Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Arquivo da categoria ‘ciencia’

II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Publicado por adi em maio 19, 2011

Atendendo solicitação da nossa amiga Luiza, segue programação do II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que se realizará na cidade de São Paulo no Nikkei Palace Hotel, nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011.  O evento contará com experientes palestrantes.  Vagas limitadas, então garanta já a sua participação !!

Para maiores detalhes, direto no site:   II Simpósio de Hermetismo

O programa do Simpósio poderá sofrer alterações de temas e palestrantes a qualquer momento.

23/jun/2011

08:30 - 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 - Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Alquimia

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo Animal como Chave do Auto Conhecimento -Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Simbólica: Simbologia, Geometria Sagrada e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 -  I Ching, do Xamanismo ao Computador – as relações entre o Livro das Mutações e o xamanismo antigo chinês, as tradições milenares taoístas e a ciência moderna – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 - 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – As escolas iniciáticas da Kabalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda - O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas - Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

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te:mp:o

Publicado por adi em abril 29, 2011

Toda a nossa percepção e descrição dos acontecimentos está baseada num sistema de coordenadas tridimensional, a saber, norte-sul, leste-oeste e acima-abaixo (os eixos x, y e z).  Basta conhecer essas três direções para identificar a  posição relativa que ocupamos no espaço, ou que determinado objeto ocupa. Esse sistema têm sido nossa referência de percepção do ambiente que ocupamos e de todo nosso entorno, onde o tempo para nós consiste numa percepção totalmente a parte deste.

Para nós o tempo é uma entidade absoluta que flui continuamente de forma sequencial/linear,  sempre no mesmo ritmo e constância. Em nossa percepção, espaço e tempo são vistos como entidades separadas, absolutas e distintas entre si.

Embora nossa percepção seja desta forma, segundo a teoria da relatividade,  na realidade o que existe é um contínuo espaço-temporal de quatro dimensões, sendo três espaciais e uma temporal. Nessa estrutura quadridimensional para falar de tempo deve-se necessariamente falar de espaço.

A formulação matemática do espaço e tempo como sendo duas propriedades físicas que podem ser unificadas, foi uma criação do matemático Hermann Minkowski logo depois da teoria da relatividade restrita ter sido apresentada por Einstein em 1905. Minkowski  propôs  uma formalização em que tempo e espaço passam a fazer parte de uma única estrutura geométrica e estática, esse novo e surpreendente conceito foi apresentado em um trabalho publicado em 1908, no qual ele ampliava o trabalho de Einstein sobre a teoria da relatividade restrita.

Minkowski: «Cavalheiros! Os conceitos de espaço e tempo que gostaria de desenvolver perante vós erguem-se do solo da Física experimental. Aí reside a sua força. As suas tendências são radicais. Doravante, o espaço só por si e o tempo só por si irão mergulhar totalmente na sombra e somente uma espécie de união entre os dois continuará a ser real.»

Foi Minkowski o primeiro a mostrar que o conceito de espaço e tempo como uma entidade única, ou seja, o contínuo espaço-tempo de quatro dimensões, permitia um melhor entendimento dos fenômenos relativísticos da teoria de Einstein. Leia o resto deste post »

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Unus Mundus

Publicado por adi em abril 4, 2011

Jung  reconhece que desde o século XVI, o alquimista Gerard Dorneus discípulo de Paracelso, já tinha conhecimento do aspecto psicológico do casamento alquímico e o entendeu claramente como aquilo que hoje é concebido como processo de individuação.

A alquimia empenhou-se em investigar aquele efeito que iria remediar não somente a desarmonia da natureza, mas também os conflitos psíquicos (aflições da alma) e dar-lhes o nome de pedra filosofal. Ela tornou a descobrir  nisso a antiga verdade que cada operação dessa espécie significa ao menos uma morte figurada (transformação), o que explica a forte aversão que sente cada um que se dispõe a entender suas projeções, e com isso a natureza de sua anima.

Vale recapitular um pouquinho sobre os dois primeiros graus da coniunctio:

União mental: Esta primeira etapa está relacionada com a nigredo e é equivalente como uma distinção dos conteúdos inconscientes. Porque ainda não se tem conhecimento deles, é como se fosse uma massa informe e confusa do inconsciente pessoal do qual o indivíduo vai tomando conhecimento, equivale ao autoconhecimento.

Uma vez que a alma, como diz Dorneus, ocupa uma posição intermediária entre o bem e o mal, tem o discípulo, toda a sorte de oportunidade para descobrir o lado sombrio de sua personalidade, os desejos e motivos de menor valor, as fantasias infantis e os ressentimentos, enfim todos traços do temperamento que a gente procura esconder de si próprio.

