Passo, curta premiado do ilustrador brasileiro Alê Abreu, que estreou em 2007 no Festival de Cinema de Gramado e após percorreu vários outros festivais internacionais de cinema.
Veja.
Ouça.
Pense.
Ouse.
Passo
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Agora sim, o post mais caprichado sobre Ilha do Medo. Não sei quantos de vocês já assistiram ao filme, em todo caso, aviso que contém spoilers. Aqui, um pouco mais de detalhes sobre o elenco.
Ilha do medo não é um filme fácil de entender, e talvez por essa razão algumas pessoas não gostaram do filme, além do mais, muitos esperavam um filme de terror ao estilo sobrenatural ou coisa do gênero, e se decepcionaram ao perceber que se tratava de um suspense psicológico que lembra os clássicos de Hitchcock.
Martin Scorsese usa de muita genialidade na direção, além da bela fotografia, e claro do elenco primoroso que vem coroar essa ótima produção, ele se utiliza de um cenário onírico enfocando o ponto de vista do personagem principal. A narrativa gira em torno da visão de Teddy e de suas percepções e suspeitas com relação ao que se passa na ilha, tudo muito bem acompanhado por uma trilha sonora de tirar o fôlego.
O filme começa com o agente federal Teddy (DiCaprio) e seu parceiro Chuck (Ruffalo) numa balsa indo para a ilha onde fica o Hospital Prisional Psiquiátrico Ashecliffe, investigar o desaparecimento de uma paciente. O clima é de um cinza pesado e denso e pra ajudar, uma terrível tempestade está chegando à ilha. Seu parceiro de trabalho é novo e inexperiente, eles acabaram de se conhecer. Contando um pouco sobre sua vida, Teddy diz que já fora casado, mas que sua esposa morreu num incêndio no prédio em que eles moravam, causado por um incendiário.
Este filme não é de agora, foi lançado no começo de 2010, e provavelmente muitos já o assistiram. Eu realmente gostaria de ter feito uma resenha decente e caprichada sobre esse filme, mas como hoje já é Sexta-feira, apenas vou deixar como uma dica sobre um bom filme pra assistir no final de semana. Mesmo que você já o tenha assistido, na minha opinião, é um daqueles filmes que vale muito a pena ver de novo.
Ilha do medo é um thriller psicológico enigmático, tenso e de muito suspense dirigido pelo ótimo e experiente diretor Martin Scorsese, conta com o excelente Leonardo DiCaprio [não entendo como até hoje a academia não o reconheceu] no papel principal e ainda com um elenco de primeira linha que não deixa nada a desejar: Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson. Como é apenas uma dica, pode ler sem medo o restante do post, pois não contém spoilers.
Sexta-feira de frio em parte do Brasil, nada melhor que assistir um bom filme com pipoca neste final de semana. Recebi esta “dica” da querida amiga Cássia, lá das “Minas” (Gerais) como ela mesma costuma dizer. E realmente um filme muito bom, daqueles que faz a gente pensar sobre a maneira que vivemos nossa própria vida.
Abaixo vou colocar a indicação como a recebi, aviso que contém spoilers, apesar que mesmo assim, não tira a graça e encanto do filme. O filme em questão é “One Week”, com Joshua Jackson no papel principal, e creio que pode ser encontrado na maioria das locadoras.
Demorou, mas enfim, aqui está uma pequena análise do filme “Cisne Negro”. O post está cheio de spoilers, por isso, quem ainda não assistiu o filme, e gosta do fator surpresa, já sabe o que vai encontrar.
Cisne Negro, em inglês Black Swan, é um filme de drama psicológico e suspense dirigido pelo diretor Darren Aronofsky, estrelado por Natalie Portman, que merecidamente ganhou praticamente todos os prêmios de melhor atriz da temporada, incluindo o Oscar, por sua atuação fantástica nesse filme. O filme ainda conta com as excelentes atuações de Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder.
Natalie Portman interpreta a doce e delicada bailarina Nina, que pertence ao corpo de balé de uma companhia de Nova York. Totalmente dedicada e devotada a dança, ainda mora com a mãe Erica (B. Hershey), ex-bailarina que dá apoio total à carreira da filha. Thomas Leroy (Vincent Cassel), o diretor artístico da companhia, substituirá a bailarina principal Beth (Winona R.) para a nova temporada de apresentações que se iniciará com a nova versão do Lago do Cisne. Nina é perfeita para interpretar o cisne branco Odete, que representa a beleza, fragilidade e graça, mas a bailarina que for escolhida para interpretar Odete também terá que interpretar a irmã gêmea, a perversa e maliciosa Odile, o cisne negro, o qual esse papel se encaixa perfeitamente na novata Lilly (Mila Kunis).
