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	<title>Comentários sobre: O Conhecimento é Virtual</title>
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	<description>"Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã."</description>
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		<title>Por: Elielson</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1611</link>
		<dc:creator>Elielson</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:09:30 +0000</pubDate>
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		<description>http://www.piraidigital.com.br

E o futuro chega.
Nessa cidade todo aluno está recebendo seu laptop.
E daqui um semestre poderá levar pra casa.

Wow.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.piraidigital.com.br" rel="nofollow">http://www.piraidigital.com.br</a></p>
<p>E o futuro chega.<br />
Nessa cidade todo aluno está recebendo seu laptop.<br />
E daqui um semestre poderá levar pra casa.</p>
<p>Wow.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fy</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1551</link>
		<dc:creator>Fy</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 12:52:29 +0000</pubDate>
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		<description>Sem,

&quot;mas das ideias que eu mesma acredito, em como as coisas são ou como deveriam ser&quot;

e eu adoro suas idéias!
Vc sabe disto.

Vou falar uma coisa pra vc rir: [ depois vc fica brava comigo, não faz mal: é uma opinião pessoal]
Este necrotérico não tem nada nada a ver com vc!!!!
[ For me ]

Mas entendi sim, tudo o q vc escreveu.

Caso vc queira te passo as fontes que consultei, as várias entrevistas [ dele ] que li, e opiniões sobre ele tb.

Depois eu volto e coloco um artigo do Hillman – é polêmico – mas é muito ...Hillman!

Bjs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem,</p>
<p>&#8220;mas das ideias que eu mesma acredito, em como as coisas são ou como deveriam ser&#8221;</p>
<p>e eu adoro suas idéias!<br />
Vc sabe disto.</p>
<p>Vou falar uma coisa pra vc rir: [ depois vc fica brava comigo, não faz mal: é uma opinião pessoal]<br />
Este necrotérico não tem nada nada a ver com vc!!!!<br />
[ For me ]</p>
<p>Mas entendi sim, tudo o q vc escreveu.</p>
<p>Caso vc queira te passo as fontes que consultei, as várias entrevistas [ dele ] que li, e opiniões sobre ele tb.</p>
<p>Depois eu volto e coloco um artigo do Hillman – é polêmico – mas é muito &#8230;Hillman!</p>
<p>Bjs</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sem</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1549</link>
		<dc:creator>Sem</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 22:31:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1549</guid>
		<description>Fy,

Obrigada pela confiança. :) Não fique preocupada em discordar de mim não, e prometo que do meu lado vou fazer o mesmo. Pois se ficarmos nós aqui com receio de questionar o outro, achando que podemos magoá-lo, discordando do seu pensamento ou qualquer coisa assim, vamos começar a nos censurar e a partir dai só falar meias verdades, e nos escondermos e cobrarmos que os outros se escondam também. Tudo em nome de um consenso bobo e artificial que nunca existirá de fato. 
Acredito que não exista nada pior para um fórum como este que temos aqui no Anoitan, do que a busca do consenso bobo nos assuntos espinhosos como os que estamos acostumamos a lidar... Sei que vc gosta das diferenças, mas é preciso saber também que com as diferenças vêm as inevitáveis polêmicas, que devemos sustentar e suportar - são elas que fazem diferentes os nossos encontros dos outros de cunho mais ameno e exclusivo trato social. Nada contra a polidez e o bom trato, mas se este fosse nosso único objetivo por aqui, estaríamos pecando pela superficialidade com que trataríamos dos assuntos e eu tenho certeza que esse não é o objetivo de ninguém por aqui. O que não quer dizer que em nome da verdade precisamos brigar a ponto de nos desrespeitarmos. A questão é que podemos pensar diferente, violentamente diferente por vezes, e jamais nos desrespeitarmos. Porque se formos ver do que discordamos, são somente das ideias, nunca da pessoa. Lembrar disso e em nome desse exercício do saber não querer povoar o mundo apenas com nossas crenças, nossas esperanças e pensamentos. O Elielson disse um tempo atrás algo parecido como: &quot;se eu puder respeitar o homem sem respeitar o seu jogo&quot;. Isso resume essa parte da questão e nós duas concordamos com ele, não é? Fy, discorde frontalmente de mim e ponto. :) E Fique tranquila que vc jamais foi indelicada comigo, ao contrário - depois eu acho que já conheço esse seu jeitinho de defender apaixonadamente um ponto de vista, entendo, avalio como interessante e aceito como parte do pacote Fy. :)

Essa é uma questão, agora, quanto ao Pondé, não sei de onde vc tirou os vínculos entre ele, eugenia nazista e Opus Dei. Não conheço pessoalmente o Pondé, mas até onde sei, ele é meio judeu e não é praticante de nenhuma religião. O Hillman parece-me ter mais vínculos reais com o protestantismo do que o Ponde com o catolicismo. Agora, estudioso do cristianismo é outra história, e radical das idéias ele é mesmo. E foi isso que eu quis dizer com idéias puras, ser radical de ir até a raiz e permanecer no cepo em nome da clareza dos argumentos e nunca de uma eugenia. 

