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	<title>Comentários sobre: A Noite Escura da Alma (Primeira parte)</title>
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	<description>"Se sempre há um amanhã, sempre há um anoitã."</description>
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		<item>
		<title>Por: Acid</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-164</link>
		<dc:creator>Acid</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 22:14:31 +0000</pubDate>
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		<description>Essa música exerceu uma forte impressão em mim. Eu a ouvia direto, em certa época conturbada, e só depois de muito ouvir foi que comecei a prestar atenção à letra, e quando percebi o que ela dizia, me encantou ainda mais, pois rolou uma identificação por eu estar passando por minha noite escura da alma... Aí busquei fazer a mais perfeita tradução da música, me debruçando nos dicionários em busca das palavras antigas que ela usou. Enfim, apresento-lhes a tradução que mais preserva a beleza medieval da música:

Em uma noite sombria
A chama do amor estava a arder em meu peito
E, no clarão de uma lanterna
Fugi de casa enquanto todos dormiam

Encoberto pela noite
e pelo meu destino incerto rapidamente corria
O véu ocultava os meus olhos
Enquanto todos em casa repousavam como mortos.

Refrão:
Ó, noite, tu fostes o meu guia
Ó, noite, mais adorável que o nascer do sol
Ó, noite, que uniu o amante à amada
Transformando cada um deles no outro. 

Adentro esta noite enevoada
Em segredo, para além da visão mortal
Sem um guia ou luz
Senão a que ardia tão profundamente em meu coração.

Esta chama que me guiava
Com brilho mais claro que o do sol do meio-dia
Para onde ele aguardava, imóvel 
Era um lugar onde ninguém mais podia chegar 

Refrão

Dentro do meu palpitante coração
Que se guardou inteiramente para ele
Ele mergulhou no seu sono
Debaixo do cedros, todo o meu amor eu dei
E, pelos muros da fortaleza
O vento roçava seus cabelos contra a sua testa.
E com sua mão macia
Acariciava todos os meus sentidos possíveis

Refrão 

Eu me entreguei a ele 
E repousei minha face no peito do meu amor
A inquietação e a tristeza turvaram-se
Enquanto na névoa da manhã fazia-se a luz
E lá elas dissiparam-se por entre os belos lírios.


Loreena escreve no livrinho do CD sobre esta música:
&quot;Maio de 1993 - Stratford....estava eu lendo sobre a poesia Espanhola do século XV,e me sentí atraída por uma em
particular,do escritor místico e visionário São João das Cruzes; O trabalho,sem título,é um sensível e ricamente metafórico
poema de amor entre ele e seu Deus. Poderia passar por um poema de amor entre duas pessoas,em qualquer época...Sua
aproximação parece mais ligada aos primeiros trabalhos Islâmicos ou Judaicos,em sua mais direta comunicação com Deus...
Eu pesquisei em 3 diferentes traduções do poema,e me surpreendí pelo fato de como uma tradução pode alterar a
interepretação. Me lembrei de que a maioria das escrituras sagradas chegam até nós traduzidas, resultando numa variedade de
pontos de vista.&quot;

