Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

A diferença entre magia e magia negra

Posted by adi em julho 13, 2011

Muitos acreditam que praticar magia está relacionado a criar efeitos mágicos como fazer chover, enriquecer, parar uma tempestade, ou seja, controlar os elementos da natureza, obter poder e controle até mesmo sobre outras pessoas, entre outras proezas. Por isso os ingênuos e iludidos e também os mal intencionados participam dos muitos grupos de magia espalhados pela net com o único intuito de tais proezas.

Depois da febre que o livro “O Segredo” causou por ter disseminado que tudo é possível de se criar nesse nosso universo material, e de que querer é poder, partindo do pressuposto de que se seguir  determinadas fórmulas e práticas mágicas que eram de conhecimento dos bem sucedidos, sábios e ricos homens do passado, práticas essas que pertenciam à determinadas ordens herméticas e secretas, é indiscutível que muito do interesse na prática da magia atualmente, esteja voltado pra esses interesses materiais citados acima.

Uma das primeiras coisas que se ensina na prática da magia é como criar uma forma pensamento bem definida, associada com a vontade e com o sentimento, porque o quanto mais ela for definida muito maior a probabilidade dela se materializar. E nunca antes as pessoas gastaram tantos neurônios e tempo visualizando a “ferrari” na garagem e uma casa dos sonhos.

E só pra ficar claro, eu não estou dizendo que sonhar com essas coisas seja errado, ou que pensar em ganhar dinheiro e ficar rico seja errado também. Não é esse o sentido do post, mas é sobre a utilização da magia com esse intuito.

Ainda assim, já que a fórmula do “segredo” não é mais assim, digamos, o “segredo”, se hoje magia está disponível pra todos, porque ainda as dificuldades financeiras continuam as mesmas e também não se obteve poder mágico ?

É muito interessante que as pessoas falam que não existe magia negra, que existe “a magia”, e que pode ser usada pra tudo na vida, sem entender de fato o que é magia, sem compreensão nem do básico do principal fundamento da “magia”  que é a imaginação e de como ela realmente funciona e porque funciona.

Notamos como determinados conhecimentos foram distorcidos ao ponto de se adequarem as intenções pessoais de cada um, e o fundamento principal se perdeu há muito, muito tempo. Os novos estudantes começam a praticar magia e já vão direto às evocações da goetia, já vão direto aos poderes dos elementos, e nem sequer ao menos praticam o ritual do pilar do meio, nem sequer fazem invocação ao Deus interior como suporte e proteção. E ainda se gabam de que magia funciona mesmo sem o fundamento espiritual.

Essas pessoas, iludidas, estão praticando magia negra sim, sem se darem conta do porque há essa diferença, ou onde está essa diferença. Em seus anseios pela busca de sucesso, poder, controle e dinheiro, não se importam de onde vem ou de onde são retirados as energias criadoras que irão concretizar ou materializar o “sonho”. E para não assumirem  responsabilidades, alegam que magia é magia e que não existe magia negra ou magia branca.

Existe diferença sim, e eis o porque dessa diferença, que considero muito importante ser do conhecimento, caso o estudante sério não queira assimilar mais karma ou se envolver ainda mais nas teias da ilusão.

O fundamento principal da magia, é a Divina Imaginação que brota/emergi da “FONTE” infinita da VIDA. Ela é água da vida, o Si-mesmo, o Deus interior e está disponível pra todos, é também a própria vida manifesta e tudo o que existe. Mas essa fonte de poder só atua na vida de cada indivíduo de forma inconsciente e, muito, muito limitada e distorcida. Na maioria dos indivíduos os principais chacras e os canais, ou nadis espalhados pelo corpo estão praticamente fechados, se encontram bloqueados por formas pensamento distorcidas e limitadas, adquiridas de vidas passadas e germinando de acordo com nossa cultura, família, etc. Nem preciso dizer que se trata do tão mal afamado “ego”. Lógico que ele se “mantém” e sobrevive da “estrangulação e limitação” do fluir incessante da “Fonte”, pois este fluir destruiria o ego. Claro que também já sabemos que até um certo ponto do desenvolvimento isso se faz totalmente necessário para o fortalecimento da consciência.

O problema com relação à pratica da magia ocorre quando, ao invés do indivíduo se utilizar da magia pra desfazer esses bloqueios, que são as formas pensamentos limitantes, se utiliza da magia pra adquirir poderes que reforçam ainda mais os laços do ego. Nem preciso dizer que magia pra satisfazer os desejos do ego é magia negra sim.

O ego pensa que pode controlar a força divina através da magia e utilizá-la ao seu bel prazer, e o grande engano dos estudantes é confundir a Verdadeira Vontade descrita por Crowley, com a pequena vontade e desejo do ego.

O que se adquire  baseado na pequena “vontade do ego” ou do “eu”, se cria/adquire à partir de um poder que o ego não tem. Se cria à partir da energia que já está manifestada e materializada na vida, se cria à partir das energias astrais da esfera de maya, dos planos das personalidades humanas, daquilo que já está manifesto, e nesse sentido é “usurpar” poderes já existentes, porque de um modo geral, quando o indivíduo cria uma forma pensamento, mas ainda este não tem um canal de comunicação aberto com a energias primordiais, ou o Si-mesmo,  estas formas pensamento desconectadas da FONTE, carecem da energia primordial infinita, e usurpam seu poder do que já está manifestado e criado.

E esse é o motivo e unica razão de se criar cascas à partir de cascas, de “usurpar” poderes já estabelecidos, e se chama “usurpar” sim, porque se faz em nome de algo (ego/eu) que não tem poder por si próprio. É criar a partir do que já está criado, é destampar um buraco pra tampar outro. E  nesse sentido é magia negra, se emaranhar muito mais na ilusão sem buscar o essencial, é lutar contra a natureza, é um preço muito alto a pagar, usar de força e lutar contra os princípios, é sem moral. É  a mesma ação dos governos, das grandes corporações e de todo o sistema de aprisionamento, no sentido que o poder que eles têm é usurpado do povo, e de tudo o que existe. Aqueles que não tem energia ou poder próprios sugam a energia e o poder dos outros.

Por isso, o melhor sempre mesmo é usar do tempo que temos disponível e de nossas energias pra praticar a magia  com a unica intenção do nosso aprimoramento pessoal, do auto conhecimento e da  busca da condição espiritual. A transformação pessoal do chumbo em ouro divino é a maior magia que pode existir e também o seu real propósito.

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25 Respostas to “A diferença entre magia e magia negra”

  1. Sem said

    Uau! Acho que é tudo isso o que disse, uma excelente análise do que acontece hoje, das motivações que levam tantos a se interessarem por magia e porque ela está tão em moda. No fundo, no fundo, é a velha busca pelo poder… para fazer valer-se acima dos demais.

