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	<title>Comentários sobre: Deus, de novo (Once more, with feeling)</title>
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	<description>"Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã."</description>
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		<title>Por: Ives</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-172</link>
		<dc:creator>Ives</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:07:48 +0000</pubDate>
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		<description>E parabéns pelo Blog!
O conheci a partir da crítica a Dawkins feita no Franco-Atirador (excelentíssimo texto, por sinal).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E parabéns pelo Blog!<br />
O conheci a partir da crítica a Dawkins feita no Franco-Atirador (excelentíssimo texto, por sinal).</p>
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	<item>
		<title>Por: Ives</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-171</link>
		<dc:creator>Ives</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:04:29 +0000</pubDate>
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		<description>O problema apresentado é o fundamental da lógica humana. Como Kant brilhantemente demonstrou, nossa razão &#039;trava&#039; diante daquilo que não podemos processar empiricamente. Deus está além e acima do que é real e humano, então como compreendê-lo (ou negá-lo?). Todas as religiões tentam dar forma a essa idéia divina, algo palpável, mas incompreensível, enquanto o ceticismo &quot;científico&quot; trata de negá-la, mas ambas são respostas ao nosso medo. O fanático se lança desesperadamente a seus dogmas para esquivar-se de seus temores, enquanto o ateu nega tudo que transcende essa existência por medo de confrontar algo maior que a si próprio (e se decepcionar, caso nada encontre). Mas a grande realidade é que todos os grandes avanços da Biologia, da Antropologia, da Psicologia e da Filosofia nos dizem: Existe algo maior. Esse &#039;algo&#039; misterioso e indecifrável nos assusta, nos machuca, e diante dele acabamos nos debatendo como ondas contra um rochedo. Eu não sei explicar Deus, nem adoto nenhuma religião espefícia. Mas quando fecho os olhos e sinto o vento, deixando minha tristeza, minha pequenez humana de lado, abandonando a fé cega e também o medo da fé, eu sinto em cada fibra do meu ser: Há algo. E buscar vivenciar essa Força Estranha, como bem colocaria Caetano Veloso, de forma pacífica, tranquila e positiva só nos fazer bem, a nós e a esse estranho épico tragicômico que chamamos de Humanidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema apresentado é o fundamental da lógica humana. Como Kant brilhantemente demonstrou, nossa razão &#8216;trava&#8217; diante daquilo que não podemos processar empiricamente. Deus está além e acima do que é real e humano, então como compreendê-lo (ou negá-lo?). Todas as religiões tentam dar forma a essa idéia divina, algo palpável, mas incompreensível, enquanto o ceticismo &#8220;científico&#8221; trata de negá-la, mas ambas são respostas ao nosso medo. O fanático se lança desesperadamente a seus dogmas para esquivar-se de seus temores, enquanto o ateu nega tudo que transcende essa existência por medo de confrontar algo maior que a si próprio (e se decepcionar, caso nada encontre). Mas a grande realidade é que todos os grandes avanços da Biologia, da Antropologia, da Psicologia e da Filosofia nos dizem: Existe algo maior. Esse &#8216;algo&#8217; misterioso e indecifrável nos assusta, nos machuca, e diante dele acabamos nos debatendo como ondas contra um rochedo. Eu não sei explicar Deus, nem adoto nenhuma religião espefícia. Mas quando fecho os olhos e sinto o vento, deixando minha tristeza, minha pequenez humana de lado, abandonando a fé cega e também o medo da fé, eu sinto em cada fibra do meu ser: Há algo. E buscar vivenciar essa Força Estranha, como bem colocaria Caetano Veloso, de forma pacífica, tranquila e positiva só nos fazer bem, a nós e a esse estranho épico tragicômico que chamamos de Humanidade.</p>
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	<item>
		<title>Por: maelstrom5</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-170</link>
		<dc:creator>maelstrom5</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:51:28 +0000</pubDate>
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		<description>Sehr schön.
=D</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sehr schön.<br />
=D</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fy</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-168</link>
		<dc:creator>Fy</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 12:13:23 +0000</pubDate>
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		<description>Como se pode afirmar ou negar alguma coisa quando não se sabe o que está sendo afirmado ou negado?
Lamed