Musica de: Loreena McKennitt
Letras de: São João das Cruzes, arranjadas e adaptadas por Loreena McKennitt
Do CD The mask and mirror (1994).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa música exerceu uma forte impressão em mim. Eu a ouvia direto, em certa época conturbada, e só depois de muito ouvir foi que comecei a prestar atenção à letra, e quando percebi o que ela dizia, me encantou ainda mais, pois rolou uma identificação por eu estar passando por minha noite escura da alma&#8230; Aí busquei fazer a mais perfeita tradução da música, me debruçando nos dicionários em busca das palavras antigas que ela usou. Enfim, apresento-lhes a tradução que mais preserva a beleza medieval da música:</p>
<p>Em uma noite sombria<br />
A chama do amor estava a arder em meu peito<br />
E, no clarão de uma lanterna<br />
Fugi de casa enquanto todos dormiam</p>
<p>Encoberto pela noite<br />
e pelo meu destino incerto rapidamente corria<br />
O véu ocultava os meus olhos<br />
Enquanto todos em casa repousavam como mortos.</p>
<p>Refrão:<br />
Ó, noite, tu fostes o meu guia<br />
Ó, noite, mais adorável que o nascer do sol<br />
Ó, noite, que uniu o amante à amada<br />
Transformando cada um deles no outro. </p>
<p>Adentro esta noite enevoada<br />
Em segredo, para além da visão mortal<br />
Sem um guia ou luz<br />
Senão a que ardia tão profundamente em meu coração.</p>
<p>Esta chama que me guiava<br />
Com brilho mais claro que o do sol do meio-dia<br />
Para onde ele aguardava, imóvel<br />
Era um lugar onde ninguém mais podia chegar </p>
<p>Refrão</p>
<p>Dentro do meu palpitante coração<br />
Que se guardou inteiramente para ele<br />
Ele mergulhou no seu sono<br />
Debaixo do cedros, todo o meu amor eu dei<br />
E, pelos muros da fortaleza<br />
O vento roçava seus cabelos contra a sua testa.<br />
E com sua mão macia<br />
Acariciava todos os meus sentidos possíveis</p>
<p>Refrão </p>
<p>Eu me entreguei a ele<br />
E repousei minha face no peito do meu amor<br />
A inquietação e a tristeza turvaram-se<br />
Enquanto na névoa da manhã fazia-se a luz<br />
E lá elas dissiparam-se por entre os belos lírios.</p>
<p>Loreena escreve no livrinho do CD sobre esta música:<br />
&#8220;Maio de 1993 &#8211; Stratford&#8230;.estava eu lendo sobre a poesia Espanhola do século XV,e me sentí atraída por uma em<br />
particular,do escritor místico e visionário São João das Cruzes; O trabalho,sem título,é um sensível e ricamente metafórico<br />
poema de amor entre ele e seu Deus. Poderia passar por um poema de amor entre duas pessoas,em qualquer época&#8230;Sua<br />
aproximação parece mais ligada aos primeiros trabalhos Islâmicos ou Judaicos,em sua mais direta comunicação com Deus&#8230;<br />
Eu pesquisei em 3 diferentes traduções do poema,e me surpreendí pelo fato de como uma tradução pode alterar a<br />
interepretação. Me lembrei de que a maioria das escrituras sagradas chegam até nós traduzidas, resultando numa variedade de<br />
pontos de vista.&#8221;</p>
<p>Musica de: Loreena McKennitt<br />
Letras de: São João das Cruzes, arranjadas e adaptadas por Loreena McKennitt<br />
Do CD The mask and mirror (1994).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Wels</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-142</link>
		<dc:creator>Filipe Wels</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 16:15:39 +0000</pubDate>
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		<description>Esse tema é uma deixa para falar sobre Abraxas, o Arconte que tem o conhecimento do bem e o do mal. Jung fala sobre ele no 3o sermão.  Mas aí passo a bola pros experts no assunto daqui :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse tema é uma deixa para falar sobre Abraxas, o Arconte que tem o conhecimento do bem e o do mal. Jung fala sobre ele no 3o sermão.  Mas aí passo a bola pros experts no assunto daqui <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: adriret</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-138</link>
		<dc:creator>adriret</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 16:57:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=86#comment-138</guid>
		<description>Muito bonito o texto Aldhabaran, eu tambem interpretei a Noite escura da Alma  com a travessia do abismo, de Daath.

Tenho muito respeito e admiracao pela sombra, escuridao que vela o desconhecido de nossa Alma. Ela representa o inconsciente, enorme poder de regeneracao e tambem de destruicao...
Vou esperar as outras partes, porque eh um assunto que muito me interessa mesmo...

Abs
Adi</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bonito o texto Aldhabaran, eu tambem interpretei a Noite escura da Alma  com a travessia do abismo, de Daath.</p>
<p>Tenho muito respeito e admiracao pela sombra, escuridao que vela o desconhecido de nossa Alma. Ela representa o inconsciente, enorme poder de regeneracao e tambem de destruicao&#8230;<br />
Vou esperar as outras partes, porque eh um assunto que muito me interessa mesmo&#8230;</p>
<p>Abs<br />
Adi</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lamed</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-131</link>
		<dc:creator>Lamed</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 03:38:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=86#comment-131</guid>
		<description>Ótima lembrança, Aldhabaran - e belíssima versão da Lorenna McKennitt! Não conhecia, veio pra mim no momento certo.