    Mas que pode haver de errado com isso? nada, no sentido de que não há nada de errado com a afirmação de uma individualidade, posto que é a manutenção dela mesma a própria afirmação da vida. Isso de afirmar-se é a própria vida em manifesto, a tal da alegria spinozista e a potência nietzschiana. O problema é achar que só é possível existir nesse nível afirmativo retirando-se – a vida, a força – do outro e não buscando-a do seu próprio interior… Nem Nietzsche, nem Spinoza disseram de que é para além de si que se vive, eles são muito afirmativos nesse sentido, não são reativos… Nem é o que eu entendo pela realização de nossa Verdadeira Vontade. A Verdadeira Vontade – como está em História sem Fim, aquele livro mágico do Michael Ende – não dita que sua realização acontece por motivos parciais, ao contrário, é a realização da alma do mundo, do conjunto de tudo o que existe acontecendo… E só quando o “mago” (ou sábio, ou mestre, ou xamã, o que for…) está afinado com isso, é que ele verdadeiramente se torna um mago ou o que for, e pode dizer ao mundo para que a sua vontade se realize, e ela se realizar, então ele pode invocar deuses e esses o atenderem, porque ele se fez à vontade da alma do mundo, e não o contrário… porque não é ele que faz e que acontece, é a sua alma – presa de uma rede de interdependências, daí não existe mais diferença entre a sua vontade e a da Natureza…

    Esse negócio de “magia negra” é então o modo pessimista de olhar para a vida como a um lugar sem amor, achar que existe uma quantidade limitada de vida disponível e de que se o outro a possuir, não vai sobrar pra mim… Começa-se então uma guerra inútil, insana, e perdida, em que no final todos vão sair perdendo: de desvalorizar-se ao outro para se auto-validar, de deprimir-se ao outro para se elevar, de aprisionar ao outro para se libertar, de assassinar o outro para viver… Quando num nível mágico – do plano espiritual – tudo o que se faz com o outro é a nós próprios que estamos fazendo…

    Então, eu não sei, acho que isso de magia negra, pode ser que não exista mesmo, no sentido de que ou existe magia ou não existe magia nenhuma, – e magia negra não é magia de espécie alguma… Agora, sim, existem práticas de luxúria, avidez, orgulho, gula, ira, vaidade…

  2. adi said

    Como eu havia lhe dito antes, todas as minhas reflexões com relação à esse post e também sobre o karma, nasceram do post sobre tiphareth, que já o tenho pronto, mas que precisa ser montado com lógica e coesão. São pontos do caminho que estão interligados, pois, o caminho iniciático ou de individuação se preferirem, não pula estágios, não dá saltos, não basta praticar diariamente o ritual de Abramelim o mago por seis meses, não é assim que funciona. Há um processo muito mais profundo, muito maior, que envolve karma, formas-pensamentos viciosos e repetitivos, conflitos, enfim, nossa psiquê embaralhada, misturada e bagunçada… e é meio assim que nossa vida se manifesta no começo do caminho.

    Nossa meta maior é atingir tiphareth, o centro do caminho entre a personalidade, e o Si-mesmo. Mas o Si-mesmo só começa se manifestar quando nossas portas estiverem relativamente abertas, quando atingirmos equilíbrio em nossas forças elementais, ou dos quatro elementos básicos que compõem nossa personalidade. Antes disso, o Si-mesmo não se manifesta.

    Mas é um processo de crescimento e de realização pouco a pouco, e em conjunto com isso a vida vai fluindo mais livremente, porque há menos obstáculos da personalidade.

    > Mas que pode haver de errado com isso? nada, no sentido de que não há nada de errado com a afirmação de uma individualidade, posto que é a manutenção dela mesma a própria afirmação da vida. Isso de afirmar-se é a própria vida em manifesto, a tal da alegria spinozista e a potência nietzschiana. <

    Só que essa afirmação de uma individualidade é falsa antes de se atingir tiphareth, é uma individualidade em desacordo com a tal alegria de Spinoza, não é a potência de Nietzche, e é exatamente essa a maior confusão das "individualidades" de hoje, é exatamente essa minha crítica aos magistas atuais, porque eles se baseiam na vontade do "ego", do "eu", e essa vontade via de regra está totalmente em desacordo com o Si-mesmo que é a verdadeira vontade de potência, ou de se realizar o mundo.

    Deixa eu arranjar um exemplo da atuação da Verdadeira Vontade: Em determinadas situações da vida em que dizemos "eu não quero fazer isso, mas eu tenho que fazer", é uma força maior que nós. Eu não sei como explicar isso direito, mas às vezes é uma mudança radical que temos que fazer, e é como apartar de tudo que nos era muito querido e começar de novo de forma diferente. Quem em sã consciência deseja deixar suas coisas queridas e viver uma realidade que só deus sabe? ninguém quer sofrer, mas temos que fazê-lo, não está ao nosso alcance dizer não. Há pessoas que nessa negativa de seguir esse chamado, perdem tudo e têm que recomeçar de maneira muito mais dolorosa até.

    Eu posso estar completamente errada, mas eu tenho cá comigo, que o Si-mesmo se manifesta mostrando justo aquilo que o ego não quer ver e aceitar, são seus próprios padrões de comportamento repetitivos, que de certa forma atrapalha e limita a própria vida. Da minha forma introspectiva que tem o inconsciente extrovertido, eu percebo dessa maneira. Mas é um padrão que já notei em outras pessoas queridas próximas minha. E percebeo também que enquanto nós não mudarmos interiormente o padrão se repete na vida, e como eu falei, via de regra, não está em acordo com o Si-mesmo.

    Olha, mas sou muito ruim em explicar, rsrsrs. Eu diria que o Si-mesmo se projeta para a vida, e vai passar pelos nossos filtros e bloqueios, esses que são exatamente o que o "ego" não quer ver, e que foge dessa dor, porque o destrói devagarinho; mas é exatamente dessa forma que a vida vai se apresentar, sofrível e em desacordo com os desejos pequenos do ego. Na medida que o ego vai se desarmando e se desconstruindo, a energia do Si-mesmo flui mais livremente, e é como estar em acordo com essa força. E só pra terminar, essa harmonia ou esse acordo se dá mais efetivamente quando o indivíduo realiza tiphareth. E então é realmente e de fato como dito por você aqui abaixo, ou lá de cima de onde colei, rsrs:

    " E só quando o “mago” (ou sábio, ou mestre, ou xamã, o que for…) está afinado com isso, é que ele verdadeiramente se torna um mago ou o que for, e pode dizer ao mundo para que a sua vontade se realize, e ela se realizar, então ele pode invocar deuses e esses o atenderem, porque ele se fez à vontade da alma do mundo, e não o contrário… porque não é ele que faz e que acontece, é a sua alma – presa de uma rede de interdependências, daí não existe mais diferença entre a sua vontade e a da Natureza… "

    Exatamente Sem, não é mais a pequena vontade do indivíduo, mas a Vontade Maior ou do Si-mesmo que se realiza no mundo, e por isso mesmo, e por essa razão, não há mais karma, existe somente a VIDA em ação no mundo.

    "Esse negócio de “magia negra” é então o modo pessimista de olhar para a vida como a um lugar sem amor, achar que existe uma quantidade limitada de vida disponível e de que se o outro a possuir, não vai sobrar pra mim "

    É desse jeito mesmo, é estar desconectado da fonte e querer a qualquer preço, não importa da onde se retira a energia, não importa a vontade ou livre arbítrio do próximo, é que se faça a "minha vontade" e dane-se a do vizinho, ou do amante. Quantos não se utilizam da magia pra prejudicar outros, pra trazer um velho amor mesmo se ele está feliz com outra, por pura inveja fazer os negócios alheios darem mal, e por aí vai. Mesmo que se pense que não se está atrapalhando ninguém praticando magia, se não se está conectado à fonte, vai tirar do universo criado.