Não nego e não afirmo.
Apenas isso.
Prá que mais?
Bárbara</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como se pode afirmar ou negar alguma coisa quando não se sabe o que está sendo afirmado ou negado?<br />
Lamed</p>
<p>Não nego e não afirmo.<br />
Apenas isso.<br />
Prá que mais?<br />
Bárbara</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: barbara</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-167</link>
		<dc:creator>barbara</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 01:33:58 +0000</pubDate>
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		<description>É obrigatório?
Negar ou afirmar?
Isto é inflexibilidade.
Não nego e não afirmo.
Apenas isso.
Prá que mais?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É obrigatório?<br />
Negar ou afirmar?<br />
Isto é inflexibilidade.<br />
Não nego e não afirmo.<br />
Apenas isso.<br />
Prá que mais?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: adriret</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-166</link>
		<dc:creator>adriret</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 18:31:26 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Entao mudei de opiniao, acho que o dificil eh descobrirmos que tipo de yogue somos, que funcoes temos como superiores e inferiores, se vc for bastante mental, como todo mundo que vem aqui eh, talvez vc resista em descobrir que eh um tipo devocional, por exemplo. E infelizmente nao eh porque fazemos o teste de personalidades que descobrimos qual eh o nosso caminho.&quot;

Oi Luiza,

Concordo com voce, tambem acho que o mais dificil eh descobrir que tipo de iogues somos, nossas facilidades e dificuldades, e a partir dai usar os metodos que mais podem nos auxiliar em nossa busca. 
Mas esse &quot;descobrir que tipo somos&quot; recai novamente no &quot;conhece a ti mesmo&quot;.
A fim de encontrar nossa luz temos de busca-la no mais escuro de nossa Alma, remexer no que foi negado, na honestidade brutal consigo mesmo, e sem duvida eh um caminho arduo e doloroso. Essa nao eh a via mais facil.
A funcao superior nos leva onde jah estamos, jah sabemos e conhecemos, dificilmente ela mostrara o desconhecido de nos mesmos/

Eu entendo que podemos sim utilizar a funcao superior ateh um certo momento, ela serah util, mas soh te levarah ateh um ponto do caminho, como se o metodo se esgotasse, e ainda nao foi o suficiente, a busca continua, e entao nao resta alternativa, o sujeito tem que mudar o metodo, buscar o nao natural, pela via do sofrimento mesmo.
Mas eh nesse nao gostar, no exercer algo novo, diferente, desafiador, oposto, que se encontra uma nova brecha, como descreveu o Kingmob.
Jah utilizei tanto metodos da funcao superior como inferior, e ambos  trouxeram bons resultados, por isso acho que depende mais do momento do caminhante do que a funcao predominante. Porque mudamos junto com o caminhar. ;-))

Abs
Adi</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Entao mudei de opiniao, acho que o dificil eh descobrirmos que tipo de yogue somos, que funcoes temos como superiores e inferiores, se vc for bastante mental, como todo mundo que vem aqui eh, talvez vc resista em descobrir que eh um tipo devocional, por exemplo. E infelizmente nao eh porque fazemos o teste de personalidades que descobrimos qual eh o nosso caminho.&#8221;</p>
<p>Oi Luiza,</p>
<p>Concordo com voce, tambem acho que o mais dificil eh descobrir que tipo de iogues somos, nossas facilidades e dificuldades, e a partir dai usar os metodos que mais podem nos auxiliar em nossa busca.<br />
Mas esse &#8220;descobrir que tipo somos&#8221; recai novamente no &#8220;conhece a ti mesmo&#8221;.<br />
A fim de encontrar nossa luz temos de busca-la no mais escuro de nossa Alma, remexer no que foi negado, na honestidade brutal consigo mesmo, e sem duvida eh um caminho arduo e doloroso. Essa nao eh a via mais facil.<br />
A funcao superior nos leva onde jah estamos, jah sabemos e conhecemos, dificilmente ela mostrara o desconhecido de nos mesmos/</p>
<p>Eu entendo que podemos sim utilizar a funcao superior ateh um certo momento, ela serah util, mas soh te levarah ateh um ponto do caminho, como se o metodo se esgotasse, e ainda nao foi o suficiente, a busca continua, e entao nao resta alternativa, o sujeito tem que mudar o metodo, buscar o nao natural, pela via do sofrimento mesmo.<br />
Mas eh nesse nao gostar, no exercer algo novo, diferente, desafiador, oposto, que se encontra uma nova brecha, como descreveu o Kingmob.<br />
Jah utilizei tanto metodos da funcao superior como inferior, e ambos  trouxeram bons resultados, por isso acho que depende mais do momento do caminhante do que a funcao predominante. Porque mudamos junto com o caminhar. <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> )</p>
<p>Abs<br />
Adi</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Adi</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-165</link>
		<dc:creator>Adi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 16:40:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=92#comment-165</guid>
		<description>&quot;E eu estou cada vez mais convencido de que não é a tua função superior que te leva a [Deus/Realidade/Nirvana/fill_the_blank], mas a tua função inferior, o que você menos valoriza em si mesmo, aquilo com que você não sabe lidar, que você rejeita, recusa, reprime. Afinal, como dizia o bom e velho JC, o Senhor virá como um ladrão na noite… :-)&#039;