Sou a favor dos pensamentos radicais e, não sei se vc já percebeu, mas todos os grandes nomes que fizeram diferença na história, inclusive estes que admiramos e ficamos citando aqui o tempo todo, todos eles são ou foram radicais nas suas ideias. Quem é “mais ou menos” nunca tem nada a contribuir com a evolução do pensamento humano, talvez seja o melhor exemplo do bon vivant, da pessoa agradável, mas não do que batalha e dialoga com o seu contrário e faz assim surgir novas idéias e outros modos de ver a vida. Este radical é o herói trágico do Pondé, o super-homem de Nietzsche... 

Vou dizer exatamente o que conheço e me agrada no pensamento do Pondé: o fato de ele ser um crítico feroz do modernismo. Basicamente é isso o que gosto nele. Temos outros intelectuais brasileiros que também criticam o modernismo, mas nunca tão contundentes e que façam críticas com tanta veemência ou com tanto acerto quanto o Pondé. Enfim, essa coisa de que a ciência dá conta de tudo, a noção de progresso e desenvolvimento contínuo, a negação do irracional, do imponderável e da falha no humano, a obrigação de ser e aparentar felicidade o tempo todo, de superar a natureza, tudo isso é o modernismo que tem nos matado, e vai nos matar se não houver uma contra corrente que forneça outro modo de pensar e viver no mundo. Não é que a pós-modernidade seja &quot;a&quot; solução, mas pelo menos é algo que se contrapõe à modernidade e faz uma crítica do modo insano de viver do homem moderno que além de tudo se quer hiper racional... 
Nós precisamos construir uma outra coisa e eu acho que necessariamente esse vir-a-ser urgente passa pela crítica de autores pós-modernos como Bauman, Morin e afins. Aqui eu me desligo do Pondé, porque ele, como cínico que é, não acredita nesse devir, quer dizer, na possibilidade de construir um futuro melhor que o presente. Isso, essa esperança, ele chama de fuga do covarde, de ilusão do modernismo. Afinal ele é coerente em ser um intratável pessimista da natureza humana. Isso é ele, ou melhor, não necessariamente ele “é” assim, sabemos que ele “pensa” assim. É diferente. Percebe que pode haver diferença entre como um intelectual pensa, trabalha, escreve e defende sua obra do que ele é como pessoa? Esse negócio de ser uma coisa só, um todo coerente, é reservado apenas para os santos e grandes sábios, não é coisa de humanos - e é claro que entre os humanos estão os intelectuais, não importa quão brilhantes possam ser ou tenham sido... Sábios foram Jesus, Buda, Maomé, e até mesmo Gandhi, que disse que felicidade é quando o que você pensa, fala e faz estão em harmonia... Porém é claro que não deve haver um abismo entre construção teórica e vida pessoal, mas em princípio são duas coisas distintas. Sabe aquela coisa de não literalizar uma fantasia? o quanto isso pode ser doentio, então, se o Ponde não uiva para lua, quem perde: a lua, o lobo, nós ou ele? Acho que se é bom uivar pra lua, é ele, não é? E ele é culpado por ser infeliz ou fazer escolhas erradas? Erradas pra quem? Sabe-se lá as razões estéticas, racionais, morais, reais, pelas quais ele acha que não é válido ou é proibido uivar pra lua... vai ver nem é proibido, vai ver ele vira lobisomem na lua cheia e o dito foi só uma metáfora poética que ele usou para deixar patente a inconstância com que alguns procuram sua religiosidade - como quando a Julieta não quis que o Romeu jurasse pela lua por sua inconstância. 

Só pra concluir, quando ele disse que suas influências mais marcantes foram Freud e o necrotério, eu tenho absoluta certeza que ele estava sendo irônico. Como é seu costume brincar sempre e principalmente com as coisas mais sérias. Não dá para tomar ao pé da letra uma ironia, dá? Não dá pra literalizar uma metáfora, uma fantasia, sem perder o brilho e o sentido poético do que foi dito. Prosa não é poesia. E claro que Freud e o necrotério tem muito a dizer de quem espera sempre pelo pior... foi uma metáfora pessimista. Mas pense comigo, quem perde por não esperar o melhor? Eu, você, ele, a verdade? É importante, isso nos separa?