    "Então, eu não sei, acho que isso de magia negra, pode ser que não exista mesmo, no sentido de que ou existe magia ou não existe magia nenhuma, – e magia negra não é magia de espécie alguma…"

    Bom, é o nome que se dá pra esse tipo de prática que visa fins puramente egoístas e em desacordo com as leis cósmicas maiores. Por isso também se diz, "mago negro" quando o indivíduo não realiza a travessia do abismo e se perde em dispersão, ou seja, perde totalmente a conexão com a divindade e sobrevivi de usurpar poderes. Essa é a atuação do verdadeiro mal do mundo, que é muito diferente do bem/mal representado pelas energias opostas/contrárias da Árvore da Vida, ou Ying/Yang, feminino/masculino, Lua/Sol, etc.

    É um assunto muito interessante que vale um belo post futuramente.

  3. adi said

    Nossa, agora que percebi, o comentário ficou do tamanho de um post… rsrs

    Desculpa pessoal, ;)

  4. Sem said

    “Dizem que a história favorita do dr. Jung era algo assim: A água da vida, desejando se tornar conhecida na face da Terra, jorrava de um poço artesiano e corria sem esforço nem restrições. As pessoas vinham beber a água e ficavam nutridas, pois ela era muito limpa, pura e revigorante. Mas a humanidade não se contentou em deixar as coisas nesse estado paradisíaco. Gradativamente começou a murar o poço, cobrar entrada, reivindicar a posse da propriedade ao redor do poço, fazer leis bem elaboradas quanto a quem teria acesso ao poço, colocar cadeados nos portões. Em breve o poço se tornava propriedade dos poderosos e da elite. A água ficou zangada e ofendida; parou de correr e foi jorrar em outro lugar. As pessoas a quem pertencia a propriedade ao redor do primeiro poço estavam tão entretidas com seu sistema de poder e de propriedade que não perceberam que a água havia desaparecido. Continuavam a vender a água inexistente, e poucas perceberam que o verdadeiro poder não existia mais. Mas algumas pessoas insatisfeitas muniram-se de grande coragem e foram em busca do novo poço artesiano. Em breve esse poço também caiu sob o controle dos proprietários de terras e o mesmo destino se abateu sobre ele. A fonte tornou a se transferir para outro lugar – e assim a história vem se repetindo.

    Essa é uma história muito triste, e Jung se sensibilizou especialmente com ela, pois viu como uma verdade fundamental pode ser mal usada e distorcida num jogo egocêntrico. A ciência, a arte e especialmente a psicologia têm sido vítimas desse processo obscuro. Mas a maravilha da história é que a água está sempre correndo em algum lugar e está disponível a qualquer pessoa inteligente que tenha a coragem de procurar a água da vida na sua forma atual.”

    É assim que o Robert Johnson introduz ao seu livro “Magia Interior”, alertando que as principais características da fonte de onde jorram as águas da vida são a gratuidade e a abundância, e de que ainda hoje elas permanecem frescas e vivas como sempre foram, o único senão é que elas costumam fluir de lugares insuspeitos, como a Sombra…

    Eu acordei pensando nesse livro hoje, fui lá buscar e reli sua introdução. Acho justo que traga aqui para dividir com todos, o pequeno texto faz com o post uma ponte, é essa busca pessoal de nós todos por fazer ouro de nosso chumbo…

    Adi, olha aqui um mimo para o Antony. Hoje eu acordei e algumas coisas fizeram sentido… rs

    http://sopoesia.wordpress.com/2011/07/15/enlaces/

    Bom final de semana!

  5. adi said

    Sem,

    Puxa adorei o mimo pro Antony, mandei o link pra minha filha e ela amou. Obrigada, quando eu for pro Brasil em Novembro vou contar pessoalmente pra ele, tenho certeza que ele ficará muito feliz, rsrs.

    Quanto à essa introdução de Robert Johnson em seu livro “Magia interior”, perfeito, muito bom vc ter lembrado e compartilhado conosco. É exatamente esse o sentido do post.

    Vou me empenhar pra terminar esse final de semana o post sobre Tiphareth, acho que vai ficar bacana. Estou com algumas idéias também pra futuros posts, sobre as reais iniciações e o que elas de fato representam, o sentido real delas na própria vida, enfim, apesar que tenho percebido que muitos desses assuntos espirituais já viraram clichê, ainda dá pra discutir sob uma nova perspectiva…

    Obrigada e bom final de semana pra vc também!

  6. Elielson said

    A kind of magic…
    Bom dia procês :D
    Eu, posso em instância particular ter por certo aquilo que particularmente compreendo, em pouco tempo provo algo a mim mesmo. Já quando se fala em convenção, o estágio inicial é o embate de contraprovas, que se não abala a fé, lança o eu na epopéia de instalação de uma idéia reformadora a ser usufruida por um mundo que parece… um tanto… ingrato.
    Então há quem pegue um conjunto de fatos e monte seu negócio, as técnicas estão aí, a genialidade as vezes tem dois ou mais interesses, então sempre tem mão-de-obra pra quem quer fazer um teatro paranormal, então, se torna-se um negócio, e se dá lucro… desde a cabana do pai tomáz até o partido no poder, bem, é magia negra sim, pois são idéias… um tanto quanto desrespeitosas com aquele troço de imagem e semelhança que dá a deixa pra que o homi saque qualé, porém são idéias práticas, e pq não…( ai que vêm o fato mais escandaloso) úteis. Ui, já pensou se certas ovelhas não tivessem rebanho? Iriam encasular e tornariam-se alcatéia.
    Há o eu que fica surfando no abismo mesmo, sem pegar lascas objetivas pra fazer trilhas turisticas em território, hmmm que naquela primeira instância lá ainda é magico-comum, pq estar vivo é natural, mas sei lá, tem horas que é meio sobrenatural estar vivo, nénão? Vai ver que eu to viajando… :)
    Mas tem outra questão que é importante, há como misturar magia negra e consciência? Se há… que consciência é essa? Enfileirando as consciências pra esse lance de vontade prevalecendo sobre vontade, será que a primeira vontade errante desencadeou um reflexo continuo? Um reflexo que mesmo tendo o portador de tal vontade ido pro cal (como diz o filosofo), ainda exerce uma gravidade que faz a consequência se estender pela linha do tempo sugando pra uma inconsciência com “sensação consciente” todo aquele que escolhendo o mal ( o simbolicamente oposto ao que quer pra si aplicado ao outro) acha que está no dominio da parada?
    É mais do que intrigante, mais ainda quando se diz que isso é um tipo de liberdade, pois eu não to falando das ações que se tomam prevendo curvas que resguardam a vida do individuo, eu to falando dessa perseguição destrutiva e autodestrutiva que insistem em continuar, perseguição objetiva, aquela que faz com que coisas não se digam por medo, e que mate-se pra que coisas não se digam, falo das hipocrisias que ao invés de ficarem feridas e morrerem nos corações, ferem, e matam qualquer coração que não seja um bom hospedeiro, subterfúgios, que tornam os debates desprezíveis mas os crimes, “efeito de liberdade”.
    Bjão saudade docês.
    A kind of magic … magic….