Eu já tinha feito a ligação do nome &lt;i&gt;anoitan&lt;/i&gt; com a &lt;i&gt;nigredo&lt;/i&gt;, mas no âmbito das minhas sincronicidades pessoais. Bom saber que vai além disso.

Outra sincronicidade: hoje mesmo, li um texto sobre &lt;i&gt;A Noite Escura da Alma&lt;/i&gt; - estranhamente, num livro sobre metáforas cognitivas...

Há muitas noites escuras, de muitas almas, mas imho, em seu sentido mais elevado - no tipo de experiência que São João experimentou e descreveu - ela é o abismo entre Tiphereth e Kether, que a alma precisa cruzar para se unir a Deus.

E que venham as demais partes!

Abs.
L.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima lembrança, Aldhabaran &#8211; e belíssima versão da Lorenna McKennitt! Não conhecia, veio pra mim no momento certo.</p>
<p>Eu já tinha feito a ligação do nome <i>anoitan</i> com a <i>nigredo</i>, mas no âmbito das minhas sincronicidades pessoais. Bom saber que vai além disso.</p>
<p>Outra sincronicidade: hoje mesmo, li um texto sobre <i>A Noite Escura da Alma</i> &#8211; estranhamente, num livro sobre metáforas cognitivas&#8230;</p>
<p>Há muitas noites escuras, de muitas almas, mas imho, em seu sentido mais elevado &#8211; no tipo de experiência que São João experimentou e descreveu &#8211; ela é o abismo entre Tiphereth e Kether, que a alma precisa cruzar para se unir a Deus.</p>
<p>E que venham as demais partes!</p>
<p>Abs.<br />
L.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: sem mais</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-130</link>
		<dc:creator>sem mais</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 00:38:50 +0000</pubDate>
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		<description>O bom da noite é que ela comporta mistérios, sem a noite não teríamos noção de profundidade nenhuma... no entanto, não podemos esquecer que ela (a noite) não é a única condição do tempo e o contrário de &quot;se há um amanhã, há um anoitã&quot; é igualmente verdadeiro. 

