Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Arquivo da categoria ‘Poemas’

PALCO DA VIDA

Publicado por adi em novembro 23, 2011

 

 

 

 

 

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da  própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz… E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência. 
Usar as falhas para lapidar o prazer. 
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama. 
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no caminho? Guardo todas… Um dia vou construir um castelo!

 

autor desconhecido

 

 

 

Enviado em Amor, Arte, Poemas | 7 Comentários »

Se a vida acabasse hoje…

Publicado por Sem em setembro 18, 2011

 

 

 

 

 

Se a vida acabasse hoje

O que você lembraria?

Qual imagem levaria dentre todas:

Uma planta, um bicho, uma pessoa

Uma cor, um perfume, uma sensação

Uma paisagem, uma cena, a sua família

Um olhar, um sorriso, uma composição

Um abraço, um abismo

Um sentimento de tristeza, de alegria

De comunhão, de horror

Ou levaria uma palavra apenas

Um gemido a meia-luz

Um grito de revolução

Uma frase, uma lição

Um arrepio de prazer, um lugar vazio

Uma esperança, uma realização.

Qual seria a imagem que você levaria

E, dentre todas, por si diria: 

“Isso, essa foi minha vida”.

 

 

 

Veja na reportagem do Estadão Que imagem você levaria para Marte? o depoimento de 100 fotojornalistas do mundo todo.

 

Enviado em Fotos, Poemas | 4 Comentários »

Parabéns a nós Mulheres

Publicado por adi em março 8, 2010

MULHERES

Elas Sorriem quando querem gritar.

Elas cantam quando querem chorar.

Elas choram quando estão felizes.

E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.

Elas levantam-se para a injustiça.

Elas não levam “não” como resposta

quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para

suas crianças poder tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.

Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem

e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.

Elas ficam contentes quando ouvem sobre

um aniversário ou um novo casamento.

Pablo Neruda

                                                                                                                                       Pablo Neruda

Enviado em Amor, Poemas | 17 Comentários »

Zenpoesia

Publicado por Sem em setembro 7, 2009

enso

A Lua brilha no céu.

A Lua brilha no céu da Terra.

A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago.

A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol.

A Lua brilha no céu da Terra e reflete no lago a luz do Sol no cosmos brilhante.

A Lua brilha no céu.

O lago é brilhante.

O Sol brilha.

Enviado em Não-dualidade, Poemas, Zen Budismo | 5 Comentários »

Mitopoesia

Publicado por Sem em setembro 7, 2009

sol

Tome-se o Sol redondo e coloque o homem no centro

– como a medida de todas as coisas.

Pegue-se o conjunto humano e promova humana cultura

– cultuemos os gêneros como medida.

urano

(O Sol é a luz convexa do espírito que a tudo ilumina; a Lua é a alma côncava no corpo da Terra esquecida.)

marte

O homem é então todas as medidas, menos ele é a mulher.

O que é a mulher?

Antes da medida é a desmedida das fases

Antes da referência é a subumana cultura

Mulher é mênstruo: bicho-lua.

lua

Principia o mês Perséfone menina

Nua e nova, objeto do céu – céu que nem se apercebe violado objeto

plutao

Menina que não deseja, antes é desejada

Primeiro pela mãe, depois pelo marido

Primeiro a primavera, depois o inverno

Sempre uma estação depois da outra – dividida.

lilith

Oculta a minguante, esquecida a Deméter

Mal morre e já nasce em crescente Afrodite

Outra mulher: mulher desejante

Deusa venusiana de amor mendicante

venus

Peça-lhe tudo: trabalhe e enfeite-se, ore e erija-lhe templos

Colha da messe prodígios, beleza, delícias

Receba tudo, menos fidelidade.