  7. adi said

    Oi Elielson, que coisa boa demais ler vc, estava com saudades docê também…

    É assunto controverso, né? eu sei disso, e ainda mais que por vezes quando escrevemos um post e pra ele não ficar gigante, somos meio que forçados a dar ênfase a um lado só do assunto, e sobre magia, por ex acima, a ênfase foi no aspecto do que considero magia “sem” o fundamento principal, fundamento esse que é se apoiar no aspecto “divino” do indivíduo. E lendo vc, dá pra perceber ainda esses mesmos aspectos sobre outras perspectivas…

    -| Já quando se fala em convenção, o estágio inicial é o embate de contraprovas, que se não abala a fé, lança o eu na epopéia de instalação de uma idéia reformadora a ser usufruida por um mundo que parece… um tanto… ingrato. |-

    E é até natural que seja assim a principio, a gente percebe que faz parte do processo a instalação de uma ideia reformadora, que de fato teve um efeito “renovador e transformador” naquele que a concebeu e a vivenciou.

    -| Então há quem pegue um conjunto de fatos e monte seu negócio, as técnicas estão aí, a genialidade as vezes tem dois ou mais interesses, então sempre tem mão-de-obra pra quem quer fazer um teatro paranormal, então, se torna-se um negócio, e se dá lucro… desde a cabana do pai tomáz até o partido no poder, bem, é magia negra sim, pois são idéias… |-

    Vc tocou num ponto que me fez lembrar da “imitação”, é o que a igreja de Roma também prega, a imitação de Jesus. É o que muitos fazem em outros tantos aspectos da vida, porque se “copia”, mas não se vivencia em si mesmo, portanto não se transforma, está vazio por dentro…

    -| Há o eu que fica surfando no abismo mesmo, sem pegar lascas objetivas pra fazer trilhas turisticas em território, hmmm que naquela primeira instância lá ainda é magico-comum, pq estar vivo é natural, mas sei lá, tem horas que é meio sobrenatural estar vivo, nénão? Vai ver que eu to viajando… |-

    Tá viajando não Elielson, é totalmente sobrenatural estar vivo tanto quanto natural. E é bem por aí, normalmente o eu fica surfando em territórios percorrido por outros, mas sem pegar lascas pra criar seu próprio território, ou seja, sem o conhecimento dele próprio.

    -| Mas tem outra questão que é importante, há como misturar magia negra e consciência? Se há… que consciência é essa? |-

    Eis aí a pergunta premiada, :). É esta a grande confusão entre consciência que a principio está identificada com o “eu”, e com a verdadeira consciência que é livre de limitações, portanto impessoal, atemporal, etc. Magia negra ao meu entender, se relaciona com a porção pequena e muito limitada da consciência identificada com o “eu”, é o próprio SI-MESMO em estado de sístase, ou seja, totalmente inconsciente. Portanto, há consciência, sempre houve, mas uma consciência limitada, egoísta, bloqueada em seu pequeno aspecto completamente separado de tudo que existe.

    -| Enfileirando as consciências pra esse lance de vontade prevalecendo sobre vontade, será que a primeira vontade errante desencadeou um reflexo continuo? Um reflexo que mesmo tendo o portador de tal vontade ido pro cal … |-

    Entendo aqui, que o princípio, a primeira causa, o primordial, ou como dito por vc, a “primeira vontade”, em seu próprio desejo de vir-a-ser, apartou-se de SI-MESMO como num esquecimento do “real” estado de ser, mais ou menos como no mito gnóstico de Sophia. É um reflexo relativamente contínuo na medida que seu ponto máximo de limitação é a cristalização do que chamamos mundo material, e que indo além de nosso corpo físico se estende ao mundo. Portanto, na medida do tornar-se “manifesto” houve a ruptura com a própria causa, por isso o esquecimento e distorção (o estado de sístase), por isso, o mal do mundo, porque obtém-se poder através do controle sobre o outro exatamente como vc citou no seu comentário acima que colei aqu : ” eu to falando dessa perseguição destrutiva e autodestrutiva que insistem em continuar, perseguição objetiva, aquela que faz com que coisas não se digam por medo, e que mate-se pra que coisas não se digam, falo das hipocrisias que ao invés de ficarem feridas e morrerem nos corações, ferem, e matam qualquer coração que não seja um bom hospedeiro, subterfúgios, que tornam os debates desprezíveis mas os crimes, “efeito de liberdade”.”

    beijão pro cê e saiba que estou muito feliz de ler você, você tem muito do pensamento deleuzeano, dá pra perceber muito disso nos seus escritos que você enviou em Dezembro, muito bom e interessante por sinal.

  8. adi said

    Num vão ficar metidos não, mas essas trocas de figurinhas aqui no Anoitan são como goles de ambrosia, ou licores dos deuses pra mim, rsrsrsrs…

    Olha só, nessa conversa toda, bom, sobre magia negra e magia branca, e sobre tudo o mais na vida. Essa é a grande, grande diferença do que é considerado “sagrado e profano”, tudo é sagrado desde que o indivíduo esteja conectado à fonte da vida, à essência que anima “um” anima tudo o mais, e todos os atos, coisas, seres e a própria vida se torna sagrada…

    Todos os relacionamentos e acontecimentos se referem na esfera da percepção que o indivíduo tem da vida, se o indivíduo está na esfera da percepção do SI-MESMO no interior, todo o exterior se transforma em Deus aos seus olhos…
    :D

  9. Sem said

    Elielson, nunca despareça por mais de um mês, sempre sentiremos sua falta por aqui e isso é muito, muito injusto! :D

    Adi, Elielson, reparei agora numa coisa, nessa capacidade que vcs têm para discussões, de esmiuçar detalhes e de analisar um problema por todos os seus ângulos possíveis. Adi é muito assim: função pensamento aguda. Elielson já mistura muito de intuição ao seu pensamento, mas sente-se que tem grande prazer em pensar: sol em libra e ascendente em sagitário descrevem-no muito bem. E eu, não sei se vcs já repararam, mas eu não tenho essa capacidade de argumentar e me ausento frequentemente desse tipo de debate. Argumento sim, muito, de outras maneiras…

    Estejam cientes de que me valho muito da discussão de vcs para ter das minhas sacações, e quase nunca reverberadas de imediato. Mas é por incapacidade minha mesmo, sinto que sou capaz de me perder do todo se me envolver na análise de suas partes, ou, talvez, diria coisas banais… O que eu faço – meu vício e meu talento – é privilegiar o todo, sempre, que eu sei é o objetivo de vcs tb, mas que o realizam por esse outro método – método, digamos, mais socrático. Tenho o vício dos intuitivos, de ver a floresta e não ver a árvore – qd vejo uma árvore, é na relação dela com o todo que estou preocupada: onde, como, porque está ali, rugosidade de tronco, folhas que fazem-na semelhante ou dessemelhante a outras, como, onde estará ela amanhã, etc. Como eu posso ter sol em virgem e tanta terra no meu mapa sendo tão pouco prática?