Bom, não sei se me fiz clara, não no sentido de defender o Pondé, mas das ideias que eu mesma acredito, em como as coisas são ou como deveriam ser. Este assunto rende muito e poderia fazer outros comentários, mas tb não sei se vale a pena me estender mais do que já me estendi. Só quis te dar uma resposta a altura do tom de sua revolta. E só pra concluir definitivo agora mesmo, numa espécie de resumão de tudo o que acredito: as pessoas estão aí para serem aceitas e não para serem julgadas, e a única coisa que podemos fazer por elas é aceitá-las, o pacote inteiro e não apenas as partes que nos convém; e todas as pessoas e não apenas aquelas que nos convém; já o pensamento da pessoa podemos sim discutir com ele, discordar dele, trabalhar com ele; as atitudes também podemos questionar, censurar; mas nunca a pessoa que é o que é. Na essência todo ser merece respeito, em última instância até Hitler, que é a pessoa mais asquerosa que consigo atinar no momento que já existiu na face da terra e muito mal fez.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fy,</p>
<p>Obrigada pela confiança. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Não fique preocupada em discordar de mim não, e prometo que do meu lado vou fazer o mesmo. Pois se ficarmos nós aqui com receio de questionar o outro, achando que podemos magoá-lo, discordando do seu pensamento ou qualquer coisa assim, vamos começar a nos censurar e a partir dai só falar meias verdades, e nos escondermos e cobrarmos que os outros se escondam também. Tudo em nome de um consenso bobo e artificial que nunca existirá de fato.<br />
Acredito que não exista nada pior para um fórum como este que temos aqui no Anoitan, do que a busca do consenso bobo nos assuntos espinhosos como os que estamos acostumamos a lidar&#8230; Sei que vc gosta das diferenças, mas é preciso saber também que com as diferenças vêm as inevitáveis polêmicas, que devemos sustentar e suportar &#8211; são elas que fazem diferentes os nossos encontros dos outros de cunho mais ameno e exclusivo trato social. Nada contra a polidez e o bom trato, mas se este fosse nosso único objetivo por aqui, estaríamos pecando pela superficialidade com que trataríamos dos assuntos e eu tenho certeza que esse não é o objetivo de ninguém por aqui. O que não quer dizer que em nome da verdade precisamos brigar a ponto de nos desrespeitarmos. A questão é que podemos pensar diferente, violentamente diferente por vezes, e jamais nos desrespeitarmos. Porque se formos ver do que discordamos, são somente das ideias, nunca da pessoa. Lembrar disso e em nome desse exercício do saber não querer povoar o mundo apenas com nossas crenças, nossas esperanças e pensamentos. O Elielson disse um tempo atrás algo parecido como: &#8220;se eu puder respeitar o homem sem respeitar o seu jogo&#8221;. Isso resume essa parte da questão e nós duas concordamos com ele, não é? Fy, discorde frontalmente de mim e ponto. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  E Fique tranquila que vc jamais foi indelicada comigo, ao contrário &#8211; depois eu acho que já conheço esse seu jeitinho de defender apaixonadamente um ponto de vista, entendo, avalio como interessante e aceito como parte do pacote Fy. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Essa é uma questão, agora, quanto ao Pondé, não sei de onde vc tirou os vínculos entre ele, eugenia nazista e Opus Dei. Não conheço pessoalmente o Pondé, mas até onde sei, ele é meio judeu e não é praticante de nenhuma religião. O Hillman parece-me ter mais vínculos reais com o protestantismo do que o Ponde com o catolicismo. Agora, estudioso do cristianismo é outra história, e radical das idéias ele é mesmo. E foi isso que eu quis dizer com idéias puras, ser radical de ir até a raiz e permanecer no cepo em nome da clareza dos argumentos e nunca de uma eugenia. </p>
<p>Sou a favor dos pensamentos radicais e, não sei se vc já percebeu, mas todos os grandes nomes que fizeram diferença na história, inclusive estes que admiramos e ficamos citando aqui o tempo todo, todos eles são ou foram radicais nas suas ideias. Quem é “mais ou menos” nunca tem nada a contribuir com a evolução do pensamento humano, talvez seja o melhor exemplo do bon vivant, da pessoa agradável, mas não do que batalha e dialoga com o seu contrário e faz assim surgir novas idéias e outros modos de ver a vida. Este radical é o herói trágico do Pondé, o super-homem de Nietzsche&#8230; </p>
<p>Vou dizer exatamente o que conheço e me agrada no pensamento do Pondé: o fato de ele ser um crítico feroz do modernismo. Basicamente é isso o que gosto nele. Temos outros intelectuais brasileiros que também criticam o modernismo, mas nunca tão contundentes e que façam críticas com tanta veemência ou com tanto acerto quanto o Pondé. Enfim, essa coisa de que a ciência dá conta de tudo, a noção de progresso e desenvolvimento contínuo, a negação do irracional, do imponderável e da falha no humano, a obrigação de ser e aparentar felicidade o tempo todo, de superar a natureza, tudo isso é o modernismo que tem nos matado, e vai nos matar se não houver uma contra corrente que forneça outro modo de pensar e viver no mundo. Não é que a pós-modernidade seja &#8220;a&#8221; solução, mas pelo menos é algo que se contrapõe à modernidade e faz uma crítica do modo insano de viver do homem moderno que além de tudo se quer hiper racional&#8230;<br />
Nós precisamos construir uma outra coisa e eu acho que necessariamente esse vir-a-ser urgente passa pela crítica de autores pós-modernos como Bauman, Morin e afins. Aqui eu me desligo do Pondé, porque ele, como cínico que é, não acredita nesse devir, quer dizer, na possibilidade de construir um futuro melhor que o presente. Isso, essa esperança, ele chama de fuga do covarde, de ilusão do modernismo. Afinal ele é coerente em ser um intratável pessimista da natureza humana. Isso é ele, ou melhor, não necessariamente ele “é” assim, sabemos que ele “pensa” assim. É diferente. Percebe que pode haver diferença entre como um intelectual pensa, trabalha, escreve e defende sua obra do que ele é como pessoa? Esse negócio de ser uma coisa só, um todo coerente, é reservado apenas para os santos e grandes sábios, não é coisa de humanos &#8211; e é claro que entre os humanos estão os intelectuais, não importa quão brilhantes possam ser ou tenham sido&#8230; Sábios foram Jesus, Buda, Maomé, e até mesmo Gandhi, que disse que felicidade é quando o que você pensa, fala e faz estão em harmonia&#8230; Porém é claro que não deve haver um abismo entre construção teórica e vida pessoal, mas em princípio são duas coisas distintas. Sabe aquela coisa de não literalizar uma fantasia? o quanto isso pode ser doentio, então, se o Ponde não uiva para lua, quem perde: a lua, o lobo, nós ou ele? Acho que se é bom uivar pra lua, é ele, não é? E ele é culpado por ser infeliz ou fazer escolhas erradas? Erradas pra quem? Sabe-se lá as razões estéticas, racionais, morais, reais, pelas quais ele acha que não é válido ou é proibido uivar pra lua&#8230; vai ver nem é proibido, vai ver ele vira lobisomem na lua cheia e o dito foi só uma metáfora poética que ele usou para deixar patente a inconstância com que alguns procuram sua religiosidade &#8211; como quando a Julieta não quis que o Romeu jurasse pela lua por sua inconstância. </p>
<p>Só pra concluir, quando ele disse que suas influências mais marcantes foram Freud e o necrotério, eu tenho absoluta certeza que ele estava sendo irônico. Como é seu costume brincar sempre e principalmente com as coisas mais sérias. Não dá para tomar ao pé da letra uma ironia, dá? Não dá pra literalizar uma metáfora, uma fantasia, sem perder o brilho e o sentido poético do que foi dito. Prosa não é poesia. E claro que Freud e o necrotério tem muito a dizer de quem espera sempre pelo pior&#8230; foi uma metáfora pessimista. Mas pense comigo, quem perde por não esperar o melhor? Eu, você, ele, a verdade? É importante, isso nos separa?</p>
<p>Bom, não sei se me fiz clara, não no sentido de defender o Pondé, mas das ideias que eu mesma acredito, em como as coisas são ou como deveriam ser. Este assunto rende muito e poderia fazer outros comentários, mas tb não sei se vale a pena me estender mais do que já me estendi. Só quis te dar uma resposta a altura do tom de sua revolta. E só pra concluir definitivo agora mesmo, numa espécie de resumão de tudo o que acredito: as pessoas estão aí para serem aceitas e não para serem julgadas, e a única coisa que podemos fazer por elas é aceitá-las, o pacote inteiro e não apenas as partes que nos convém; e todas as pessoas e não apenas aquelas que nos convém; já o pensamento da pessoa podemos sim discutir com ele, discordar dele, trabalhar com ele; as atitudes também podemos questionar, censurar; mas nunca a pessoa que é o que é. Na essência todo ser merece respeito, em última instância até Hitler, que é a pessoa mais asquerosa que consigo atinar no momento que já existiu na face da terra e muito mal fez.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fy</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1548</link>
		<dc:creator>Fy</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 20:11:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1548</guid>
		<description>uma canção Cheyenne

Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.

Nunca incomode ninguém por causa de sua religião:

Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus. 

Ame sua vida, aperfeiçoe sua vida,embeleze todas as coisas em sua vida. 

Busque fazer sua vida longa e de serviços para seu povo. 

Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem. 

Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário. 

Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém. 

Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força. 

Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver. 
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo. 

Não toque o aguardente venenoso que transforma os sábios em tolos e rouba deles suas visões. Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. 

Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.

Tecumseh – Chefe  Cheyenne</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>uma canção Cheyenne</p>
<p>Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.</p>
<p>Nunca incomode ninguém por causa de sua religião:</p>
<p>Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus. </p>
<p>Ame sua vida, aperfeiçoe sua vida,embeleze todas as coisas em sua vida. </p>
<p>Busque fazer sua vida longa e de serviços para seu povo. </p>
<p>Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem. </p>
<p>Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário. </p>
<p>Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém. </p>
<p>Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força. </p>
<p>Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver.<br />
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo. </p>
<p>Não toque o aguardente venenoso que transforma os sábios em tolos e rouba deles suas visões. Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. </p>
<p>Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.</p>
<p>Tecumseh – Chefe  Cheyenne</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fy</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1547</link>
		<dc:creator>Fy</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 14:46:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1547</guid>
		<description>Sem,
- Eu jamais ignoraria um convite seu. Vc sabe que suas idéias realmente me despertam interesse e atenção; 
e eu fiquei preocupada em discordar de vc baseada em uma primeira impressão.- Até peço desculpas se pareceu grosseiro. Mas, fui mesmo movida pelo espanto no que especifiquei.

Então,  - demorei a responder pq viajei, mas  mesmo meio atrapalhada entre compromissos e tempo;  achei uma fresta pra pesquisar o tal do Pondé.

E, Sem querida; desta vez... meu espanto se justificou:  não só me reservo a atitude de criticá-lo, como a de afirmar q suas opiniões são contrárias a tudo em que acredito.- minha busca pela espiritualidade é bastante aberta e livre, mas  consistente em suas referências e eu não me sinto provocada e nem suscetível a este discurso ; -  Detesto parecer decepcionante, - Mas, its me!

Sabe, Sem, eu sou absolutamente contra qualquer regime fascista; seja religioso ou político. Sou radicalmente contrária à eugenia; sou a favor [completamente] das diferenças e do respeito entre elas,  desconheço o significado de idéias puras; e sou contrária à religiões instituídas, mesmo respeitando-lhes a existência; respeito que, em minha opinião, elas desconhecem.  - Verdades não tem patentes.

E o  tal do Pondé é propagandista do Josemaria Escrivá....- Argh...-  e isto me lembra Goebbels assim como mais uma porção de idéias que considero doentias. 