L., entao neste caso a funcao inferior eh analoga a &quot;sombra&quot;.
E neste caso muda muita coisa, faz sentido a busca pelo caminho oposto ao que lhe eh conhecido e natural, mas que nao tem muito o que &quot;revelar&quot;.
Faz sentido o porque de reconciliar as duas funcoes  no ser, porque eh dessa forma que se torna inteiro, integral, unico...

Interessante, ha muitos nomes, muitas maneiras de descrever &quot;o caminho&quot;, muitas maneiras de se trilhar o caminho.... mas me parece que nao ha outro meio ou caminho que nao o de &quot;reconciliacao com o oposto&quot;, o &quot;casamento alquimico&quot;, o resgate da sombra, ou que seja entao funcao inferior, descrito pela maneira psicologica...

Percebo, ha tantas maneiras de se expor e explicar a mesma coisa, tantos olhos veem a mesma coisa de formas diferentes, e ainda continua sendo a mesma coisa em essencia.

Essa eh a magia da vida, essa multiplicidade pipocando mesmo numa unica cor, porque ela pode ser a mais variada de acordo com o observador que a observa.

Bjs
Adi</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;E eu estou cada vez mais convencido de que não é a tua função superior que te leva a [Deus/Realidade/Nirvana/fill_the_blank], mas a tua função inferior, o que você menos valoriza em si mesmo, aquilo com que você não sabe lidar, que você rejeita, recusa, reprime. Afinal, como dizia o bom e velho JC, o Senhor virá como um ladrão na noite… <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> &#8217;</p>
<p>L., entao neste caso a funcao inferior eh analoga a &#8220;sombra&#8221;.<br />
E neste caso muda muita coisa, faz sentido a busca pelo caminho oposto ao que lhe eh conhecido e natural, mas que nao tem muito o que &#8220;revelar&#8221;.<br />
Faz sentido o porque de reconciliar as duas funcoes  no ser, porque eh dessa forma que se torna inteiro, integral, unico&#8230;</p>
<p>Interessante, ha muitos nomes, muitas maneiras de descrever &#8220;o caminho&#8221;, muitas maneiras de se trilhar o caminho&#8230;. mas me parece que nao ha outro meio ou caminho que nao o de &#8220;reconciliacao com o oposto&#8221;, o &#8220;casamento alquimico&#8221;, o resgate da sombra, ou que seja entao funcao inferior, descrito pela maneira psicologica&#8230;</p>
<p>Percebo, ha tantas maneiras de se expor e explicar a mesma coisa, tantos olhos veem a mesma coisa de formas diferentes, e ainda continua sendo a mesma coisa em essencia.</p>
<p>Essa eh a magia da vida, essa multiplicidade pipocando mesmo numa unica cor, porque ela pode ser a mais variada de acordo com o observador que a observa.</p>
<p>Bjs<br />
Adi</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem mais</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-163</link>
		<dc:creator>sem mais</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 12:58:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=92#comment-163</guid>
		<description>Falar de Deus é a maior pretensão, mexe com o ego e toda a nossa realidade psíquica mesmo, se sente alvoroçada frente a essa promessa de encontrar enfim um significado último para a vida... ou primeiro, ou único, maior, verdadeiro, enfim... Deus é uma espécie de tudo e nada mesmo. Mas vamos lá... 