    Estou em férias, amigos, que delícia! Conhecem alguma poesia de férias, pq eu não conheço nenhuma… será que não se escreve nada quando nada se planeja? rs

  10. Elielson said

    Queria eu ter a classe e dominio que vcs tem pra escrever, quem sabe eu escreveria mais, daí como sei que erro de português dói no olho de quem tá acostumado a ler, tinha dado um tempinho :D

    O quanto nosso mundo é magico em relação aos mundos que passaram?

    O que é passivel de critica no nosso mundo em comparação com o que a história nos dá desde o começo da luz dos tempos, é criticavel, não por uma vontade de retrocesso ao que se supõe puro, pois isso seria apenas uma separação do que pode ter sido criado agora, querendo pertencer ao que só a noite sabe, e nem a mais fina intuição sonda a completude, pois não sabemos se algo foi alguma vez, completo. O vicio por completude nasceu agora, e cresceu quando a completude pode ser completa na metafisica, então tem perfeição pra quem quer, só que como um talvez afirmado pra se sabe onde, mas…tem também esse mundo aqui, em que estamos imersos, que num esforço negligente talvez seja idealizado como perfeito, mas pra realistas, ou pra quem sente de verdade, perfeição é só um conceito de reforma do que se vê. Mesmo as boas idéias estão cheias de paixão irresponsavel, mas o que parece frio quando é racional, não é frio, é paixão subjetiva, mas… e se só as emoções forem de fato racionais? Como uma musculatura lisa trabalhando nos orgãos…, e a razão que se passa por fria não é pratica pois é só um instinto conectado entre os seres, fazendo o hominidio um animal superior, pq engendrado nessa coletividade da comunicação e funcionalidade faz a humanidade um animal só, uma fera fria ( e a paixão subjetiva é o batimento cardiaco dessa fera), que tem nos sinais de vida genuinos algo como… um pensamento na mente de um inseto lhe instigando a aprender a linguagem humana…, assim como muitas emoções são pensamentos pedindo ao homem aprender a linguagem de Deus ou algo semelhante…, mas esse animal frio do coletivo, ao entender esse pensamento equivale a uma mosca procurando continuar voando, entre seu alimento e os inseticidas.
    A filosofia pro comportamento é infinita, infinitamente descritivel, não que por ser infinita deve-se desistir da filosofia e crer no comportamento como indescritivel por haver algum paradoxo na questão. Pois sabemos que não, sabemos que temos a intenção, mas se não sabemos O QUE ela é, não significa que não a temos. O material filosófico infinito descreve causas desde a profunda psicologia, até na imediatez superficial de uma coisa querendo ser sentida… assim que a oportunidade se apresenta, pois esse é o unico cilco de uma má vontade, uma posição de bote.
    Vontade é o principio que tá regendo, ativo na aparência ou não, se não está ativo como quer, a vontade está ativa como não deve, mas… sempre ativa como PODE.
    Quais os principios mais principais? Qual a moral implicita na vontade que regula até mesmo os reflexos? Até mesmo os reflexos oniricos? Hmm, profundo hein.
    Será que as escolhas diarias podem potencializar a ação desse principio sobre a própria ação? Até onde esse principio permite que a ação haja sobre o próprio principio? Mais fundo, to chegando no magma.
    Assim, existe algum comportamento que pode colocar toda a oscilação do carater a serviço da consciência?
    É possivel, mas também é possivel que eu seja só um idiota espantado quando vê uma chapa de raio X, ou um video de ultra-som. Credulidade pra se assustar cria sensibilidade pra se admirar.
    Algo mais sobre magia ruim: O fato de que : quem perde não é quem lança os dados, nem os crupies, nem prostitutas de cassino, nem sequer o manobrista do espetaculo, é bem vindo por toda essa galera, mas lembrem-se, quem se ferra é a semente cristica, se isso não tem valor… ótimo, quem disse que tem algum valor :) .

    Adi, Sem, vcs sempre me acolhem, eu sei, não esqueço docês não!
    Só que apesar do discurso aí, ando até a medula no trabalho, ajoelhadasso pro capitalismo, pro darwinismo social, mas não se desapontem, eu encho todos com esse papo, sirvo na taberna, mas só danço cancã por amor! :D :D

  11. Sem said

    Elielson,

    Já que vc tocou nesse assunto, “erro de português”, assunto em pauta e recentemente discutido na mídia, e por gregos e troianos Internet afora, quando daquela polêmica do livro didático para a alfabetização de adultos, que continha “erros de português”…
    Mas o que é o certo e o que é o errado na língua? E qual a relação disso com a pauta aqui discutida? Dói ler um erro – ah, dói!, mas, onde mesmo é que o erro dói? Em nossa falta por “não cumprir um dever”, como o Fernando Pessoa admitiu transgredir em seu poema “Liberdade”? E se eu errei, errei com quem? Se o erro faz parte da vida, de onde vem mesmo essa intolerância para com o erro? Da minha VONTADE de acertar ou do DEVER de acertar que nos foi embutido? Embutido, inculcado, “Inception”? Por “quem”? No xadrez existe um aforismo que diz “ganha quem erra menos”. Isso é muito verdadeiro, tanto no xadrez quanto na vida, mas, apenas, considerando-se os (bons) aspectos competitivos existentes entre as coisas… Então, escrever (ou falar, ouvir, pensar) é uma competição? Vence quem tecla com menos erros de digiutaç~ao? Ou aquele que acentua as palavras mais corretamente, ou emprega os verbos no tempo e pessoa corretos, acerta na concordância, varia aos vocábulos? Escrever é, afinal, a “Arte da Guerra”, da Gramática ou da Comunicação? Escrever é uma arte, um dom ou exercício?
    É tudo isso e mais um pouco ainda: escrever é uma ponte na qual me lanço para o encontro com o outro…

    “Quem não se comunica se estrumbica!” Essa era uma das frases mais famosa de um lendário personagem de TV de há duas ou três décadas atrás: o Chacrinha. Todo mundo que tem pelo menos 25 anos deve ter assistido pelo menos um de seus programas… Eu nunca fui muito fã do personagem, mas dessa sua frase sim… Escrever é uma arte que envolve tudo: o escritor, o leitor, a língua, a cultura, a psique, e, geralmente, os ocultos e escassos valores por trás dos seus assuntos muitissimamente variados… Basta que uma só dessas partes se ausente, ou que se anule ou não se realize, para que a magia não aconteça… Acontece que tudo o que é visto para além da aparência, visto de sua perspectiva mais profunda e ao mesmo tempo mais ampla, percebemos as conexões que se faz com o todo…
    Nisso quero me demorar ainda mais um pouco…

    Assim, trago essa pérola do Oswald de Andrade, que, se estiver lembrado, já coloquei uma vez no Sopoesia, uma das mais belas joias entre tantas de nossa literatura, e que abriu aqui no Brasil a famosa Semana de Arte Moderna de 1922. O mesmo autor que foi o homenageado na Flip desse ano, por sua atemporal irreverência…

    Poesia a qual invoco novamente, para que abra nossas mentes agora:

    ————————————-
    Erro de português

    Quando o português chegou
    Debaixo de uma bruta chuva
    Vestiu o índio
    Que pena!
    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.
    ————————————-

    Com todas as metáforas possíveis a que a poesia nos permite, muitas cabeças boas ainda hoje em nosso país andam fechadas a esse “erro de português”…

    Na questão do livro didático, críticas que tiraram o contexto do livro, os porquês e para quem ele foi escrito, são críticas em geral mal feitas ou, pior, mal intencionadas, no sentido de impor suas agendas políticas ocultas.