Só cheia de amor a lua pode ser monogâmica

Psiquê à espera de Eros esperando Volúpia…

mercurio

Se uma mulher olha para outra mulher e insiste o olhar

É antes para descobrir em qual fase ela está – ela e a outra

Mulher cambiante que nunca está onde se põe

Precisa do espelho para se ver refletida

No contraste e na inconstância da amiga.

terra

Mulher objeto tridimensional, quatro fases, dupla jornada

Mulher mensal bicho-lua mutante

Pedaço da Gaia antiga orbitando no céu de agora

Ardendo ao Sol no espaço, gelando no vazio

saturno

Refletida no lago

Orquestrando de longe os líquidos: a gota, o pus, o pântano

Movimentando marés

A vida dos homens.

netuno

A Lua é a alma côncava no corpo da Terra esquecida;

O Sol é a luz convexa do espírito que a tudo ilumina.

jupiter

Enviado em Astrologia, Mito, Poemas | 2 Comentários »

Grandes são os desertos, e tudo é deserto – Álvaro de Campos

Publicado por Sem em agosto 14, 2009

Partilhando:

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.

Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.

Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida.

Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ter que ser assim.

Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.

Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.

Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.

Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.

Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!

Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Álvaro de Campos
4-9-1930

Enviado em Poemas | 43 Comentários »

Carl Orff: Carmina Burana

Publicado por Sem em agosto 4, 2009

Libretto original e traduzido:

carmina_burana

Mil bravos! De aplaudir em pé:

Enviado em Amor, Anarquismo e Política, Arte, Musica, Poemas | Etiquetado: , | 8 Comentários »

Unidade & Dualidades: de como o monismo e atomismo nos pré-socráticos engendram o homo complexus de Edgar Morin

Publicado por Sem em agosto 2, 2009

Terminei, enfim, esta obra, que nem a ira de Júpiter, nem o fogo,

Nem o ferro, nem o tempo devorador poderão destruir.

Quando aquele dia, que dispõe apenas do meu corpo, quiser,

Poderá pôr fim ao tempo da minha incerta vida;

Mas com a melhor parte de mim me elevarei imortal

Sobre as estrelas, e o meu nome não perecerá.

Ovídio (43 a.C. – 17 a.C.)

Com este dramático apelo de Ovídio iniciamos o nosso trabalho. Não se pretende, é claro, nenhuma imortalidade, pois em tempos pós-modernos, falar em algo que dure ou repercuta mais do que uma estação é heresia. É um trabalho humilde, de pesquisa e reflexão, um leigo exercício em filosofia, mas que tem a ambiciosa meta de chegar ao fim e revelar, se não a fórmula, pistas de como tornar real ou o que significa realizar o símbolo & do nosso título.

O trabalho poderá ser lido de duas maneiras: a primeira e mais simples é uma leitura corrida e integral do texto, e a outra é ir lendo aos poucos, em separado, pelas cores, extraído o corpo principal em azul das junções coloridas, que trazem ora reflexões, ora digressões ou ainda algumas poesias, em complemento ao tema. As cores tornam as partes independentes umas das outras, no entanto, a única coisa que se pretendeu com o estilo multifacetado, por contraste, foi enfatizar a coesão.

Leia o resto deste post »

Enviado em Filosofia, Não-dualidade, Poemas | Etiquetado: , , , | 15 Comentários »

Citrinitas

Publicado por Sem em julho 7, 2009

saffran_crocus_sativus_moistamarelecer
adoecer
amornar

tornar velho o ocaso
gasto o usado
brando o folgado
roto o furado

reunir palha por todos os lados
desfazer o bordado
fazer pouco caso

odiar a palha
amar o vento
a obra do acaso

adoecer
fazer feriado

ajoelhar para dormir
fechar para não abrir
deitar para plantar
sair para não voltar
chorar para sorrir

amarelecer
ouro de açafrão

ir
sonhar
libertar

morrer branco
acordar vermelho

Enviado em alquimia, Poemas | 14 Comentários »

Embranquecendo ANOITAN

Publicado por Sem em julho 5, 2009

 

 

prisma

 

 

a branca folha me é tão pouca

ai de mim, antes ela não fosse

 

antes a vida fosse mais simples

 

pudesse ser escrita na folha

ou inscrito papel a tomasse

 

pudesse ela ser ontem

eu já a esquecia

 

pudesse amanhã ser a vida

onde teria a paz prometida

 

mas é o dia e antes não fosse

tão clara manhã

 

pudesse eu ser mais simples

ou o outro ou a vida

 

mas, ai, em folha tão pouca

fiquei sem papel

 

Leia o resto deste post »

Enviado em Poemas | Etiquetado: , , | 5 Comentários »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.