Se Deus há, ele não pode ser encontrado (significado) pela racionalidade em toda sua grandeza, simplesmente porque ele (Deus) é maior do que ela (a nossa racionalidade). 

Deus é arquétipo e nesse sentido não há mesmo como se relacionar diretamente com ele. Essa sim seria a maior pretensão de todas, o homem sentar com num café pra discutir o destino do universo com Deus como fosse o resultado da rodado do final de semana de um campeonato qualquer...

Falar de Deus racionalmente é matar Deus porque onde ele puder ser explicado ou nomeado, vira conceito, uma idéia (normativa?) manipulável - e manipuladora de outros objetivos, muitos escusos, alguns até bem contrários ao desenvolvimento da espiritualidade da alma.
 
Mas nesse ponto me volta a pergunta inicial do Lamed: o que se quer dizer e se entende por Deus?

O dito mais famoso do Riobaldo é “viver é muito perigoso”... Esse viver entre veredas, a que se refere o Guimarães Rosa, é o que eu entendo por Deus; jornada de autoconhecimento, atendendo aos apelos de Sophia, atravessando a noite escura da alma (os anoitans da vida - no plural porque são vários ao longo da vida e num deles é quando e onde, mais do que provável, teremos o nosso fim, no bom e no mau sentido) e realizando o processo alquímico na própria carne... Tudo isso é Deus na ânsia do homem tornar a ser uno com algo que não sabe direito o que é ou de onde veio (alguns chamam Deus, outros Grande Mãe e os mais materialistas simplesmente de o útero materno) e nada, nenhum desses processos se faz sem perigo. Entre nós, desnecessário explicar o porquê.