Em uma de suas frases – preferidas - ele diz:

&quot;Os pilares da minha visão filosófica foram Freud e o Necrotério&quot;

- Eu descartaria Freud; ...apesar de que sobre tudo e qualquer coisa  existe a visão subjetiva, sem dúvida, e, na realidade, isto implica em uma compreensão diferente sobre qq verdade ou mentira. Mas, em relação ao necrotério – achei genial, inclusive, esclarece bastante seus pontos de vista e a vertente filosófica que escolheu.

Não sou da tribo da Opus Dei; e meu deus pagão considera tudo isto doentio.

Fazendo um antagônico paralelo, literalmente fico com Hillman e similares, sem esquecer os celtas, a umbanda, o candomblé, os budistas, os taoístas, etc -  e, sobretudo a alegria saudável de estar viva, vivendo um corpo saudável sem culpas por isto. Honrando e respeitando este maior presente do meu deus e deuses  pagãos: minha vida, este paraíso aqui e as vidas que dele brotam. Acho q isto está fazendo mta mta mta  falta no nosso mundo. – Mas é apenas minha opinião.

Repito:  Aiaiai,  - pode ser decepcionante - de verdade -  Mas, its me!

Bjs

Ooops:

...mas não banal e bobinha como o Pondé a quer resumir.

- ...e o que mais poderia trazer êxito e... “fiéis” ovelhas  dispostas a sublimar e sacrificar a Vida em prol de um hipotético e puro [?] “paraíso celeste”?              [ celeste?  ...só se for p/ as ovelhas .... :-  “necrotérico” isto... – pra mim: manjadíssimo]

“ &gt; Cabe a nós captar do ar, de Deus, do outro, dos demônios, dos duendes e de nossa demência, fazer nossa parte, como agentes produtores de conhecimento e não pacientes reprodutores.

=D. Eu adoro isso!

Eu também.

Bjs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem,<br />
- Eu jamais ignoraria um convite seu. Vc sabe que suas idéias realmente me despertam interesse e atenção;<br />
e eu fiquei preocupada em discordar de vc baseada em uma primeira impressão.- Até peço desculpas se pareceu grosseiro. Mas, fui mesmo movida pelo espanto no que especifiquei.</p>
<p>Então,  &#8211; demorei a responder pq viajei, mas  mesmo meio atrapalhada entre compromissos e tempo;  achei uma fresta pra pesquisar o tal do Pondé.</p>
<p>E, Sem querida; desta vez&#8230; meu espanto se justificou:  não só me reservo a atitude de criticá-lo, como a de afirmar q suas opiniões são contrárias a tudo em que acredito.- minha busca pela espiritualidade é bastante aberta e livre, mas  consistente em suas referências e eu não me sinto provocada e nem suscetível a este discurso ; &#8211;  Detesto parecer decepcionante, &#8211; Mas, its me!</p>
<p>Sabe, Sem, eu sou absolutamente contra qualquer regime fascista; seja religioso ou político. Sou radicalmente contrária à eugenia; sou a favor [completamente] das diferenças e do respeito entre elas,  desconheço o significado de idéias puras; e sou contrária à religiões instituídas, mesmo respeitando-lhes a existência; respeito que, em minha opinião, elas desconhecem.  &#8211; Verdades não tem patentes.</p>
<p>E o  tal do Pondé é propagandista do Josemaria Escrivá&#8230;.- Argh&#8230;-  e isto me lembra Goebbels assim como mais uma porção de idéias que considero doentias. </p>
<p>Em uma de suas frases – preferidas &#8211; ele diz:</p>
<p>&#8220;Os pilares da minha visão filosófica foram Freud e o Necrotério&#8221;</p>
<p>- Eu descartaria Freud; &#8230;apesar de que sobre tudo e qualquer coisa  existe a visão subjetiva, sem dúvida, e, na realidade, isto implica em uma compreensão diferente sobre qq verdade ou mentira. Mas, em relação ao necrotério – achei genial, inclusive, esclarece bastante seus pontos de vista e a vertente filosófica que escolheu.</p>
<p>Não sou da tribo da Opus Dei; e meu deus pagão considera tudo isto doentio.</p>
<p>Fazendo um antagônico paralelo, literalmente fico com Hillman e similares, sem esquecer os celtas, a umbanda, o candomblé, os budistas, os taoístas, etc &#8211;  e, sobretudo a alegria saudável de estar viva, vivendo um corpo saudável sem culpas por isto. Honrando e respeitando este maior presente do meu deus e deuses  pagãos: minha vida, este paraíso aqui e as vidas que dele brotam. Acho q isto está fazendo mta mta mta  falta no nosso mundo. – Mas é apenas minha opinião.</p>
<p>Repito:  Aiaiai,  &#8211; pode ser decepcionante &#8211; de verdade &#8211;  Mas, its me!</p>
<p>Bjs</p>
<p>Ooops:</p>
<p>&#8230;mas não banal e bobinha como o Pondé a quer resumir.</p>
<p>- &#8230;e o que mais poderia trazer êxito e&#8230; “fiéis” ovelhas  dispostas a sublimar e sacrificar a Vida em prol de um hipotético e puro [?] “paraíso celeste”?              [ celeste?  ...só se for p/ as ovelhas .... :-  “necrotérico” isto... – pra mim: manjadíssimo]</p>
<p>“ &gt; Cabe a nós captar do ar, de Deus, do outro, dos demônios, dos duendes e de nossa demência, fazer nossa parte, como agentes produtores de conhecimento e não pacientes reprodutores.</p>
<p>=D. Eu adoro isso!</p>
<p>Eu também.</p>
<p>Bjs</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sem</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1546</link>
		<dc:creator>Sem</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 01:56:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1546</guid>
		<description>Muito boa a palestra do Pondé, não sei se mais alguém aqui viu. Com ceticismo e o humor costumeiro ele defendeu com unhas e dentes a função da tragédia como a condição básica do ser humano, quer dizer, dos corajosos, em contraponto com a utopia, que considerou uma fuga da verdadeira condição humana, coisa para fracos, por acenar com falsas esperanças de um futuro melhor em nome de uma ilusão. &quot;Revolução&quot;, então, nem pensar... é palavra que não faz parte do dicionário de um cético. :) E eu concordo com cada vírgula do que ele falou a respeito do trágico e da tragédia humana, e todo o seu radicalismo é muito bom como exercício da defesa de uma ideia pura. Mas eu sou uma otimista incurável, não consigo viver sem uma &quot;utopiazinha&quot;, e sem cultivar a função &#039;e&#039; no humano. Na realidade eu penso que a condição humana é trágica sim, sendo a utopia inclusive uma das condições deste trágico, sem ela o quadro não se completa, mas não banal e bobinha como o Pondé a quer resumir.