Quanto à crise econômica, penso que ela não é apenas econômica, mas, uma crise generalizada que vem acontecendo a algum tempo em todas as instituições sociais, ou pelo menos no modo como o ocidente as concebeu nesses últimos séculos. Apenas a economia torna hoje esse fato mais evidente, seja porque muitos a consideram o carro chefe das outras organizações ou então porque é só quando chega ao bolso que a maioria começa mesmo a prestar atenção no que acontece. Mas as instituições como um todo já vêm sendo minadas a um bom tempo - o que não é necessariamente ruim... As sociedades vêm se adaptando como podem e fazendo as reformas necessárias, no entanto, quando uma casa está comprometida desde a base, em sua estrutura, é só uma questão de tempo para que um dia tudo venha abaixo... Nesse sentido, penso que ainda não chegamos ao auge da nossa crise, no âmbito do púbico e político com a economia, nem do particular das relações pessoais, familiares, etc. Hoje a desconfiança é generalizada, não se sabe mais em quem ou no quê confiar, tudo (arte, política, família...) está em &quot;reforma&quot; ou sendo questionado...
Se a crise financeira prenuncia o anoitan da humanidade? pois já não era sem tempo! acho que é mais do que hora do homem enfrentar a própria sombra. Um dia isso teria de acontecer na história da cultura humana, mas na noite mal entrada em que nos encontramos, não há garantia nenhuma de que teremos ou chegaremos a um amanhecer melhor do que a noite... O escuro, do mesmo modo que contém todas as possibilidades, traz também a possibilidade, mesmo que remota, de engolir o dia. Eu só torço para que a humanidade não enlouqueça, pois isso seria realmente o fim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O bom da noite é que ela comporta mistérios, sem a noite não teríamos noção de profundidade nenhuma&#8230; no entanto, não podemos esquecer que ela (a noite) não é a única condição do tempo e o contrário de &#8220;se há um amanhã, há um anoitã&#8221; é igualmente verdadeiro. </p>
<p>Quanto à crise econômica, penso que ela não é apenas econômica, mas, uma crise generalizada que vem acontecendo a algum tempo em todas as instituições sociais, ou pelo menos no modo como o ocidente as concebeu nesses últimos séculos. Apenas a economia torna hoje esse fato mais evidente, seja porque muitos a consideram o carro chefe das outras organizações ou então porque é só quando chega ao bolso que a maioria começa mesmo a prestar atenção no que acontece. Mas as instituições como um todo já vêm sendo minadas a um bom tempo &#8211; o que não é necessariamente ruim&#8230; As sociedades vêm se adaptando como podem e fazendo as reformas necessárias, no entanto, quando uma casa está comprometida desde a base, em sua estrutura, é só uma questão de tempo para que um dia tudo venha abaixo&#8230; Nesse sentido, penso que ainda não chegamos ao auge da nossa crise, no âmbito do púbico e político com a economia, nem do particular das relações pessoais, familiares, etc. Hoje a desconfiança é generalizada, não se sabe mais em quem ou no quê confiar, tudo (arte, política, família&#8230;) está em &#8220;reforma&#8221; ou sendo questionado&#8230;<br />
Se a crise financeira prenuncia o anoitan da humanidade? pois já não era sem tempo! acho que é mais do que hora do homem enfrentar a própria sombra. Um dia isso teria de acontecer na história da cultura humana, mas na noite mal entrada em que nos encontramos, não há garantia nenhuma de que teremos ou chegaremos a um amanhecer melhor do que a noite&#8230; O escuro, do mesmo modo que contém todas as possibilidades, traz também a possibilidade, mesmo que remota, de engolir o dia. Eu só torço para que a humanidade não enlouqueça, pois isso seria realmente o fim.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: luramos</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-129</link>
		<dc:creator>luramos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 23:58:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=86#comment-129</guid>
		<description>Que bom ler esse post.
Eu sempre achei que pertencia ao Lado Negro da Forca (com cedilha)...rs

mas quando li o post pensei em citar Jung e a constatacao de que se nao trouxermos luz ou consciencia a nossa Sombra, ela inexoravelmente nos aparecera na forma de nosso destino. Soh isso renderia horas e horas de muita conversa.

mas &quot;coincidentemente&quot; , esta semana, li num livro sobre hermetismo (The serpent and the Sword - Ousborne and Mellita Dennings) sobre a poesia de San Juan de La Cruz .

&quot;A Noite escura da alma tem seu aspecto de extase e tristeza. Ela contem a desolacao da profunda solidao e a vasta amargura de todo o oceano. Eh a experiencia de Binah (a terceira sefira) ou as forcas de Saturno.
Hah prenuncios, mas a verdadeira Noite Escura da Alma, nao se apresenta plena antes do Abismo. Eh a paixao da mariposa pela chama, por aquela chama suprema que eh a Centelha Divina,  que em sua verdadeira natureza estah velada mesmo para o Adepto.

 Mas uma vez contemplada, diretamente, mesmo que ainda como Nao-Self, aquela dissolucao na Chama eh totalmente desejada, ateh que se alcance o equilibrio. Dai em diante, se houvessem palavras para expressar, seriam apenas palavras de Amor. Mas sempre hah a consciencia da transcendencia, a desolacao (Nota da tradutora -lembre-se do que acontece com a mariposa?) e o extase. &quot;

portanto a consciencia de que eh possivel transcender-se trarah o mais  profundo desespero. 

Eh paradoxal porque  este despero nasce do Amor ( a sagrada energia que reune) a criatura e o Criador. 