Aronofsky nos transporta com genialidade ao mundo disputadíssimo do balé, nenhum detalhe escapa à sua câmera, ao seu olhar, nem mesmo os detalhes dos movimentos e passes de balé em câmera lenta… imagens ricas que traduzem a disciplina, o rigor, a prática extenuante até a dor. O filme se constrói acompanhado pela trilha sonora do próprio Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, e nos mostra a dualidade inerente do ser humano, o branco e negro, bem e mal, quase sempre num belíssimo jogo de espelhos onde há sempre o duplo. O diretor foi fundo na alma humana, e questiona de modo brilhante a idéia ou o significado de “perfeição”. Leia o resto deste post »
Eu assisti o filme “Stalker” que o nosso amigo Timóteo Pinto indicou, já faz algum tempo aliás, e por isso já não me lembrava exatamente de todos os detalhes. Mas esse filme não me saía da cabeça, por isso achei melhor escrever um post sobre ele, então assisti novamente, e de fato não me lembrava como é muito bonito, sensível, místico, triste também… o tipo de filme que quanto mais se assiste mais se revela, e mais agrada.
Pra quem gosta desse tipo de filme que tem uma mistura poética visual, é bastante interessante, e recomendo. Bom, este post não é bem uma resenha, mas um pequeno estudo de sua simbologia, contém muitos “SPOILERS”, então quem gosta do fator surpresa, melhor assistir o filme primeiro antes da leitura. Dá pra baixar o filme na net.
Tomei a liberdade de copiar este pequeno trecho do wikipedia, como segue: ” Stalker (em russo: Сталкер) é um filme de 1979 do cineasta russo Andrei Tarkovsky, vencedor do prémio especial do Júri do Festival de cinema de Cannes de 1980. Foi filmado, em sua maior parte, na Estônia, então integrante da União Soviética. Stalker é um termo inglês que significa, em tradução livre, “o espreitador”, “aquele que se esgueira”. Tarkovsky, os três atores principais, além de outras pessoas que se envolveram na produção, morreram poucos anos depois, em razão de tumores presumivelmente originados da exposição às instalações industriais (radiotivas) da Estônia, onde várias cenas do filme foram gravadas. É uma adaptação muito livre da novela de ficção científica Roadside Picnic, dos irmãos Strugatsky. Numa entrevista, Tarkovsky chegou a declarar que as semelhanças do filme com esta novela restringiam-se ao uso das palavras “zona” e “stalker” apenas.”
No final de semana passado assisti dois filmes, interessantes no sentido em que retratam bem sobre aspectos do “psíquico” em nós, assunto esse que tem me interessado já a algum tempo, e assistir os filmes foi o gatilho que precisava pra atualizar essas questões cá comigo. Ao mesmo tempo, precisava fazer as associações certas que fizesse sentido, e entender (se é que isso seja possível), como tais coisas ocorrem.
Os filmes em questão, Caso 39 e Contatos de quarto grau ( este já havia assistido no cinema), e que não pela história em si, os roteiros são fracos até, fictícios eu sei, mas por tratarem ambos de tipos diferentes de possessão, no filme Caso 39 de uma possessão demoníaca, e no filme Contatos de quarto grau, excluindo toda a historinha montada pra parecer verídico, sabemos que em casos relatados através de hipnose, de abduções ditas verdadeiras, é mais ou menos como demonstrado no filme, o que nos lembra em muito como possessão de alguma força, que muito embora se manifeste no indivíduo, parece como que vinda de fora, que não pertence ao indivíduo.
Se juntou a isso, um monte de dúvidas sobre o “plano astral e mental” descrito pela Teosofia, e também descrito pelo Espiritismo numa versão parecida, entre outras correntes esotéricas que também descrevem, como sendo planos povoados por espíritos desencarnados, ou seres, de todos os tipos, desde os maléficos até os bondosos e angelicais, mestres ascencionados, etc, etc. De como contatamos esses seres, recebemos mensagens, ou no caso dos maléficos, somos possuídos por eles contra nossa própria vontade, etc.
E tentar entender; porque, pra mim, não é suficiente acreditar que se trata de entidades ou seres desencarnados num plano mais evoluído, que por sinal é uma cópia idêntica daqui, só que mais sutil, e ainda outros tantos planos e divisões hierárquicas (essa palavra sempre me disparou um alerta interior) cada qual mais sutil e elevado; ou que seres extra-terrestres estão a nos contatar, abduzir, fazer experimentos e apagar nossa memória, ou então vieram pra nos ajudar em nossa evolução ou nos salvar. Não que fantasmas, espíritos ou extra-terrestres não existam, há uma hipótese provável que sim, eles existam, bem como há uma hipótese provável de que nada disso exista e que tais fenômenos não passam de fantasias ou ilusões criadas na mente. Leia o resto deste post »
Numa situação confusa, de perturbação, o que fazer?