No começo da palestra ele deu a raiz grega da palavra tragédia: &quot;tragos&quot;, que quer dizer bode. O bicho bode. Lembrei na hora dessa poesia, uma &quot;feliz&quot; combinação de bode e destino trágico. Será que o poeta fez de propósito?

&quot;Os melhores cordeiros da fazenda
seguirão para o abate na cidade. Os
carneiros mais fracos do rebanho
serão sumariamente degolados. 

O bode velho vai pro sacrifício, 
por mais que seu olhar peça clemência.
Nem mesmo as cabritinhas inocentes 
terão misericórdia ou esperança. 

As carnes assarão ao sol: fogueira.
As peles secarão ao sol: curtume. 
As vísceras suarão ao sol: carniça.
Os ossos sumirão ao sol: poeira. 

Somente a ovelha negra fica impune 
...enquanto o bom pastor toca sua flauta.&quot;

PANTOMIMA - Luis Antonio Cajazeira Ramos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito boa a palestra do Pondé, não sei se mais alguém aqui viu. Com ceticismo e o humor costumeiro ele defendeu com unhas e dentes a função da tragédia como a condição básica do ser humano, quer dizer, dos corajosos, em contraponto com a utopia, que considerou uma fuga da verdadeira condição humana, coisa para fracos, por acenar com falsas esperanças de um futuro melhor em nome de uma ilusão. &#8220;Revolução&#8221;, então, nem pensar&#8230; é palavra que não faz parte do dicionário de um cético. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  E eu concordo com cada vírgula do que ele falou a respeito do trágico e da tragédia humana, e todo o seu radicalismo é muito bom como exercício da defesa de uma ideia pura. Mas eu sou uma otimista incurável, não consigo viver sem uma &#8220;utopiazinha&#8221;, e sem cultivar a função &#8216;e&#8217; no humano. Na realidade eu penso que a condição humana é trágica sim, sendo a utopia inclusive uma das condições deste trágico, sem ela o quadro não se completa, mas não banal e bobinha como o Pondé a quer resumir.</p>
<p>No começo da palestra ele deu a raiz grega da palavra tragédia: &#8220;tragos&#8221;, que quer dizer bode. O bicho bode. Lembrei na hora dessa poesia, uma &#8220;feliz&#8221; combinação de bode e destino trágico. Será que o poeta fez de propósito?</p>
<p>&#8220;Os melhores cordeiros da fazenda<br />
seguirão para o abate na cidade. Os<br />
carneiros mais fracos do rebanho<br />
serão sumariamente degolados. </p>
<p>O bode velho vai pro sacrifício,<br />
por mais que seu olhar peça clemência.<br />
Nem mesmo as cabritinhas inocentes<br />
terão misericórdia ou esperança. </p>
<p>As carnes assarão ao sol: fogueira.<br />
As peles secarão ao sol: curtume.<br />
As vísceras suarão ao sol: carniça.<br />
Os ossos sumirão ao sol: poeira. </p>
<p>Somente a ovelha negra fica impune<br />
&#8230;enquanto o bom pastor toca sua flauta.&#8221;</p>
<p>PANTOMIMA &#8211; Luis Antonio Cajazeira Ramos</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Elielson</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1545</link>
		<dc:creator>Elielson</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 18:34:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1545</guid>
		<description>Amor, é um termo para termos sem termos.

O Amor habita onde as pessoas veem umas as outras, nuas, em verdade, em companhia correspondente, em voos altos e rasantes destemidos.

A medida de amar é amar sem medida... , nem sei se essa frase é do humberto gessinger mesmo... , mas é linda.

Realmente, conhecer, estar disposto a isso, sem julgamento ou intenção de posse, este conhecer é Amor, é desconhecer-se através do que eu conheço em vc e do que vc conhece em mim, como ir acordando por partes tudo que queremos ser, e outro te ajuda a despertar o que vc quer despertar e assim por diante.

Amar o desconhecido é torna-lo dissemelhante ao que é desperto em nós, observá-lo sem conhecê-lo, e começar vendo aquilo que conhecemos como bem e lutando contra o sono das partes que favorecem o despertar.

Uma vez acessada a esfera, a volta é mais abissal, mas voltar é um risco para quem mente.