    Não sou linguista, mas sou educadora. Não li ao livro, mas li a opinião, conservadora ou transdisciplinar, de educadores e de linguistas que o leram. E tenho algo a dizer…

    A língua é algo vivo e com ela não se aplica o conservadorismo, embora se aplique a tradição… E dentre esse contexto da tradição, da língua formalmente bem escrita e falada, a aplicação correta da gramática tem o seu lugar cativo. Ninguém melhor do que uma linguagem formal para preencher de contextos precisos a comunicação oficial de uma língua; é ela que nos dá, mais do que qualquer outra linguagem, significados comuns. Vide os Dicionários. Além do que existe a arte, de uma peculiar e sofisticada beleza ao se ler um texto “corretamente” escrito…
    Lembrando sempre que o correto de hoje, nas línguas vivas, será o errado de amanhã… E não há problema algum nisso, a tradição viva costuma se adequar perfeitamente aos novos tempos, do contrário, ela estaria já morta…

    Agora, contextualizar em educação, a uma fala ou a uma escrita, formal ou informal, essa questão é política. No caso a aplicação da política da transdisciplinariedade. Educação não é algo neutro e atemporal, é a algo que se faz no tempo e com intenção. É isso, será uma educação aproximada de um contexto “construtivista” (a palavra não é muito boa, seu significado é melhor) ou será o que comumente conhecemos por educação “clássica”, ou, “tradicional”. E se alguém não souber diferenciar bem entre uma coisa e outra, até para depois poder conhecer os diversos matizes possíveis entre uma e outra, escute com atenção aos que seus avôs têm a relatar de suas memórias escolares, isso foi a educação clássica no seu auge… Ou assista ao clip “Another Brick on the Wall”, do Pink Floid, e se quiser ainda comparar uma política da outra, as diferenças entre suas abordagens, veja ao excelente – e já um clássico – “Sociedade dos Poetas Mortos”… E não é que eu abomine aos clássicos, ao contrário, adoro todos os clássicos, mas, dentro do seu contexto…

    Lembrando que nessa questão do livro didático, ele foi escrito para uma comunidade de adultos semi-analfabetos ou analfabetos completos, portanto, para homens adultos e que anteriormente já haviam sido reprovados pelo sistema formal de educação.
    Não questionando os motivos pelos quais esses homens foram reprovados, nem entrando no mérito do livro ter sido bem ou mal escrito, defendo a ideia que ele sustenta de transdisciplinariedade, ou, da contextualização que ele sugere, da aplicabilidade, da utilidade e política por trás de todo ato educativo, em que não se pretende a alienação dos seus sujeitos. No meu entender o livro é, embora nada brilhante, a aplicação do método Paulo Freire de alfabetização – a quem eu admiro como exemplo de um grande educador. Ainda mais como método ideal de alfabetização para adultos, Paulo Freire é reconhecido no mundo inteiro.

    Mas para entender a esse palavrão e – desculpe – palavreado todo, é preciso ter formação de educador. O que leva tempo e não se faz sem discutir política, cultura, sociedade, filosofia, história, psicologia…

    Além do mais requer o cultivo de alguns valores norteadores, que são as nossas escolhas políticas, do como vamos dar acolhimento à diversidade ou nos fechar em nossos próprios interesses de classe, de cultura, etc…

    A única coisa que eu posso fazer nesse momento, a quem desconhece o que seja a essa tal de “transdisciplinariedade”, mas que deseje desvendar e pegar pelos chifres a esse “bicho de sete cabeças”, indico esse texto introdutório e bem definidor do que ela é, cuja carta de princípios foi assinada por Lima de Freitas, Edgar Morin e Basarab Nicolescu há mais de 15 anos. Vale a pena dar uma olhada.

    http://www.psicologia.org.br/internacional/ap40s.htm

    Transdisciplinariedade é sim uma política de educação, agora dizer que ela é uma política do PT, é estar mais por fora que umbigo na praia. Longe, muito longe de ser do PT, é uma conquista da humanidade.

    Quando se faz da língua uma guerra de interesses políticos, já é outra coisa que se está discutindo, não é mais a língua… Essa outra coisa oculta, e que pode ser linda (!), ou feia, magia negra ou branca…

    Comecei com um poema e vou acabar com outro, não é do mestre Caeiro, é do pai do Caeiro. rs

    ————————————-
    Dizem que finjo ou minto
    Tudo que escrevo. Não.
    Eu simplesmente sinto
    Com a imaginação.
    Não uso o coração.

    Tudo o que sonho ou passo,
    O que me falha ou finda,
    É como que um terraço
    Sobre outra coisa ainda.
    Essa coisa é que é linda.

    Por isso escrevo em meio
    Do que não está ao pé,
    Livre do meu enleio,
    Sério do que não é,
    Sentir, sinta quem lê!
    ————————————-

    Ai, Elielson, eu queria falar de outras coisas, mas acabei falando disso, e que nem está dirigido diretamente a sua pessoa, nem a ninguém… É o que eu penso disso, de falar certo e errado, como resposta a muitas besteiras que tenho lido desse assunto por aí…

    Quero concluir com isso, para se saber quem é mestre, perceba a generosidade, no quanto ele é tolerante para com o erro do outro e severo para consigo mesmo… Já para descobrir o charlatão (aquele que quer se passar por mestre), veja no quanto ele é severo com o erro do outro e tolerante (ou cego) para com o seu.
    E para saber quem está doente, quer dizer, obcecado com a ideia do mestre, perceba a intolerância, que deve ser generalizada…
    Para saber quem é deus, esse não tem erro, é aquele que é tolerante, simplesmente isso…

    Passei a tarde te escrevendo, agora eu só volto aqui na outra semana para discutir essas suas outras boas questões:

    “Quais os principios mais principais? Qual a moral implicita na vontade que regula até mesmo os reflexos? Até mesmo os reflexos oniricos?”

    Isso ou outra coisa qualquer. :)

  12. adi said

    Na verdade estou com uma “janela aberta” nos comentários desde às duas da tarde aqui em resposta aos seus comentários, mas tive que sair correndo e não pude concluir… ela continua aberta numa outra página no meu computer, quando estava respondendo e-mail da minha filha agorinha e vi também seu comentário Sem.
    Olha, ficou muito, muito bom e, gostaria de colocá-lo como um post, exatamente do jeito como está. Nossa!!! vale um post sim.

    Vamos colocar como um post ? aí é só vc escolher um título pra ele.

  13. adi said

    Me refiro a esse seu ultimo comentário sobre “erro de português”, porque é como acho também, a língua é viva e não pode ser limitada.