Por favor, não faça nada. Você criou uma confusão por causa do seu fazer excessivo. Você é um tamanho fazedor, você confundiu tudo à sua volta – não somente para si mesmo, mas para os outros também. Seja um não-fazedor; isso será compaixão para consigo mesmo. Seja compassivo. Não faça nada, porque com a mente falsa, com uma mente confusa, todas as coisas se tornam mais confusas. Com uma mente confusa, é melhor esperar e não fazer nada de forma que a confusão desapareça. Ela desaparecerá; nada é permanente neste mundo. Você só precisa uma profunda paciência. Não seja apressado.
Vou lhe contar uma história. Buda estava viajando através de uma floresta. O dia estava quente. Era exatamente meio-dia e ele sentiu sede; assim, disse para seu discípulo Ananda: “Volte. No caminho, nós atravessamos um pequeno riacho. Volte lá e traga um pouco d’água para mim”.
Ananda voltou, mas o riacho era muito pequeno e algumas carroças estavam atravessando-o. A água estava agitada e tinha ficado suja. Toda a sujeira que estava assentada nele tinha vindo para cima e a água não era potável agora. Assim, Ananda pensou: “Eu tenho que voltar”. Ele voltou e disse para Buda: “Aquela água se tornou absolutamente suja e não está boa para se beber. Permita-me ir à frente. Eu sei que existe um rio a apenas alguns quilômetros de distância daqui. Eu irei e buscarei água para você”.
Buda disse: “Não! Volte ao mesmo riacho”. Como Buda tinha dito isto, Ananda tinha que seguir a ordem. Mas ele a seguiu sem entusiasmo pois sabia que aquela água não podia ser trazida. O tempo estava sendo desnecessariamente perdido! E ele estava com sede, mas como Buda disse para ir, ele tinha que ir.
Novamente ele retornou e disse: “Por que você insiste? A água não está potável”. Buda disse: “Vá novamente”. E como Buda havia dito para voltar, Ananda teve que ir.
A terceira vez que ele chegou no riacho, a água estava tão clara quanto ela sempre esteve. A sujeira tinha ido embora, as folhas mortas tinham ido embora e a água estava pura novamente. Então Ananda riu. Ele trouxe a água e veio dançando. Ele caiu aos pés de Buda e disse: “Seus meios de ensinar são miraculosos. Você me ensinou uma grande lição – que apenas a paciência é necessária e que nada é permanente”.
E este é o ensinamento básico de Buda: nada é permanente, tudo é transitório – assim por que ser tão preocupado? Volte ao mesmo riacho. Então, tudo deve ter mudado. Nada permanece o mesmo. Apenas seja paciente: vá novamente e novamente e novamente. Apenas alguns momentos e as folhas terão ido embora e a sujeira terá se assentado novamente e a água estará pura novamente.
Ananda também perguntou a Buda, quando ele estava voltando pela segunda vez: “Você insiste que eu vá, mas eu não posso fazer alguma coisa para tornar aquela água pura?”.
Buda disse: “Por favor, não faça nada; do contrário você a tornará mais impura. E não entre no riacho. Apenas fique do lado de fora, esperando, na margem. Sua entrada no riacho criará uma confusão. O riacho flui por si mesmo, assim deixe-o fluir”.
Nada é permanente; a vida é um fluxo. Heráclito disse que você não pode pisar duas vezes no mesmo rio. É impossível pisar duas vezes no mesmo rio porque o rio fluiu; tudo mudou. E não somente o rio fluiu, você também fluiu. Você também é diferente; você também é um rio fluindo.
Veja esta impermanência de todas as coisas. Não tenha pressa; não tente fazer nada. Apenas espere! Espere em um total não-fazer. E se você pode esperar, a transformação estará presente. Este próprio esperar é a transformação.
Osho, The book of the Secrets, V3, #38
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I Ching: Hexagrama 62: Trovão sobre a montanha: A imagem da preponderância do pequeno:
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O vídeo “O Pálido Ponto Azul”, postado por Luiza, meses atrás, que motivou o título desse post:
Tem um caminho que passo de vez em quando e que está escrito numa placa bem grande essa frase de Gandhi, e fiquei pensando que uma coisa muito simples como “ser” é também o mais difícil. Percebemos que a maioria das pessoas se mostra descontentes com a vida que tem, também estamos descontentes com o que vemos fora de nós, e ainda assim nossas atitudes continuam sendo as mesmas.
Então estava assistindo o filme que o Elielson indicou, “Invictus” (não, isto não será uma resenha nem análise do filme, ) e me lembrei dessa frase, porque talvez nós possamos de fato fazer alguma diferença no mundo, contanto que começamos com nós mesmos, mudando algumas velhas atitudes, velhos hábitos.
Esse filme conta a trajetória de Nelson Mandela depois que ele saiu da prisão em 1990 e, depois em maio de 1994 tornou-se presidente da Leia o resto deste post »