Amar a si é conhecer suas trilhas entre o espaço.

E quando conhecer, lembrar, que conhecer também é uma escolha, mas que para conhecer em verdade é preciso se desconhecer, e na coerência animal proceder nu, então tudo que vc conhece será seu pouco poder de fazer as coisas conhecerem-se em vc, ou você se conhecer nas coisas.

Coisas que te interrogam com base no conhecimento que somos, para que seja complementada toda a convenção da verdade humana. Coisas que vc interroga com base no que vc conhece do seu ser.

Então, quando eu vejo alguém e digo que há algo de mim, ou quando alguém me ve e diz que tenho algo dele, o que é esse algo? É a escolha de conhecer.

Todo o espaço em que esta escolha é mantida, as suas trilhas neste espaço, as pessoas que te observaram sem conhecer, e que te acompanharam conhecendo. Tudo isso é Amor.

O Amor há de ser cuidado, e quando não for mais, vida pra inventar Amor não existirá.

Mas quem Ama, por ter Amado, não será dependente de Amor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Amor, é um termo para termos sem termos.</p>
<p>O Amor habita onde as pessoas veem umas as outras, nuas, em verdade, em companhia correspondente, em voos altos e rasantes destemidos.</p>
<p>A medida de amar é amar sem medida&#8230; , nem sei se essa frase é do humberto gessinger mesmo&#8230; , mas é linda.</p>
<p>Realmente, conhecer, estar disposto a isso, sem julgamento ou intenção de posse, este conhecer é Amor, é desconhecer-se através do que eu conheço em vc e do que vc conhece em mim, como ir acordando por partes tudo que queremos ser, e outro te ajuda a despertar o que vc quer despertar e assim por diante.</p>
<p>Amar o desconhecido é torna-lo dissemelhante ao que é desperto em nós, observá-lo sem conhecê-lo, e começar vendo aquilo que conhecemos como bem e lutando contra o sono das partes que favorecem o despertar.</p>
<p>Uma vez acessada a esfera, a volta é mais abissal, mas voltar é um risco para quem mente.</p>
<p>Amar a si é conhecer suas trilhas entre o espaço.</p>
<p>E quando conhecer, lembrar, que conhecer também é uma escolha, mas que para conhecer em verdade é preciso se desconhecer, e na coerência animal proceder nu, então tudo que vc conhece será seu pouco poder de fazer as coisas conhecerem-se em vc, ou você se conhecer nas coisas.</p>
<p>Coisas que te interrogam com base no conhecimento que somos, para que seja complementada toda a convenção da verdade humana. Coisas que vc interroga com base no que vc conhece do seu ser.</p>
<p>Então, quando eu vejo alguém e digo que há algo de mim, ou quando alguém me ve e diz que tenho algo dele, o que é esse algo? É a escolha de conhecer.</p>
<p>Todo o espaço em que esta escolha é mantida, as suas trilhas neste espaço, as pessoas que te observaram sem conhecer, e que te acompanharam conhecendo. Tudo isso é Amor.</p>
<p>O Amor há de ser cuidado, e quando não for mais, vida pra inventar Amor não existirá.</p>
<p>Mas quem Ama, por ter Amado, não será dependente de Amor.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sem</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1543</link>
		<dc:creator>Sem</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:25:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1543</guid>
		<description>Hoje tem o Pondé ao vivo, 19h:

http://www.cpflcultura.com.br/aovivo/

(Fy, se puder assista para depois comentarmos, nem que seja discordar :))</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tem o Pondé ao vivo, 19h:</p>
<p><a href="http://www.cpflcultura.com.br/aovivo/" rel="nofollow">http://www.cpflcultura.com.br/aovivo/</a></p>
<p>(Fy, se puder assista para depois comentarmos, nem que seja discordar <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sem</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1542</link>
		<dc:creator>Sem</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 16:14:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1542</guid>
		<description>Mob,

Será que dá para amar algo que não se conheça? Sem conhecer, o que se ama, não é? Seria o amor incondicional, que ama a essência do ser, um tudo e nada e, então, amor não teria no fundo nada de pessoal? Ou seriam meras projeções, de outros que nos servem de espelhos e no fundo o que amamos e é nosso eu distorcido ou o vir-a-ser que o outro espelha de nós - como os lacanianos acreditam ser o único tipo de amor que existe? Todo amor vale a pena? Tudo é amor, será?

Mais perguntas que respostas, mas tb nem sei se quero respondê-las hoje ou se vale a pena
algum dia se dar ao trabalho de alguma resposta, pois minha certeza está mais para que o amor é inconclusivo. Um pássaro que voa quando tentamos agarrar e que pousa do nosso lado quando não mais prestamos nele atenção, como na linda Habanera de Carmen, de Bizet.