Expressa na linguagem dos filósofos herméticos, a confrontação da consciência com o que se acha no fundo da cena, a chamada sombra, corresponde à união do espírito e da alma na unio mentalis, ou o primeiro grau da coniunctio. Significa o mesmo que o afastamento da realidade sensível, o retraimento das projeções fantasiosas que alimentam e conferem “às dez mil coisas” (o mundo)  uma aparência tanto atraente como falaz. Seria o mesmo que introversão, introspecção e meditação, ou seja, perscrutação e conhecimento dos desejos e de seus motivos. Leia o resto deste post »

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2012: Será o fim??

Publicado por adi em janeiro 17, 2011

Nós já ouvimos muito falar sobre o fim do mundo, que segundo algumas profecias ocorrerá em dezembro de 2012. Eu me lembro bem que esse assunto cheio de previsões catastróficas e assustadoras começou a circular desde os anos 90. No caso, naquela época, a data estava prevista para o ano 2000, mas como nada aconteceu, remarcaram nova data de acordo com o calendário Maia.

Eu nunca acreditei  nessas previsões, não mesmo!! Nunca teve muito sentido pra mim, pois eu não conseguia entender o porque mensagens teoricamente de “seres” iluminados espalhariam pânico e medo. Desde sempre, o Apocalipse de São João nos relatou esse fim de forma simbólica, e por isso mesmo nunca apontou uma data. Na verdade o Apocalipse tem um outro sentido de fim do mundo, é um sentido totalmente esotérico  no bom sentido da palavra (não esquisotérico), da mais profunda transformação interior, talvez mais pra frente a gente troque opiniões aqui sobre o sentido e significado do Apocalipse.

Enfim, acho que muitos já leram também sobre as profecias Maias. Mas o que vale ressaltar é sobre o calendário Maia, e sobre a data de 21/12/2012. Leia o resto deste post »

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O tambor no xamanismo e o efeito do som

Publicado por adi em setembro 14, 2010

Um dos principais intrumentos na prática de magia e ritualística dos xamãs é o tambor. Segundo Mircea Elíade, o simbolismo do tambor é complexo e suas funções mágicas são múltiplas. O tambor é indispensável durante o ritual, seja por levar o xamã para o “centro do mundo”, por permitir que ele voe pelos ares, por chamar e aprisionar os espíritos, seja, enfim, porque a tomborilada permite que o xamã se concentre e restabeleça o contato com o mundo espiritual que está prestes a percorrer.

Tanto a caixa quanto a pele do tambor constituem instrumento mágico-religiosos, pois a escolha da madeira/árvore com a qual será fabricada a caixa do tambor depende dos “espíritos”, ou de uma vontade trans-humana. Esse costume da árvore ser escolhida pelos espíritos sugere que a árvore concreta foi transformada pela revelação espiritual e que, na realidade, deixou de ser uma árvore profana e passou a representar a própria Árvore do Mundo. A membrana de pele do tambor dos xamãs siberianos normalmente é de rena, alce ou cavalo e representa o espírito do animal primordial que é a origem de sua tribo, portanto, é seu espírito auxiliar mais poderoso e quando penetra no xamã, este se transforma no animal mítico teriomórfico.

Em diversas tradições, o ancestral mítico teriomórfico vive no mundo subterrâneo, perto da raiz da Árvore Cósmica, cujo topo atinge o céu. Por um lado, o xamã ao tocar seu tambor, voa em direção à Árvore Cósmica, e devido a isso, o tambor contém muitos símbolos ascencionais. Também, devido suas relações místicas com a pele do tambor, o xamã consegue compartilhar da natureza do ancestral teriomórfico, ou seja, consegue abolir o tempo e recuperar a condição original de que falam os mitos.Tanto num caso como no outro, estamos diante de uma experiência mística que permiter ao xamã transcender o tempo e o espaço. A metamorfose em animal ancestral e o êxtase ascensional são expressões diferentes, porém equiparáveis, de uma mesma experiência, a transcendência da condição profana, a recuperação de uma existência paradisíaca perdida no final dos tempos míticos. Leia o resto deste post »

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Rick Strassman – DMT e a Glândula Pineal

Publicado por adi em setembro 1, 2010

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Bem X Mal

Publicado por adi em agosto 24, 2010

Uma questão que sempre intrigou a humanidade é como entender esse problema do “mal”. Muito embora esteja relacionado com as questões dos opostos que abrange toda a criação, essa questão do bem X mal é a que mais impressiona o ser humano.

A pergunta que não cala é : Se Deus é a perfeição e a bondade absoluta, e sendo Ele o criador de todas as coisas, porque então existe o mal? Teria Deus criado o mal?