É verdade que Deus habita no todo de nós, pelo menos eu também acredito nisso, mas, digamos que sua porta de entrada se dê por nossa função principal, é só quando chegar na função inferior, e apenas ali, que aparecerá em toda sua magnificência, ou no quanto nos permitirmos ou nos for possível ser transpassados por Ele. Nesse sentido Deus é a transcendência absoluta, cuja finalidade não é outra senão ampliar o nosso entendimento, alargar nossos horizontes... 
Hillman fala a esse respeito, no seu trabalho &quot;Função Sentimento&quot;, de que na prática não há o que ser desenvolvido na função principal, visto ela já ser a função principal, maior trabalho teríamos com desenvolver a função inferior, mas só ela é que contém as respostas aos dilemas onde as outras funções falham. 
Na função inferior é onde somos abismo, ligação &quot;direta&quot; com Deus, onde somos subjetividade pura, cada inconsciente pessoal a seu modo peculiar de se relacionar aos arquétipos da Psique Objetiva. Então, concluo por fim, apenas através da função inferior podemos alargar nosso entendimento, “ver” Deus, em outro lugar sequer haveria “espaço”.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de Deus é a maior pretensão, mexe com o ego e toda a nossa realidade psíquica mesmo, se sente alvoroçada frente a essa promessa de encontrar enfim um significado último para a vida&#8230; ou primeiro, ou único, maior, verdadeiro, enfim&#8230; Deus é uma espécie de tudo e nada mesmo. Mas vamos lá&#8230; </p>
<p>Se Deus há, ele não pode ser encontrado (significado) pela racionalidade em toda sua grandeza, simplesmente porque ele (Deus) é maior do que ela (a nossa racionalidade). </p>
<p>Deus é arquétipo e nesse sentido não há mesmo como se relacionar diretamente com ele. Essa sim seria a maior pretensão de todas, o homem sentar com num café pra discutir o destino do universo com Deus como fosse o resultado da rodado do final de semana de um campeonato qualquer&#8230;</p>
<p>Falar de Deus racionalmente é matar Deus porque onde ele puder ser explicado ou nomeado, vira conceito, uma idéia (normativa?) manipulável &#8211; e manipuladora de outros objetivos, muitos escusos, alguns até bem contrários ao desenvolvimento da espiritualidade da alma.</p>
<p>Mas nesse ponto me volta a pergunta inicial do Lamed: o que se quer dizer e se entende por Deus?</p>
<p>O dito mais famoso do Riobaldo é “viver é muito perigoso”&#8230; Esse viver entre veredas, a que se refere o Guimarães Rosa, é o que eu entendo por Deus; jornada de autoconhecimento, atendendo aos apelos de Sophia, atravessando a noite escura da alma (os anoitans da vida &#8211; no plural porque são vários ao longo da vida e num deles é quando e onde, mais do que provável, teremos o nosso fim, no bom e no mau sentido) e realizando o processo alquímico na própria carne&#8230; Tudo isso é Deus na ânsia do homem tornar a ser uno com algo que não sabe direito o que é ou de onde veio (alguns chamam Deus, outros Grande Mãe e os mais materialistas simplesmente de o útero materno) e nada, nenhum desses processos se faz sem perigo. Entre nós, desnecessário explicar o porquê.</p>
<p>É verdade que Deus habita no todo de nós, pelo menos eu também acredito nisso, mas, digamos que sua porta de entrada se dê por nossa função principal, é só quando chegar na função inferior, e apenas ali, que aparecerá em toda sua magnificência, ou no quanto nos permitirmos ou nos for possível ser transpassados por Ele. Nesse sentido Deus é a transcendência absoluta, cuja finalidade não é outra senão ampliar o nosso entendimento, alargar nossos horizontes&#8230;<br />
Hillman fala a esse respeito, no seu trabalho &#8220;Função Sentimento&#8221;, de que na prática não há o que ser desenvolvido na função principal, visto ela já ser a função principal, maior trabalho teríamos com desenvolver a função inferior, mas só ela é que contém as respostas aos dilemas onde as outras funções falham.<br />
Na função inferior é onde somos abismo, ligação &#8220;direta&#8221; com Deus, onde somos subjetividade pura, cada inconsciente pessoal a seu modo peculiar de se relacionar aos arquétipos da Psique Objetiva. Então, concluo por fim, apenas através da função inferior podemos alargar nosso entendimento, “ver” Deus, em outro lugar sequer haveria “espaço”.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: maelstrom5</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-162</link>
		<dc:creator>maelstrom5</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 23:52:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=92#comment-162</guid>
		<description>&gt;Entao vou mais uma vez fazer a apologia do meu verbo preferido que eh “render-se”: 

&quot;Render-se&quot; é render-se à brecha, render-se é dificílimo . Render-se é Wu-Wei o supra-sumo de toda prática, é simplíssimo mas é díficil, nossa identidade é quase que integralmente constituída de defesas contra este render-se.

Mas eu vou concordar com vc que dá sim pra &quot;render-se&quot; usando a função superior, vc está correta. Dá sim. Mas não tenho dúvida de que o esquema é muito mais rock and roll usando-se a função a inferior!!!