Sabe que nunca tinha ouvido falar em Gurdjieff, foi aqui com vcs meses atrás que ouvi esse nome pela primeira vez. Até pesquisei na internet para saber quem era ou que movimento era e na biblioteca pública daqui até encontrei aquele seu livro Encontro com Homens Notáveis. Eu li o que deu, mas claro que conheço muito pouco dele e nem sei mesmo se é um movimento, uma doutrina, uma ideia, prática ou o quê, mas eu acho que concordo com ele, se é que isso concoda, que só podemos amar verdadeiramente aquilo que conhecemos. Pois o amor só nos toca, verdadeiramente, quando é pessoal. Conclusão que eu tirei da prática, da vida pessoal e da profissional e social também, que em termos afetivos é uma vida só... O amor enquanto essência pode ser impessoal - &quot;porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo&quot; nas sem-razões do amor do Drummond -, é impessoal porque é da alçada de eros, mas só nos toca realmente quando é pessoal. Cristo pode ter amado a humanidade, mas seu amor só nos alcança e comove quando sentimos que ele morreu por nós, pessoalmente, com e apesar ou por causa de todos nossos defeitos e humanidades, é só aí que seu amor nos alcança e transforma. E todos os grandes mestres - sejam eles espirituais, intelectuais, afetivos, qualquer um - só quando sentimos que eles olham no fundo de nossos olhos e não os atravessam, mas reconhecem quem somos, é que nos descobrimos e somos tocados pelo amor. Então é bonito. Como naquele seu comovente post dos monges sufis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mob,</p>
<p>Será que dá para amar algo que não se conheça? Sem conhecer, o que se ama, não é? Seria o amor incondicional, que ama a essência do ser, um tudo e nada e, então, amor não teria no fundo nada de pessoal? Ou seriam meras projeções, de outros que nos servem de espelhos e no fundo o que amamos e é nosso eu distorcido ou o vir-a-ser que o outro espelha de nós &#8211; como os lacanianos acreditam ser o único tipo de amor que existe? Todo amor vale a pena? Tudo é amor, será?</p>
<p>Mais perguntas que respostas, mas tb nem sei se quero respondê-las hoje ou se vale a pena<br />
algum dia se dar ao trabalho de alguma resposta, pois minha certeza está mais para que o amor é inconclusivo. Um pássaro que voa quando tentamos agarrar e que pousa do nosso lado quando não mais prestamos nele atenção, como na linda Habanera de Carmen, de Bizet.</p>
<p>Sabe que nunca tinha ouvido falar em Gurdjieff, foi aqui com vcs meses atrás que ouvi esse nome pela primeira vez. Até pesquisei na internet para saber quem era ou que movimento era e na biblioteca pública daqui até encontrei aquele seu livro Encontro com Homens Notáveis. Eu li o que deu, mas claro que conheço muito pouco dele e nem sei mesmo se é um movimento, uma doutrina, uma ideia, prática ou o quê, mas eu acho que concordo com ele, se é que isso concoda, que só podemos amar verdadeiramente aquilo que conhecemos. Pois o amor só nos toca, verdadeiramente, quando é pessoal. Conclusão que eu tirei da prática, da vida pessoal e da profissional e social também, que em termos afetivos é uma vida só&#8230; O amor enquanto essência pode ser impessoal &#8211; &#8220;porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo&#8221; nas sem-razões do amor do Drummond -, é impessoal porque é da alçada de eros, mas só nos toca realmente quando é pessoal. Cristo pode ter amado a humanidade, mas seu amor só nos alcança e comove quando sentimos que ele morreu por nós, pessoalmente, com e apesar ou por causa de todos nossos defeitos e humanidades, é só aí que seu amor nos alcança e transforma. E todos os grandes mestres &#8211; sejam eles espirituais, intelectuais, afetivos, qualquer um &#8211; só quando sentimos que eles olham no fundo de nossos olhos e não os atravessam, mas reconhecem quem somos, é que nos descobrimos e somos tocados pelo amor. Então é bonito. Como naquele seu comovente post dos monges sufis.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Kingmob</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2009/06/02/o-conhecimento-e-virtual/#comment-1540</link>
		<dc:creator>Kingmob</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 19:07:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=757#comment-1540</guid>
		<description>Sem, 

o conhecimento no sentido de cognição é amor.
Em um nível nós somos amados porque somos conhecidos e este ato de conhecer-amar é revolucionário, porque o ato de conhecer se basta não tem como querer pedir nada em troca. 

A revolução da cognição (conhecimento) é a verdadeira revolução e o verdadeiro amor.

Sem, na busca por desmistificar o amor e a cognição de emocionalismos que prendem, e jogos de poder 
conscientes ou inconscientes essa, até agora, foi a melhor resposta que eu encontrei.

Vou citar Gurdjieff:

&quot;O amor consciente desperta o mesmo em resposta.
O amor emocional provoca o contrário.
O amor físico depende do tipo e da polaridade.&quot;

Essa consciência seria cognição. O ato de conhecer com amor. Aliás o ato de conhecer já é amor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem, </p>
<p>o conhecimento no sentido de cognição é amor.<br />
Em um nível nós somos amados porque somos conhecidos e este ato de conhecer-amar é revolucionário, porque o ato de conhecer se basta não tem como querer pedir nada em troca. </p>
<p>A revolução da cognição (conhecimento) é a verdadeira revolução e o verdadeiro amor.</p>
<p>Sem, na busca por desmistificar o amor e a cognição de emocionalismos que prendem, e jogos de poder<br />
conscientes ou inconscientes essa, até agora, foi a melhor resposta que eu encontrei.</p>
<p>Vou citar Gurdjieff:</p>
<p>&#8220;O amor consciente desperta o mesmo em resposta.<br />
O amor emocional provoca o contrário.<br />
O amor físico depende do tipo e da polaridade.&#8221;</p>
<p>Essa consciência seria cognição. O ato de conhecer com amor. Aliás o ato de conhecer já é amor.</p>
]]></content:encoded>
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