    Eu vejo meus apuros aqui pra tentar me comunicar, e o que é mais importante pra mim, nesse momento, é me fazer entender e também entender a outra linguagem, e pra isso, muitas vezes nos utilizamos de sinais e gestos, tudo pra complementar a comunicação, e isso é muito rico, na verdade acho riquíssimo, e esta interação do ser humano é fantástica não importando nossa diferença cultural. É muito cativante a maneira como o ser humano interage entre si.

  14. Sem said

    Adi, sim, eu acho esse assunto muito importante e acho que vale um post… só que estou de saída para um torneio e volto com sorte no Domingo… não tenho tempo de revisar, aos possíveis erros de português agora rsrs, e acho tb que de um comentário ao Elielson teria que se ajeitar para um post independente… então, ou vc faz isso, e tem minha carta branca assinada pra isso, ou então espera que eu volte…

    Bjão

    PS: sabia que vc tinha a mesma visão… :)

  15. adi said

    Agora sim, o comentário terminado que havia começado na parte da tarde, rsrsrs.

    Sem,

    “Adi é muito assim: função pensamento aguda.”

    Você matou a pau, rsrsrs. Consta lá no teste MBTI que fiz, que sou do tipo psicológico INTP, por isso tenho mesmo essa função pensamento bem explícita, muito embora, por muitas vezes, eu sou muito emocional e com plena consciência deixo extravasar, tento não reprimir. Agora, de fato, eu tenho uma imensa alegria em descobrir as coisas da vida pensando e pensando e pensando sobre, mas daí, desses pensamentos como se abrisse um novo entendimento das coisas que penso, e hoje, me é impressionante como nos detalhes verificamos o mesmo padrão se repetir numa escala coletiva, numa grandeza abrangente. Eu não consigo explicar em como faz sentido pra mim as conexões à partir do nosso pequeno mundo dos pequenos detalhes se estendendo numa teia de relacionamentos onde isso atua em nós e nós nessa teia. E parece que sou maluca, mas quando escrevo e vejo isso em minha mente, eu sinto uma emoção muito forte quase como um choro, e agora pode parecer que sou mais maluca ainda, minha pele arde como se tivesse um fogo que não queima embaixo dela, e me sinto muito ridícula até em ter dito isso sobre mim, também sei que pareço ridícula ao dizer isso sobre mim, mas estou sendo completamente honesta e verdadeira. Eu sempre senti esse ardor e essa paixão por esses assuntos. Então, eu sei que me expresso de forma racional até, mas muitas vezes por trás e em conjunto com minha expressão, há esse sentimento forte de alegria, há um ardor na pele, e tudo faz sentido e se liga na minha mente numa visão que ultrapassa meu próprio ser.

    “Tenho o vício dos intuitivos, de ver a floresta e não ver a árvore – qd vejo uma árvore, é na relação dela com o todo que estou preocupada: onde, como, porque está ali, rugosidade de tronco, folhas que fazem-na semelhante ou dessemelhante a outras, como, onde estará ela amanhã, etc. Como eu posso ter sol em virgem e tanta terra no meu mapa sendo tão pouco prática? ”

    Você é uma poetisa, e os artistas se expressam com a arte e beleza da alma. Escrevem de maneira que a coisa toda “é” e “não é” e “está lá” tudo ao mesmo tempo e em simultâneo. Escreve da Alma para outra Alma, não dá pra interpretar, não pode ser interpretado, é assunto da Alma e só diz respeito a isso…

    Elielson,

    ” Queria eu ter a classe e dominio que vcs tem pra escrever, ”

    Conheço bem minhas limitações Elielson, e sei que não escrevo bem, verdade mesmo, não é meu talento eu sei, é só uma tentativa aqui de me conhecer melhor e se, talvez, servir pra alguém, fico feliz.

    ” quem sabe eu escreveria mais, daí como sei que erro de português dói no olho de quem tá acostumado a ler, tinha dado um tempinho ”

    Honestamente, você “deve” escrever mais. Eu não percebi nenhum erro de português em seus escritos desde que o leio, e percebemos que você gosta de escrever, inclusive sua música muito linda. Não deve parar nunca, pois é dar “voz” à Alma.

    As coisas que você escreveu lá em cima são muito bonitas Elielson, e deu pra entender tudo o que vc quis dizer, e eu concordo com tudo o que vc disse. Agora só estou me questionando sobre as suas questões, rsrsrs, puxa vida, grandes questões, merece um post também.

    bjs

  16. Hanna said

    Olá, Adi. Acabo de conhecer este blog por conta do Fernando Pessoa.
    E me deparo com esse texto ultimato para os tão distraídos iniciantes.

    (Trecho definitivo)
    “E para não assumirem RESPONSABILIDADES, alegam que magia é magia e que não existe magia negra ou magia branca.”

    (Trecho que avisa)
    “Existe diferença sim, e eis o porque dessa diferença, que considero muito importante ser do conhecimento, caso o estudante sério não queira assimilar mais karma ou se envolver ainda mais nas teias da ilusão.

    (Trecho conclusivo para quem queria continuar se enganando)
    “Nem preciso dizer que magia pra satisfazer os desejos do ego é magia negra sim.”

    Texto definitivo. Conclusivo. Nítido, claro, objetivo.
    Não há a menor necessidade de mais exemplos ou citações.
    O que deveria ser explicado já foi.

    E encontro Irmãos respondendo com textos longos e, ainda assim, tragicamente distraídos:

    (Sem) “Então, eu não sei, acho que isso de magia negra, pode ser que não exista mesmo, no sentido de que ou existe magia ou não existe magia nenhuma, – e magia negra não é magia de espécie alguma… Agora, sim, existem práticas de luxúria, avidez, orgulho, gula, ira, vaidade…”

    O que nova e exaustivamente nos comprova: “cada um tem seu Tempo de Entendimento”. Nem mesmo com um texto tão claro dá pra tirar as vendas de todos.

    Crianças. Algumas há décadas com altos cargos na sociedade e respeitáveis membros de Ordens, outras ainda morando com seus pais: todas elas meras crianças, buscando poder, controle e aniquilação de seus adversários.
    Todas elas, crianças.
    Com seus objetivos infantis. Mas com ferramentas perigosas nas mãos.

    Mas o texto é perfeito, parabéns Adi, atingiu o muito nobre objetivo de esclarecer.

  17. adi said

    Olá Hanna,

    Seja muito bem vinda aqui na casa.

    Que bom que você gostou do post, fico feliz por isso. É exatamente esse o sentido como você citou, muito obrigada pelo comentário. :)

    Abs,
    adi

  18. Carol Carol said

    Olá..

    Eu acho que todas as respostas estão dentro de nós mesmos, não em trechos de livros..
    Como diria Raul: “Antes de ler o livro que o guru lhe deu, vc tem que escrever o seu”….

    Eu não defino magia por cores, e não acredito em karma de maneira nenhuma..
    Quando eu olho pra politica, e todas injustiças cometidas contra crianças, em linha de extrema pobreza,não tem como acreditar em karma…..