Digamos então por hipótese que para o artista/poeta é mais proveitoso usar a função inferior, e para o pai/mãe de família seja mais proveitoso usar a superior. Vai das tendências de cada um.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&gt;Entao vou mais uma vez fazer a apologia do meu verbo preferido que eh “render-se”: </p>
<p>&#8220;Render-se&#8221; é render-se à brecha, render-se é dificílimo . Render-se é Wu-Wei o supra-sumo de toda prática, é simplíssimo mas é díficil, nossa identidade é quase que integralmente constituída de defesas contra este render-se.</p>
<p>Mas eu vou concordar com vc que dá sim pra &#8220;render-se&#8221; usando a função superior, vc está correta. Dá sim. Mas não tenho dúvida de que o esquema é muito mais rock and roll usando-se a função a inferior!!!</p>
<p>Digamos então por hipótese que para o artista/poeta é mais proveitoso usar a função inferior, e para o pai/mãe de família seja mais proveitoso usar a superior. Vai das tendências de cada um.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: luramos</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/31/deus-de-novo-once-more-with-feeling/#comment-161</link>
		<dc:creator>luramos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 22:49:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=92#comment-161</guid>
		<description>quando o Lucio falou no FA sobre as funcoes e o caminho mistico, achei que tinha muita logica pensar que a funcao inferior tem menor influencia do ego, portanto seria uma boa &quot;brecha&quot; para a experiencia mistica. Fez muito sentido. 
Depois de experienciar muitas coisas acho que nao existe uma relacao direta. Por exemplo se voce eh do tipo devocional, eh dificil achar que vai encontrar seu &quot;metodo&quot; usando a intelectualidade. Eh possivel, claro, mas nao eh natural. Vai exigir esforco, assim como passar a noite entoando mantras tambem exige esforco para o mais devocional dos seres humanos, soh que parece mais facil alcancar a experiencia mistica para o devocional entoando mantras do que para o intelectual por exemplo.
  Assim como se o sujeito eh um karma yogue, &quot;gente-que-faz&quot;, trabalha, passar a noite entoando mantra pode ser uma tortura sem fim e nenhuma experiencia mistica, a nao ser a expansao da paciencia..., o que nao eh pouco, mas nao eh o que traz a sensacao de plenitude.
Entao mudei de opiniao, acho que o dificil eh descobrirmos que tipo de yogue somos, que funcoes temos como superiores e inferiores, se vc for bastante mental, como todo mundo que vem aqui eh, talvez vc resista em descobrir que eh um tipo devocional, por exemplo.  E infelizmente nao eh porque fazemos o teste de personalidades que descobrimos qual eh o nosso caminho.
Entao vou mais uma vez fazer a apologia do meu verbo preferido que eh &quot;render-se&quot;: Se o seu ego resistir a entregar-se a experiencia mistica usando sua funcao superior, entao talvez, o melhor caminho seja mesmo o de usar o funcao inferior.

aqui vai o link pra quem quiser entender melhor 
http://malprg.blogs.com/francoatirador/2008/03/todos-os-caminh.html#more</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>quando o Lucio falou no FA sobre as funcoes e o caminho mistico, achei que tinha muita logica pensar que a funcao inferior tem menor influencia do ego, portanto seria uma boa &#8220;brecha&#8221; para a experiencia mistica. Fez muito sentido.<br />
Depois de experienciar muitas coisas acho que nao existe uma relacao direta. Por exemplo se voce eh do tipo devocional, eh dificil achar que vai encontrar seu &#8220;metodo&#8221; usando a intelectualidade. Eh possivel, claro, mas nao eh natural. Vai exigir esforco, assim como passar a noite entoando mantras tambem exige esforco para o mais devocional dos seres humanos, soh que parece mais facil alcancar a experiencia mistica para o devocional entoando mantras do que para o intelectual por exemplo.<br />
  Assim como se o sujeito eh um karma yogue, &#8220;gente-que-faz&#8221;, trabalha, passar a noite entoando mantra pode ser uma tortura sem fim e nenhuma experiencia mistica, a nao ser a expansao da paciencia&#8230;, o que nao eh pouco, mas nao eh o que traz a sensacao de plenitude.<br />
Entao mudei de opiniao, acho que o dificil eh descobrirmos que tipo de yogue somos, que funcoes temos como superiores e inferiores, se vc for bastante mental, como todo mundo que vem aqui eh, talvez vc resista em descobrir que eh um tipo devocional, por exemplo.  E infelizmente nao eh porque fazemos o teste de personalidades que descobrimos qual eh o nosso caminho.<br />
Entao vou mais uma vez fazer a apologia do meu verbo preferido que eh &#8220;render-se&#8221;: Se o seu ego resistir a entregar-se a experiencia mistica usando sua funcao superior, entao talvez, o melhor caminho seja mesmo o de usar o funcao inferior.</p>
<p>aqui vai o link pra quem quiser entender melhor<br />
<a href="http://malprg.blogs.com/francoatirador/2008/03/todos-os-caminh.html#more" rel="nofollow">http://malprg.blogs.com/francoatirador/2008/03/todos-os-caminh.html#more</a></p>
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