Anoitan

“Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã.”

Archive for janeiro \23\UTC 2010

A Desilusão de Dawkins – por Don Guakito e Timótio Pinto

Posted by adi em janeiro 23, 2010

  1. ou A CIÊNCIA PROVOU A NÃO EXISTÊNCIA DOS DEUSES?)

por Timotio Pinto -papa coletivo metamorfo onipresente oniciente sempre contente e sorridente com pineal ardente, texto final escrito sobre rascunho deixado por Don Guakito antes de suicídio cátaro simbólico dentro da mente de seu hospedeiro e Papa Erisiano .G, em 22 de janeiro de 2010. amém, neném.
(agora, sejamos sérios, imaginem aquele que escreve de terno, gravata, e calcinha cor d rosa).

PARTE UM
DAWKINS DELIROU AO CARCAR NA FÉ DOS OUTROS EM NOME DE SUA FÉ?
Dawkins já recebeu prêmios por apresentar de forma concisa e acessível o conhecimento científico para o público geral. Oh! Parabéns, mas creio que ele fez o contrário. O retrato que ele traça da ciência é uma caricatura que muito é similar ao universo dogmático religioso que ele e seus groupies criticam enquanto espumam arrogância e intolerância.

Em seu livro Dawkins “explica” que deus não existe. Que religiosos são, veja bem, se você é um religioso de uma forma ou outra, no universo simplista, binário e maniqueista de Dawkins, você automaticamente “descrê” em Darwin, logo, como o próprio Dawkins diz, e usando a mesma lógica de botequim que ele utiliza em seu livro supostamente polêmico e de valor intelectual (!   ) , se você é religioso ou místico, automaticamente você não crê na teoria da evolução e automaticamente vc é, por não acreditar na evolução, um ser ignorante, estúpido e/ou insano. Isso, é o que ele acha que explica, sendo ele um cientista, um homem “isento” e “racional”, mas esse fervor racionalista me leva a pensar então sobre o que estão a fazer os cientistas ao explicarem alguma coisa. O que é explicar algo do ponto de vista da ciência?

Explicar algo, oras, é encontrar sua causa. Se Deus é a causa de tudo e não pode ser explicado, ele, obviamente, não existe para a ciência. Como a ciência é o mapa do real, e criadora das tecnologias que nos definem, é seguro afirmar que deus, na realidade, não existe. Simples assim. Parabéns ao Dawkins. Certo?

Não é tão simples assim. Talvez a explicação científica tenha seus limites também. E talvez Deus esteja além de seus limites. Comecemos por lembrar que segundo Bertrand Russell causa era uma palavra perigosa, enganosa, que deveria des-existir. Deixando a causa de lado, então a ciência ao explicar estaria apenas a descrever algo? Lembrando Wittgenstein quando pegou o megafone e cantou que “na base de toda visão moderna do mundo está a ilusão de que as chamadas leis da natureza são as explicações de fenômenos naturais”, Sobra-nos somente a teleologia e a mágica e mental separação entre descrição e explicação. Pronto. Tudo filosoficamente complexo e confuso. Vou enfiar meu empirismo no cu de quem esta a tecer este texto… e ainda assim não provamos Deus, não nesse parágrafo. Mas continuemos a pensar qual é o e se há limite para a explicação científica, pois se a lei é descrição, ela também é uma explicação?

tudo isso mostra, no mínimo, como é algo delicado o entendimento do que é direito da ciência, ou seja, o seu direito de intervenção e alcance, como seu direito, de explicação das coisas, sendo que ela age por ir descrevendo-as antes de tudo.

Com isso em mente, tem autoridade o Richard Dawkins, não enquanto individuo, mas enquanto cientista, para decidir a veracidade ou não de um sistema religioso, ou de todos sistemas religiosos? Creio que nos últimos 100 anos os bons filósofos deixaram claro que é mais possível um puta dum enorme PROVAVELMENTE NÃO do que um sim, como resposta aqui.

E pq? Juro que vou para o céu cristão por estar a gastar meu tempo com céticos fundamentalistas intelectualmente limitados, ah! se vou!

Se caminharmos a partir das leis naturais para explicar a não existência de Deus, ainda sim o caminho e a negação será insuficiente, pois ao explicar as leis naturais e seus princípios gerais, a diferenciação entre um princípio e um acidente é cercada de incertezas. E, apesar dos divulgadores da ciência, como carl sagan e richard dawkins em sua fase final, insistirem em passar uma imagem de evolução linear, dentro do principio pregado por francis bacon, de que a ciencia avança por pequenos passos via ações cooperativas de pessoas que tinham o bom, e fora de uso, senso de cultivarem a independência de julgamento e o direito a liberdade de pensamento, não que muito o seja, mas nisso incluamos os acidentes e os bizarros gênios monstruosos, como richard feymann, eistein, newton, kepler, godel, poincarè, levi-strauss, darwin, william hamilton, etc, etc.

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A passagem do herói pelo limiar do retorno

Posted by adi em janeiro 18, 2010

Os dois mundos, divino e humano, só podem ser descritos como distintos entre si, diferentes como a vida e a morte, o dia e a noite. As aventuras do herói se passam fora da terra nossa conhecida, na região das trevas; ali ele completa sua jornada, ou apenas se perde para nós, aprisionado ou em perigo; e seu retorno é descrito como uma volta do além. Não obstante, e temos diante de nós uma grande chave da compreensão do mito e do símbolo, os dois reinos são, na realidade, um só e único reino. O reino dos deuses é uma dimensão esquecida do mundo que conhecemos. E a exploração dessa dimensão, voluntária ou relutante, resume todo o sentido da façanha do herói. Os valores e distinções que parecem importantes na vida real desaparecem com a terrificante assimilação do eu daquilo que antes não passava de alteridade. Tais como na história das ogresas canibais, o temor dessa perda da individualidade pessoal pode configurar-se, para as almas não qualificadas, como todo o ônus da experiência transcendental. Mas a alma do herói avança com ousadia, e descobre as bruxas convertidas em deusas e os dragões  em guardiães dos deuses.

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Mandala 2010

Posted by adi em janeiro 11, 2010

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