Pois é, o cristianismo sempre enfatizou o “inimigo, opositor, tentador, a besta, o Anti-Cristo”, causa de todo o mal, também conhecido como Satanás, Diabo, Lúcifer, entre outros nomes, e nem preciso dizer como esse mito “cresceu” demais no imaginário das pessoas e do quanto esse mito isentou as responsabilidades humanas. As origens desses nomes estão espalhados em vários textos na internet, inclusive desmistificando essa crença nesse “Ser/Entidade” que possui todas as qualidades maléficas. Ainda assim, esses ótimos textos, continuam não explicando a raiz e origem do mal no mundo, posto que aprendemos que da parte de Deus há somente o bem. As religiões cristãs, maiores divulgadoras do “Tinhoso”, explicam muito menos. E assim esses fatores irreconciliáveis continuam em eterna luta na nossa mente.

Já as tradições esotéricas, embora sempre muito veladas, nos ensina que a  Divindade ou Deus É o Todo, e engloba todas as coisas existentes. Sendo assim, engloba tanto o bem quanto o mal, e esse é um dos segredos mais bem guardados, revelado somente aos seus iniciados de elevado grau na ordem. Mas há  pistas nos livros, muito embora essas pistas sejam simbólicas e alegóricas, dá pra montar um quadro do que se encontra por trás do mito. Bom, naturalmente, são minhas próprias conclusões, e vou tentar ser o mais clara possível, pra trocarmos boas idéias e discorrer sobre esse assunto fascinante.

Posto isso, minha questão pessoal, se refere não ao fato de conhecermos a mitologia e origem dos “nomes” do mal, nós sabemos dessa extensa mistificação, principalmente pela igreja Católica. E saber desse mal entendido e mesmo invenção, não justifica o fato de haver mal no mundo. Que o ser humano é cruel, nós vemos todos os dias no noticiário, mas seria o mal/crueldade pertencentes somente ao humano? ou é uma questão da vida como um todo? Leia o resto deste post »

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Idealismo Monista

Publicado por adi em julho 5, 2010

A antítese do “realismo materialista” é o “idealismo monista”. Segundo a filosofia do idealismo monista, a “consciênca” é fundamental, e não a matéria. Tanto o mundo da matéria quanto os dos fenômenos mentais, como por exemplo o pensamento, são criados pela consciência. Além das esferas material e mental (que juntas, formam a realidade imanente, o mundo da manifestação), o idealismo postula um reino transcendente, arquetípico, de idéias, como origem dos fenômenos materiais e mentais. Importa reconhecer que o idealismo monista é, como o nome implica, uma filosofia unitária. Quaisquer subdivisões, como o imanente e o transcendente, situam-se na consciência. A consciência, portanto é a realidade unica e final.

No ocidente, a filosofia do idealismo monista teve em Platão seu proponente mais conhecido. Platão em A REPUBLICA, deu-nos a famosa alegoria da caverna. Essa alegoria ilustra com clareza, os conceitos fundamentais do idealismo. Platão imagina seres humanos sentados imóveis numa caverna, em tal posição que estão sempre voltados para a parede. O grande universo no lado de fora é um espetáculo de sombras projetadas na parede e nós,  seres humanos, somos observadores de sombras. Vemos sombras-ilusões que confundimos com a realidade. A realidade autêntica está às nossas costas, na luz e formas arquetípicas que lançam suas sombras na parede. Nessa alegoria, os espetáculos de sombra são as manifestações imanentes irreais, na experiência humana, de realidades arquetípicas que pertencem a um mundo transcendente. Na verdade, a luz é a unica realidade, porquanto ela é tudo que vemos. No idealismo monista, a consciência é como a luz na caverna de Platão. Leia o resto deste post »

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Fenômenos Psíquicos

Publicado por adi em maio 13, 2010

No final de semana passado assisti dois filmes, interessantes no sentido em que  retratam bem sobre aspectos do “psíquico” em nós, assunto esse que tem me interessado já a algum tempo, e assistir os filmes foi o gatilho que precisava pra atualizar essas questões cá comigo. Ao mesmo tempo, precisava fazer as associações certas que fizesse sentido, e  entender (se é que isso seja possível), como tais coisas ocorrem.

Os filmes em questão, Caso 39 e Contatos de quarto grau ( este já havia assistido no cinema), e que não pela história em si, os roteiros são fracos até, fictícios eu sei, mas por tratarem ambos de tipos diferentes de  possessão, no filme Caso 39 de uma possessão demoníaca, e no filme Contatos de quarto grau, excluindo toda a historinha montada pra parecer verídico, sabemos que em casos relatados através de hipnose, de abduções ditas verdadeiras, é mais ou menos como demonstrado no filme, o que nos lembra em muito como possessão de alguma força, que muito embora se manifeste no indivíduo, parece como que vinda de fora, que não  pertence ao indivíduo.

