mesmo entre os índios americanos, o processo iniciático do xamã se dá através dos sonhos, das doenças e dos êxtases. A Epopéia de Gilgamesh, antigo poema épico da Mesopotâmia, que descreve a jornada do rei em busca da imortalidade, começa depois de um sonho do rei.

Mesmo entre cientistas muitas questões foram resolvidas através de sonhos. Foi um sonho que ajudou o químico alemão Kekule elaborar sua teoria sobre a estrutura física do benzeno. Outro caso de sonho, foi do químico russo Dimitri Mendeleiev, pai da tabela periódica dos elementos químicos: “Vi num sonho uma tabela em que todos os elementos se encaixavam como requerido. Ao despertar, escrevi-a imediatamente numa folha de papel.”

Para Jung, eventos interiores como visões e sonhos eram a “realidade”, tão real quanto aquela que denominamos realidade exterior.

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Sobre a prática

Publicado por adi em setembro 29, 2011

Embora o assunto vez ou outra tem sido sobre os rituais, há uma gama enorme de práticas disponíveis. Em termos de rituais, além dos tão já bem conhecidos RMP ou RPM, pode-se encontrar tipos similares de magia imaginativa e invocativa. Meditação de vários tipos também, com respiração controlada ou com visualização, com movimento e respiração, com semente, sem semente, mente vazia, enfim, há vários tipos de práticas meditativas. E claro que todos esses métodos são muito válidos, e se pode obter excelentes resultados com essas práticas, inclusive podendo levar à realização final.

É ilusão acharmos que há uma prática melhor ou mais importante que a outra, simplesmente há a prática mais adequada ao tipo de pessoa e ao momento em que esta se encontra. Uma prática não exclui outra. Naturalmente, pessoas com disposição introvertida, muito provavelmente se adaptam melhor à meditação ou lidando com as forças arquetípicas de forma interior, enquanto indivíduos com disposição extrovertida se adaptam melhor ao ritual ou lidando com essas mesmas forças de forma exteriorizada, nada impedindo que se adote ambas as práticas conjuntamente.

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A união com o Anjo em Tiphareth

Publicado por adi em agosto 28, 2011

Na tradição ocidental, nós sabemos que um dos pontos mais importantes na realização espiritual é o conhecimento e conversação com o Sagrado Anjo Guardião, ou realização do princípio crístico em si mesmo. Também conhecemos que existem várias outras nomenclaturas para o que na magia se convencionou chamar de Sagrado Anjo Guardião: Adonai, Atman, Augoedies, Cristos, Gênio, Daemon, Grande Mestre, Ishvara, Kia, Logos, Si-mesmo, Sol, Vishnu, etc. Na Cabala, essa realização se dá em Tiphareth.

Nós podemos citar vários aspectos do porque essa sephira está totalmente relacionada com esta realização, mas o aspecto principal, está no fato dessa sephira se encontrar no centro do diagrama da Árvore da Vida. Lá ela atua como mediadora e fator de união entre os planos espiritual e material. Tiphareth é a esfera da beleza, da harmonia, e do equilíbrio, também é a morada da alma, os deuses que estão relacionados com ela, simbolizam a alma glorificada e a encarnação da divindade, é o deus que manifesta a si mesmo no homem, portanto as divindades típicas de Tiphareth representam a alma iluminada. A natureza do filho é amor, e amor é união, é o elo de conexão, pois são nossas emoções transmutadas que nos eleva  no caminho da Árvore.

Em magia, excetuando-se o ritual de Abramelin, que visa à consecução dessa meta, nós não sabemos muito sobre como se dá esse feito ou realização. Muito embora, como se trata de um texto muito antigo da idade média, a linguagem que traduz a mentalidade daquela época, pode confundir atualmente.

E talvez, o aspecto que nos chama atenção com relação a essa meta, é a importância que se dá à “imagem” daquilo que irá nos redimir.

Nos evangelhos apócrifos de Felipe, nós encontramos: “Há um renascimento e uma imagem do renascimento, certamente é necessário nascer outra vez por meio da imagem.”

Dion Fortune diz: “Os primeiros raios da experiência mística devem ser obrigatoriamente muito limitados, pois não tivemos tempo para construir, graças à experiência, um corpo  de imagens e de ideias que possam representá-las.”

Em seu estudo sobre Alquimia, Jung verifica a importância e dificuldade desta tarefa, em como realizar a segunda etapa da coniunctio, que é como criar e se unir com a imagem paradoxal daquele princípio mediador entre o céu e a terra. Em seu livro Psicologia e Alquimia, ele faz uma citação muito interessante: “Antes de Cristo, seu filho, ter sido formado e imaginado em nós, … Deus era mais terrível para nós”. (Aquarium Sapientum).

No livro “Árvore da Vida”,  Regardie cita Maurice Maeterlinck, que nos dá uma excelente dica: “Dionísio é Osíris, Krishna, Buda, Mitra, etc; ele é todas as encarnações divinas, é o deus que desce ao homem…; ele é morte, temporária e ilusória, e renascimento, real e imortal; é a união temporária com o divino que não é senão o prelúdio da união final, o ciclo infindável do eterno tornar-se.”

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A iniciação e a impermanência de todas as coisas

Publicado por adi em agosto 19, 2011

Ultimamente anda difícil dizer alguma novidade sobre espiritualidade, há tantas coisas boas e bem escritas pela internet, além de que, praticamente tudo já foi dito pelos grandes mestres do passado. Apesar disso, entendo que a verdade é única, o que muda é a maneira de contarmos essa mesma verdade, e o que importa é que a verdade tem que se fazer em nós mesmos, tem que se tornar real e viva dentro de nossos corações, e isso pra mim é renovação.

O  budismo sempre deu muita ênfase sobre a impermanência de todas as coisas. Para o budismo a natureza essencial da própria existência é mudança, pois tudo está em movimento e em constante fluxo, nada é permanente. Queremos que nossas sensações boas e de felicidade sejam duradouras, então nos apegamos às coisas, pessoas e acontecimentos que nos dão a sensação de prazer. Mas o apego leva ao sofrimento, por isso impermanência e sofrimento são inseparáveis, porque impermanência resulta em mudança, decadência e perda.

Nós vemos essas mudanças nos ciclos da natureza e de renovação da vida, ou seja, nas estações do ano e nos ciclos da colheita, em toda parte é possível ver que existe essa concepção de final e de começo de um novo período ou fase, assim como a morte e nascimento, tudo nasce, tem seu apogeu, entra em decadência e morre, nesse sentido, verificamos que a vida se renova continuamente.

Em nossa experiência da vida há continuamente essas pequenas mudanças e transformações, mesmo que muitas vezes não a aceitemos e por isso sofremos, o que da mesma forma não impede que as coisas aconteçam como tem que ser.

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Dica de um bom filme para o fim de semana

Publicado por adi em agosto 5, 2011

Sexta-feira de frio em parte do Brasil, nada melhor que assistir um bom filme com pipoca neste final de semana. Recebi esta “dica” da querida amiga Cássia, lá das “Minas”  (Gerais) como ela mesma costuma dizer. E realmente um filme muito bom, daqueles que faz a gente pensar sobre a maneira que vivemos nossa própria vida.

Abaixo vou colocar a indicação como a recebi, aviso que contém spoilers, apesar que mesmo assim, não tira a graça e encanto do filme. O filme em questão é “One Week”, com Joshua Jackson no papel principal, e creio que pode ser encontrado na maioria das locadoras.

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