Acho isso tudo uma otima explicacao para o fato de que, se eu sei tudo isso porque continuo onde estou na minha jornada individual. Lampejos da magnitude da dissolucao em Deus nos trazem a ideia da morte e dela fugimos a qualquer preco. E a partir dai vem a interessante ideia de render-se, em ingles - surrender ou em arabe -  islam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que bom ler esse post.<br />
Eu sempre achei que pertencia ao Lado Negro da Forca (com cedilha)&#8230;rs</p>
<p>mas quando li o post pensei em citar Jung e a constatacao de que se nao trouxermos luz ou consciencia a nossa Sombra, ela inexoravelmente nos aparecera na forma de nosso destino. Soh isso renderia horas e horas de muita conversa.</p>
<p>mas &#8220;coincidentemente&#8221; , esta semana, li num livro sobre hermetismo (The serpent and the Sword &#8211; Ousborne and Mellita Dennings) sobre a poesia de San Juan de La Cruz .</p>
<p>&#8220;A Noite escura da alma tem seu aspecto de extase e tristeza. Ela contem a desolacao da profunda solidao e a vasta amargura de todo o oceano. Eh a experiencia de Binah (a terceira sefira) ou as forcas de Saturno.<br />
Hah prenuncios, mas a verdadeira Noite Escura da Alma, nao se apresenta plena antes do Abismo. Eh a paixao da mariposa pela chama, por aquela chama suprema que eh a Centelha Divina,  que em sua verdadeira natureza estah velada mesmo para o Adepto.</p>
<p> Mas uma vez contemplada, diretamente, mesmo que ainda como Nao-Self, aquela dissolucao na Chama eh totalmente desejada, ateh que se alcance o equilibrio. Dai em diante, se houvessem palavras para expressar, seriam apenas palavras de Amor. Mas sempre hah a consciencia da transcendencia, a desolacao (Nota da tradutora -lembre-se do que acontece com a mariposa?) e o extase. &#8221;</p>
<p>portanto a consciencia de que eh possivel transcender-se trarah o mais  profundo desespero. </p>
<p>Eh paradoxal porque  este despero nasce do Amor ( a sagrada energia que reune) a criatura e o Criador. </p>
<p>Acho isso tudo uma otima explicacao para o fato de que, se eu sei tudo isso porque continuo onde estou na minha jornada individual. Lampejos da magnitude da dissolucao em Deus nos trazem a ideia da morte e dela fugimos a qualquer preco. E a partir dai vem a interessante ideia de render-se, em ingles &#8211; surrender ou em arabe &#8211;  islam.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Maelstrom</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-127</link>
		<dc:creator>Maelstrom</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 15:29:16 +0000</pubDate>
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		<description>será que a atual &quot;crise&quot;  econômica é um prenúncio de noite escura????</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>será que a atual &#8220;crise&#8221;  econômica é um prenúncio de noite escura????</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Maelstrom</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-126</link>
		<dc:creator>Maelstrom</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 15:23:28 +0000</pubDate>
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		<description>Bonito, Mr. Deba, Bonito. =D
Adoro essa música, esse cd é do grande caralho.

Eu vejo a noite como a indefinição da realidade oposta a falsa clareza e ordem do dia. Na noite tudo é possível, no dia nem tanto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bonito, Mr. Deba, Bonito. =D<br />
Adoro essa música, esse cd é do grande caralho.</p>
<p>Eu vejo a noite como a indefinição da realidade oposta a falsa clareza e ordem do dia. Na noite tudo é possível, no dia nem tanto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aldhabaran2</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-125</link>
		<dc:creator>aldhabaran2</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 14:15:14 +0000</pubDate>
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		<description>Em uma noite escura
De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
´stando já minha casa sossegada.

Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! Ditosa ventura!
Na escuridão, velada,
´stando já minha casa sossegada.

Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa alguma,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.

Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em lugar onde ninguém aparecia.

Oh! noite, que me guiaste,
Oh! noite, amável mais do que a alvorada
Oh! noite, que juntaste
Amado com amada,
Amada no amado transformada!

Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.

Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.

Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado
Por entre as açucenas olvidado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma noite escura<br />
De amor em vivas ânsias inflamada<br />
Oh! Ditosa ventura!<br />
Saí sem ser notada,<br />
´stando já minha casa sossegada.</p>
<p>Na escuridão, segura,<br />
Pela secreta escada, disfarçada,<br />
Oh! Ditosa ventura!<br />
Na escuridão, velada,<br />
´stando já minha casa sossegada.</p>
<p>Em noite tão ditosa,<br />
E num segredo em que ninguém me via,<br />
Nem eu olhava coisa alguma,<br />
Sem outra luz nem guia<br />
Além da que no coração me ardia.</p>
<p>Essa luz me guiava,<br />
Com mais clareza que a do meio-dia<br />
Aonde me esperava<br />
Quem eu bem conhecia,<br />
Em lugar onde ninguém aparecia.</p>
<p>Oh! noite, que me guiaste,<br />
Oh! noite, amável mais do que a alvorada<br />
Oh! noite, que juntaste<br />
Amado com amada,<br />
Amada no amado transformada!</p>
<p>Em meu peito florido<br />
Que, inteiro, para ele só guardava,<br />
Quedou-se adormecido,<br />
E eu, terna o regalava,<br />
E dos cedros o leque o refrescava.</p>
<p>Da ameia a brisa amena,<br />
Quando eu os seus cabelos afagava,<br />
Com sua mão serena<br />
Em meu colo soprava,<br />
E meus sentidos todos transportava.</p>
<p>Esquecida, quedei-me,<br />
O rosto reclinado sobre o Amado;<br />
Tudo cessou. Deixei-me,<br />
Largando meu cuidado<br />
Por entre as açucenas olvidado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: aldhabaran2</title>
		<link>http://anoitan.wordpress.com/2008/10/28/86/#comment-124</link>
		<dc:creator>aldhabaran2</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 14:13:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://anoitan.wordpress.com/?p=86#comment-124</guid>
		<description>Para não deixá-los nas trevas (desculpem o trocadilho), aqui vai a versão  usada na música, seguida da versão em português.


Upon a darkened night
the flame of love was burning in my breast
And by a lantern bright
I fled my house while all in quiet rest

Shrouded by the night
and by the secret stair I quickly fled
The veil concealed my eyes
while all within lay quiet as the dead

Chorus
Oh night thou was my guide
oh night more loving than the rising sun
Oh night that joined the lover
to the beloved one
transforming each of them into the other

Upon that misty night
in secrecy, beyond such mortal sight
Without a guide or light
than that which burned so deeply in my heart

That fire t&#039;was led me on
and shone more bright than of the midday sun
To where he waited still
it was a place where no one else could come

Chorus

Within my pounding heart
which kept itself entirely for him
He fell into his sleep
beneath the cedars all my love I gave
And by the fortress walls
the wind would brush his hair against his brow
And with its smoothest hand
caressed my every sense it would allow

Chorus

I lost myself to him
and laid my face upon my lovers breast
And care and grief grew dim
as in the mornings mist became the light
There they dimmed amongst the lilies fair
There they dimmed amongst the lilies fair
There they dimmed amongst the lilies fair</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para não deixá-los nas trevas (desculpem o trocadilho), aqui vai a versão  usada na música, seguida da versão em português.</p>
<p>Upon a darkened night<br />
the flame of love was burning in my breast<br />
And by a lantern bright<br />
I fled my house while all in quiet rest</p>
<p>Shrouded by the night<br />
and by the secret stair I quickly fled<br />
The veil concealed my eyes<br />
while all within lay quiet as the dead</p>
<p>Chorus<br />
Oh night thou was my guide<br />
oh night more loving than the rising sun<br />
Oh night that joined the lover<br />
to the beloved one<br />
transforming each of them into the other</p>
<p>Upon that misty night<br />
in secrecy, beyond such mortal sight<br />
Without a guide or light<br />
than that which burned so deeply in my heart</p>
<p>That fire t&#8217;was led me on<br />
and shone more bright than of the midday sun<br />
To where he waited still<br />
it was a place where no one else could come</p>
<p>Chorus</p>
<p>Within my pounding heart<br />
which kept itself entirely for him<br />
He fell into his sleep<br />
beneath the cedars all my love I gave<br />
And by the fortress walls<br />
the wind would brush his hair against his brow<br />
And with its smoothest hand<br />
caressed my every sense it would allow</p>
<p>Chorus</p>
<p>I lost myself to him<br />
and laid my face upon my lovers breast<br />
And care and grief grew dim<br />
as in the mornings mist became the light<br />
There they dimmed amongst the lilies fair<br />
There they dimmed amongst the lilies fair<br />
There they dimmed amongst the lilies fair</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