Se juntou a isso, um monte de dúvidas sobre o “plano astral e mental” descrito pela Teosofia,  e também descrito pelo Espiritismo numa versão parecida, entre outras correntes esotéricas que também descrevem, como sendo planos povoados por espíritos desencarnados, ou seres, de todos os tipos, desde  os maléficos até os bondosos e angelicais, mestres ascencionados, etc, etc. De como contatamos esses seres, recebemos mensagens, ou no caso dos maléficos, somos possuídos por eles contra nossa própria vontade, etc.

E tentar entender; porque, pra mim, não é suficiente acreditar que se trata de entidades ou seres desencarnados num plano mais evoluído, que por sinal é uma cópia idêntica daqui, só que mais sutil, e ainda outros tantos planos e divisões hierárquicas (essa palavra sempre me disparou um alerta interior) cada qual mais sutil e elevado; ou que seres extra-terrestres estão a nos contatar, abduzir, fazer experimentos e apagar nossa memória, ou então vieram pra nos ajudar em nossa evolução ou nos salvar. Não que fantasmas, espíritos ou extra-terrestres não existam, há uma hipótese provável que sim, eles existam, bem como há uma hipótese provável de que nada disso exista e que tais fenômenos não passam de fantasias ou ilusões criadas na mente. Leia o resto deste post »

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A TIRANIA DO EGO

Publicado por adi em maio 3, 2010

Há ainda muita confusão sobre o processo de “individuação” de Jung, talvez porque a palavra “individuação” nos faz pensar em indivíduo, e indivíduo significa pessoa, sujeito, que também pode ser uma individualidade , ou seja, aquilo que constitui o indivíduo, o caráter ou personalidade.  Talvez porque esse processo seja também equivalente ao processo de desenvolvimento espiritual, e os teósofos sempre se referiram ao Espírito ou Centelha como “eu superior”,  termo esse inadequado pra designar o Espírito, o atemporal.  Fato é que,  por causa dessa confusão, muitos igualam/equiparam o “ego” com a consciência, algumas vezes Jung escreveu de forma ambígua a esse respeito, por isso, interpretam esse processo de individuação como uma “identificação” do ego  com a Centelha/Espírito.

Tem sido muito difundido ultimamente por modalidades diferentes de psicoterapia e psicanálise que o processo de individuação ou realização espiritual se refere como uma “espiritualização do ego”,  da conexão do ego com o divino,  da identificação do ego  com o Espírito, da ligação do ego com a Essência/Centelha, fonte última de força, de onde o ego conectado expressa essa força (poder)  e retira dela (força)  resultados concretos, como “sacudir as fundações do mundo” ou “grandes reformas sociais”, e que o “ego é uma gloriosa manifestação do Espírito”. Isto posto, fica claro que o objetivo dessa postura/interpretação é colocar os poderes do plano espiritual  subordinados  ao “grande ego” que expandiu seus limites ao ponto de abarcar essas forças. Essa postura que vem sendo muito difundida, confundindo em muito a mente das pessoas, também pode ser descrita como “fortalecimento do ego”,  e que, esse processo, visa a plena adaptação à vida tal qual ela é, ou seja, a adaptação ao que aprendemos a chamar de “realidade”. Essa adaptação, é exatamente o que contribui para manter as pessoas acorrentadas ao sistema de dominação, ou sístase.

Em total oposição a essa interpretação, sempre se mostraram as religiões e filosofias, especialmente as orientais, que sempre enfatizaram a “transcendência do ego”,  pois o ego é o principal obstáculo à realização espiritual. Alguns místicos também se referem a essa mesma transcendência do ego, de forma “simbólica e metafórica”, como sendo a morte do ego, ou seu aniquilamento.

E aqui surge um novo problema, porque segundo essas modalidades de psicoterapia, a transcendência do ego implica em “incluir” o próprio, e a ausência do ego acarretaria em psicose, ou seja, delírios e alucinações, além de perda cognitiva – escolhas, julgamentos e decisões – e não em “iluminação”.

Obviamente, em portadores dessa patologia tal coisa é assim, e os hospitais psiquiátricos podem comprovar, mas isso não significa que tais pessoas possuem tal patologia em consequência de suas buscas espirituais, muito menos podemos comparar um Krishnamurti, um Ramana Maharshi , ambos grandes sábios iluminados de nosso tempo, com os portadores de psicose. Essa interpretação não parece satisfatória. Leia o resto deste post »

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