    Mais gostaria muito de todo coração, que essa maldade toda, que nós como brasileiros somos “vitimas” tivesse um retorno, para essa politica suja… Que humilha todo idoso sem hospital, criancinha sem casa, trabalhador explorado, cidadão que dá meses do seu trabalho pra pagar impostos..
    .
    Quem acha que uma criança violentada está sofrendo karma é um fascista miserável..

    .
    Já vi pessoas muito injustas, que se intitulam magistas, fazendo coisas extremamente ruins para os outros (inocentes) Tipo mãe\ pai (magista) se envolver em briguinha de adolescente e atacar pessoas que hoje vejo totalmente per tubadas….. Será que com um bom banimento e uma boa limpeza, essas pessoas não estariam bem?

    Mais quem atacou acredita ser o justiceiro de Deus e a prova da pessoa estar mal é que ela merecia… rs

    E eles estão lá, atacando e vivendo super bem, com seus banimentos diários… E a palavra mago negro para eles é pecado a se pronunciar…

    Eu sei o que é sofrer ataque.. Mais foi sendo atacada que eu aprendi a me defender..
    E se defender não é se igualar, se defender é não permitir que nada que te enviam chegue até vc…

    Acho que o importante na vida é pensar em evoluir sempre de maneira positiva.. E infelizmente saber que no caminho que escolhemos vamos lidar com todo tipo de pessoa..

    E seria muito bom, se todas elas fossem realmente centradas no aspecto evolutivo do ser humano..

    Mais isso seria muito romântico, só parei de esperar isso dos outros, quando vi que a coisa é realmente muito séria….

    Abs..

  19. Elielson said

    Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remedia-los.

    Dumbledore, em Harry Potter e sei lá o quê.

    Abraço Geral.

  20. adi said

    Olá Carol, seja muito bem vinda aqui no blog.

    Pois é!! nesse meio, como tudo o mais, a gente encontra de todos os tipos de pessoas e intuitos. E claro, o mais importante é que o discernimento venha de nós, em fazer as escolhas com consciência do que seja o melhor pra nós e deixar de lado o que não nos serve.

    Obrigada pela contribuição. :)

    Abs

  21. adi said

    Oi Elielson, muito bom ler seu comentário, saudades… :)

    Abração também.

  22. fichi era mesmo isto que procurava

  23. adi said

    Olá Horácio Francisco,

    Seja muito bem vindo aqui no Anoitan. Que bom que gostou do post e obrigada em participar. :)

  24. Eu não vejo nada de errado em buscar aplicação prática do conhecimento esotérico para resolver coisas objetivas. É até parte importante do processo, ver que funciona, como funciona, e como isso entrelaça o seu mundo interno com o mundo externo.

    Acho um erro querer levar a magia 100% para o abstrato, porque aí caímos em devaneios a la teosofia, com nenhum embasamento prático, e ficamos apenas no dogma. Mas, por outro lado, é verdade que encarar a magia apenas como forma de conseguir coisas ou poder (poder sobre quem, cara pálida? Sobre os outros?) nos faz apenas marionetes do Ego, e aí talvez eu comece a compreender um texto do Papus em que ele diz que a Magia Cerimonial é “negativa” na medida em que constrange a natureza (nas suas palavras, Adi, usurpa o poder do Si-Mesmo). E aí a magia se torna um embuste, pega-se de forma incompleta e imperfeita as forças do Self e as usa para seus fins egoicos. Talvez por isso Mercúrio seja o patrono da magia e, ao mesmo tempo, dos ladrões e mentirosos.

    Mesmo nos sistemas medievais e grimóricos, em que muitos queimaram os dedos, é claro como a autoridade que faz com que os espíritos (seja lá o que forem eles) obedeçam emana de Deus, e não do nosso pequeno ego.

    Gosto de ser pragmático, então penso que usar forças espirituais são apenas uma ferramenta. Não há nada moralmente condenável em usá-las para conseguir algo material. A questão é quando passa-se a usar essas forças apenas para isso. E aí eu vejo uma degradação sinistra da coisa. Talvez o candango deva perguntar-se antes: eu realmente quero ou preciso disso, ou é só uma forma de inflar meu Ego e desperdiçar tempo e energia? Ou você aprende a ser humilde, permite que essas forças fluam através de você e faz o que tem que fazer, ou passa a ser usado pelo Ego, que vitalizado por essas forças, cria mais joguinhos de poder para te aprisionar.

    Normalmente quem busca conhecimento apenas com esses fins quebra a cara relativamente rápido. Podemos até ter alguma habilidade para coagular a nossa realidade de modo que nos mantenha seguros e confortáveis, mas na natureza tudo é fluido, e o Arcano XVI tá aí pra provar que por mais perfeito que seja seu castelinho, basta um ventinho mais ou menos forte para derrubá-lo.

    Acredito que as palavras do Crowley (não me recordo do liber em questão) dão um jeito nisso: por mais que você se torne um Deus a se mover sobre a face da Terra, ainda será apenas um grão de pó do ponto de vista do Universo.

  25. adi said

    Olá Vinícius, desculpa o sumiço, é que eu estava viajando, cheguei ontem. :)

    Eu acho que a magia, no meu entender, deveria ser usada como instrumento para ajudar o indivíduo a se conhecer numa abrangência nunca antes percebida, a ir além do conhecido e se transformar. Eu acredito que quando a gente se transforma interiormente, por consequência, aquilo que se exterioriza de nós também muda e o entorno muda, nosso relacionamento com o que é externo a nós também muda.

    A crítica ao qual exponho no post, é que a grande maioria começa a praticar magia e já começa lá por cima, fazendo o ritual de Abramelin, e invocando os demônios em busca de poderes materiais, sem ao menos ter embasamento algum sobre Yesodh, Hod e Netzach, sem ter recebido essas iniciações que funcionam como abertura do caminho, como liberação de carma, onde se vai percebendo devagarinho, que o que está fora também está dentro e o que está dentro também está fora.

    Já conheci pessoas que fazem Heiki, só que esqueceram que o poder não vem delas, mas que simplesmente são canais da energia universal, só que elas se sentem os “fodões” e acham que podem curar o mundo, e claro, cobrando caro por isso, cobrando por uma energia que não é própria sua, isso é usurpar poder e quem faz é o ego. Claro que essas pessoas também se esqueceram de limpar a casa interior, de se curarem primeiro, antes de querer curar o entorno é preciso se curar, é preciso ter certa pureza no coração, quando o ego já está no devido lugar.

    Então, no sentido de autotransformação, eu acho que a magia é totalmente prática, pois muda nossa vida e nossa relação com o outro, e por outro quero dizer qualquer coisa que seja externo. Magia usada com esse senso, vai fazendo o indivíduo perder as barreiras invisíveis que o separam do que está fora dele, magia usada para autoconhecimento e transformação vai dissolvendo os muros da visão que separam o sagrado do profano, ou seja, a verdadeira magia usada adequadamente, vai te harmonizar e romper os grilhões da separatividade.

    Mas usada inadequadamente, é exatamente o que você colocou acima, mera ferramenta de reforçar ainda mais o ego e manter o infeliz ainda mais aprisionado; sem falar no retorno cármico que derruba facilmente castelinhos de areia. :)

    Abração e obrigada pelo comentário.

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